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Edição 9 - 1 de Março de 2009 - Publicação Quinzenal
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Leonardo Boff O buraco perfeito

Esse modo de habitar o mundo regido apenas pela razão utilitarista e egocêntrica cavou o buraco perfeito. Lá para dentro caíram grandes bancos, imensas corporações e fortunas pessoais.

hipnose Os benefícios da auto-hipnose

Passamos por situações auto-hipnóticas todos os dias, já que a hipnose nada mais é que um estado de atenção focalizada. Com técnicas apropriadas, podemos tirar grande proveito desses momentos.

seca série

A água é essencial para todos os seres vivos. Porém, se continuarmos desperdiçando este recurso, daqui a 15 anos duas em cada três pessoas no mundo não terão água para beber.

Exposição
Água-Forte na Floresta


Luiz Manni O Parque Nacional da Tijuca inaugura dia 6, às 17h, a exposição "Água-forte na Floresta", com gravuras em metal de Luiz Manni.

Visitação: 7 de março a 3 de maio
Local: Parque Nacional da Tijuca - RJ


Outros eventos:
Feira: Ecogerma Brasil-Alemanha
Curso: Gerência de Projetos em Terceiro Setor
Festival: CineCufa

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Coluna Informando
herpes O herpes está na boca do povo

Muita gente hospeda o vírus do herpes e nem imagina. Na maior quietude, ele se aloja no organismo e, diante de um baque no sistema imune, aproveita para dar as caras, principalmente no verão.
acessível Um mundo mais acessível

Cada vez mais, a tecnologia facilita a inclusão social dos portadores de deficiências visuais e auditivas. Os lançamentos são novas portas que se abrem para um dia-a-dia mais fácil e com um leque enorme de possibilidades culturais e de entretenimento.
cometa Cometa Lulin se aproxima da Terra

Durante o carnaval, o cometa esverdeado, descoberto em 2007, esteve a uma distância de aproximadamente 60 milhões de quilômetros da Terra - menos da metade da distância da Terra ao Sol.
desperdicio Não ao desperdício de alimentos

Instituto Akatu lança campanha de grande veiculação na mídia para alertar o consumidor a comprar com mais consciência: um terço dos alimentos comprados pelos brasileiros vai direto para a lata do lixo.
uere Belo Exemplo: Educadora desenvolve pedagogia para regiões violentas

Criar um método pedagógico para crianças e adolescentes que sofreram traumas causados pela violência. Este foi o desafio da educadora Yvonne Bezerra de Mello, que desenvolveu o método Uerê-Mello, aplicado no Projeto Uerê.
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Leonardo BoffO buraco perfeito

Ignace Ramonet, diretor do Le Monde Diplomatique e um dos agudos analistas da situação mundial, chamou a atual crise econômico-financeira de "a crise perfeita". Putin, em Davos, a chamou de "a tempestade perfeita". Eu, de minha parte, a chamaria de "o buraco perfeito". O grupo que compõe a Iniciativa Carta da Terra (M. Gorbachev, S. Rockfeller, M.Strong e eu mesmo, entre outros) há anos advertia: "não podemos continuar pelo caminho já andado, por mais plano que se apresente, pois lá na frente ele encontra um buraco abissal". Como um ritornello, o repetia também o Fórum Social Mundial, desde a sua primeira edição em Porto Alegre em 2001. Pois chegou o momento em que o buraco apareceu. Lá para dentro caíram grandes bancos, tradicionais fábricas, imensas corporações transnacionais e US$50 trilhões de fortunas pessoais se uniram ao pó do fundo do buraco. Stephen Roach, do banco Morgan Stanley, também afetado, confessou: "Errou Wall Street. Erraram os reguladores. Erraram as Agências de Avaliação de risco. Erramos todos nós". Mas não teve a humildade de reconhecer:" Acertou o Fórum Social Mundial. Acertaram os ambientalistas. Acertaram grandes nomes do pensamento ecológico como J. Lovelock, E. Wilson e E. Morin".

Em outras palavras, os que se imaginavam senhores do mundo - a ponto de alguns deles decretarem o fim da história - que sustentavam a impossibilidade de qualquer alternativa e que em seus concílios ecumênicos-econômicos promulgaram dogmas da perfeita auto-regulação dos mercados e da única via, aquela do capitalismo globalizado, agora perderam todo o seu latim. Andam confusos e perplexos como um bêbado em beco escuro. O Fórum Social Mundial, sem orgulho, mas sinceramente, pode dizer: "nosso diagnóstico estava correto. Não temos a alternativa ainda, mas uma certeza se impõe: este tipo de mundo não tem mais condições de continuar e de projetar um futuro de inclusão e de esperança para a humanidade e para toda a comunidade de vida". Se prosseguir, ele pode pôr fim à vida humana e ferir gravemente a Pacha Mama, a Mãe Terra.

Seus ideólogos talvez não creiam mais em dogmas e se contentem ainda com o catecismo neoliberal. Mas procuram um bode expiatório. Dizem: "Não é o capitalismo em si que está em crise. É o capitalismo de viés norte-americano que gasta um dinheiro que não tem em coisas que o povo não precisa". Um de seus sacerdotes, Ken Rosen, da Universidade de Berkeley, pelo menos, reconheceu: "O modelo dos Estados Unidos está errado. Se o mundo todo utilizasse o mesmo modelo, nós não existiríamos mais".

Há aqui palmar engano. A razão da crise não está apenas no capitalismo norte-americano como se outro capitalismo fosse o correto e humano. A razão está na lógica mesma do capitalismo. Já foi reconhecido por políticos como J. Chirac e por uma gama considerável de cientistas que se os países opulentos, situados no Norte, quisessem generalizar seu bem-estar para toda a humanidade, precisaríamos pelo menos de três Terras iguais a atual. O capitalismo em sua natureza é voraz, acumulador, depredador da natureza, criador de desigualdades e sem sentido de solidariedade para com as gerações atuais e muito menos para com as futuras. Não se tira a ferocidade do lobo fazendo-lhe alguns afagos ou limando-lhes os dentes. Ele é feroz por natureza.

Assim, o capitalismo, pouco importa o lugar de sua realização, se nos EUA, na Europa, no Japão ou mesmo no Brasil, coisifica todas as coisas, a Terra, a natureza, os seres vivos e também os humanos. Tudo está no mercado e de tudo se pode fazer negócio. Esse modo de habitar o mundo regido apenas pela razão utilitarista e egocêntrica cavou o buraco perfeito. E nele caiu.

A questão não é econômica. É moral e espiritual. Só sairemos a partir de uma outra relação para com a natureza, sentindo-nos parte dela e vivendo a inteligência do coração que nos faz amar e respeitar a vida e a cada ser. Caso contrário, continuaremos no buraco em que o capitalismo nos jogou.

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hipnose Os benefícios da auto-hipnose

Embora cercada de preconceito, a hipnose existe desde que o homem apareceu na Terra. Passamos por situações auto-hipnóticas todos os dias, já que ela nada mais é que um estado de atenção focalizada. A hipnose acontece naturalmente quando lemos um livro interessante, vemos um filme, estamos com os pensamentos num determinado acontecimento e esquecemos do resto ao nosso redor. Nesse estado de transe, nossas limitações de referência e crenças ficam temporariamente alterada e nos tornamos receptivos a novas sugestões. Com as técnicas de auto-hipnose, podemos tirar grande proveito desses momentos.

A auto-hipnose é bastante utilizada no apoio ao tratamento médico e psicológico, e tem se mostrado, ao longo dos anos, comprovadamente eficaz, desde os casos simples, como insônia e ansiedade, até os mais graves, como a cura de doenças crônicas. O estado de relaxamento obtido pela auto-hipnose permite a ativação dos complexos metabolismos do corpo humano, reduz imediatamente os estados de ansiedade e nervosismo, permite uma melhor oxigenação das células do corpo e, principalmente, reverte o estado psicológico do paciente, despertando a vontade de viver, a esperança e a fé. E é este novo estado que leva à cura.

Mesmo sem a ajuda de um terapeuta, você pode obter os benefícios da auto-hipnose, utilizando técnicas para melhora da saúde, da aprendizagem, elevação da auto-estima, redução do estresse, entre outros.

A hora mais indicada para exercitar o relaxamento profundo, ou seja, a auto-hipnose, são os minutos antes de você adormecer. Quando você começa a ficar com sono - aquele período crepuscular entre estar totalmente acordado e totalmente dormindo - suas ondas cerebrais mudam, para ficar na faixa de 4 a 7 ciclos por segundo, o nível teta. É nos estados alfa e teta que as grandes proezas da supermemória, juntamente com os poderes de concentração e criatividade, são atingidos. Nesse momento, você ainda tem pleno domínio sobre si, mas a censura do consciente fica neutralizada.

É preciso praticar para ser induzido na hipnose. Os músculos do corpo e a mente têm que se acostumar a relaxar e deixar de lado a parte analítica e intelectual. Existem muitas técnicas para chegar a esse estado de relaxamento. Confira a seguir um procedimento simples para praticar a auto-hipnose:

1. O primeiro passo consiste em estabelecer um objetivo claro para a sessão de auto-hipnose e resumi-lo em uma frase positiva. Por exemplo: "quero estar mais relaxado e tranqüilo no meu trabalho". Esta afirmação guiará a mente subconsciente para buscar a memória relacionada à tranqüilidade e ao relaxamento.

2. Sente-se comodamente em uma poltrona ou, se preferir, deite-se na cama. Retire anéis, relógio e outros acessórios que possam incomodar. Olhe fixamente para suas sobrancelhas. Mantenha o olhar fixo mesmo que os olhos comecem a se cansar. Quando as pálpebras não agüentarem mais, inspire fundo e, ao expirar, feche os olhos.

3. Concentre-se nas pálpebras cansadas e pesadas. Em poucos segundos, perceberá que as pálpebras começam a se relaxar até chegar ao ponto de não querer abrir os olhos. Imagine este relaxamento como uma onda expansiva, que invade o seu corpo. Imagine que o relaxamento se espalha pelo seu corpo como um manto suave e agradável.

4. Imagine-se no alto de uma escada de madeira de quinze degraus. No pé da escada, você vê uma porta que o leva a um lugar encantador. Comece a contar em voz alta, começando no quinze, descendo um degrau com cada número. Nos degraus, você pode ler as palavras "durma" e "mais profundamente" até chegar à porta.

5. Agora que se aproximou, pode ler a palavra "subconsciente" escrita na porta. Abra a porta e entre nesse lugar encantador. É um lugar que lhe dá muita segurança e tranqüilidade. Pode ser um bosque, uma praia, uma casa maravilhosa ou qualquer lugar que lhe venha à mente.

6. Feche a porta atrás de você e preste atenção às cores… aos sons ou à música, aos cheiros agradáveis deste lugar e às emoções. Dê-se um tempo e desfrute este lugar. Depois de algum tempo, uma pequena caixa de madeira irá aparecer à sua frente. É uma caixa muito bonita e, com toda a curiosidade de uma criança que quer aprender, sente vontade de abrir a caixa. Dentro da caixa, você encontra um presente ou um símbolo destinado a você. Não importa se no nível consciente não sabe de que se trata ou o que significa. O importante é que a sua mente subconsciente sabe como utilizar suas memórias e seus recursos internos para encontrar uma solução para o seu problema. Observe-se depois de ter conseguido o objetivo.

7. Preste atenção às cores, aos sonos e também ao que diz a si mesmo, no tom da sua voz falando para você mesmo, aos cheiros, se existirem. Preste atenção em como se sente por ter conseguido o seu objetivo. Agora, imagine-se entrando em você mesmo e preste atenção às suas sensações. Como seria a sua experiência com o objetivo alcançado?

8. Depois de alguns minutos, prepare-se para sair desse lugar, com a segurança de que todas as vezes que quiser poderá voltar e entrar nesse lugar. Agora, comece a subir pelos mesmos degraus que desceu e conte de "um" a "quinze". Quando chegar ao número "quinze", o último degrau, abra os olhos e você poderá se sentir maravilhosamente bem.

Há infinitas outras técnicas para atingir o estado hipnótico. Encontre a mais adequada para você e comece hoje mesmo a desfrutar deste benefício gratuito e ilimitado.

>> Confira a palestra do hipnoterapeuta Gilberto Barros no Projeto Vibração Positiva

Com informações de: Sua Mente.

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série A Newsletter Essência Vital iniciou, na quinta edição, uma série de matérias que vão lhe ajudar a se tornar uma pessoa mais sustentável. São dez hábitos simples que você pode incorporar ao dia-a-dia e que vão impactar positivamente sua relação com o planeta, afinal, a mudança do mundo começa em nós. Vamos então ao próximo passo:

seca 5º hábito: Reutilizar a água

A água é essencial para todos os seres vivos. Porém, se continuarmos desperdiçando este recurso, daqui a 15 anos duas em cada três pessoas no mundo não terão água para beber, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Mesmo sabendo das consequências do desperdício, muitas pessoas ainda esbanjam água lavando calçadas, tomando banhos longos ou regando as plantas nas horas erradas. Nas grandes cidades, cada pessoa chega a consumir 500 litros de água por dia!

Para preservar a água do planeta, não é preciso deixar a sujeira reinar. Com mais consciência e pequenas mudanças de comportamento no seu dia-a-dia, é possível diminuir - e muito - a quantidade de água que você gasta ao longo do ano. Uma delas é passar a reutilizar a água da máquina para lavar o quintal e a calçada, por exemplo. Afinal, ela é praticamente limpa e pode ser reutilizada sem medo algum. Assim, você evita ficar com a mangueira aberta, gastando água tratada para manter esses ambientes limpos. Você pode achar que não gasta muito, mas ao usar a mangueira por 15 minutos você joga 279 litros de água potável dentro do bueiro. Além dessa, há outras atitudes que vão além de apenas fechar a torneira:

1. Reutilize o papel
O que isso tem a ver com economizar água? É simples: para que 1 quilo de papel seja fabricado, são usados 540 litros de água. Ou seja, para fabricar 500 folhas (cerca de dois quilos), são necessários mais de mil litros de água. Então, use a folha dos dois lados. Assim, você precisará de menos papel e economizará água.

2. Vai uma PET no banheiro?
Você tem uma caixa de descarga no banheiro? Pois saiba que cada vez que você aciona a limpeza, gasta em média 12 litros de água. Uma maneira simples de reduzir esse consumo é colocar uma garrafa PET de 1 litro, cheia de água, dentro da caixa de água. Dessa maneira, você vai economizar 1 litros toda vez que der a descarga.

3. Escove os dentes a seco
Segundo o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, ao escovar os dentes com a torneira aberta durante dois minutos, você gasta em média 13,5 litros de água. Mas se você abrir a torneira apenas quando necessário, vai usar menos de meio litro. Ao longo do ano, você poupará 14 mil litros. Isso equivale a um caminhão-pipa cheio!

4. Acumule a roupa suja
Em vez de ir correndo para a máquina de lavar sempre que uma peça estiver suja, use a lavadora apenas quando tiver roupa o suficiente para enchê-la ao limite. Dessa maneira, você economiza água e, de quebra, poupa energia elétrica e dinheiro para o fim do mês.

5. Coma menos carne vermelha
Pouca gente sabe, mas a produção de carne vermelha exige uma quantidade enorme de água. Para você ter uma idéia, para produzir 1 quilo de carne vermelha são necessários 200 litros de água potável.

6. Use a água da chuva
Ela pode ter uma utilidade maior do que molhar seu quintal. Use um galão de 100 litros para captar a água que cai de graça do céu. Depois, use-a para regar as plantas, lavar o quintal e o carro ou dar banho no seu bichinho. Só não se esqueça de tampar o recipiente, para que ele não vire um foco de mosquitos da dengue.

7. Controle a sua conta de água
Se ela aumentou sem motivo, pode ser indicação de que há um vazamento em sua casa. Além disso, fazer esse controle é uma ótima maneira de ver como suas atitudes ajudam a diminuir o desperdício.

8. Elimine os vazamentos
De acordo com o Instituto Akatu, um buraco com o tamanho da cabeça de um alfinete em um cano desperdiça até 3,2 mil litros de água por dia. Essa quantidade mataria a sede de uma família de quatro pessoas durante um ano. Em um mês, o desperdício pode chegar a 96 mil litros - o suficiente para suprir a necessidade de água da mesma família por 33 anos.

>> Conheça uma máquina de lavar que economiza água

Com informações de: Planeta Sustentável e Reuso da Água.
Coluna Informando
herpes O herpes está na boca do povo

Uma coceirinha discreta acompanhada de um leve ardor no canto dos lábios anuncia a saga que está por vir. A vermelhidão, as bolhas e a dor desconcertante e, às vezes, até mesmo febre não tardam a arrebatar a vítima. Sem falar no constrangimento de exibir uma ferida proeminente no rosto. Inicia-se, então, uma via-crucis que irá perdurar por cerca de sete longos dias, dificultando tarefas simples como comer e conversar. Quem já teve uma crise de herpes conhece bem esse martírio. E quem nunca enfrentou o problema não está totalmente livre dele. "Cerca de 90% da população já teve contato com o vírus da doença, mas apenas de 10 a 15% manifestam os sintomas", estima o dermatologista Reinaldo Tovo Filho, da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional de São Paulo.

Grande parte das pessoas contrai o micróbio na infância, por meio do contato com gotículas de saliva - haja beijocas de tios, tias... - ou brinquedos contaminados. Já na idade adulta, a transmissão costuma se dar, por assim dizer, boca a boca. A moçada que se orgulha de contabilizar o número de beijos ao final da balada tem aí um motivo para moderar na empolgação. Uma vez infectado, cada um depende da capacidade de seu organismo de reagir ao vírus. "Algumas pessoas nunca apresentam crises. Outras passam por apenas uma ocorrência. Na pior das hipóteses, o indivíduo infectado começa a sofrer de manifestações recorrentes", explica o infectologista Gilberto Turcato, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo. Esse último caso requer cuidados especiais.

A má notícia é que, em quaisquer dessas condições, não dá para se livrar do vírus: o hospedeiro terá que conviver com ele para o resto da vida. O pior de tudo é que, além do desconforto que o enxerido provoca, ele não é tão inofensivo quanto parece. "Em situações mais raras, o herpes ataca o cérebro, provocando meningite, ou os olhos, levando à cegueira", alerta o infectologista Davi Uip, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Sem contar que um estudo novíssimo acaba de associar a presença do vírus no corpo à ocorrência do mal de Alzheimer.

A primeira crise de herpes é sempre a mais bombástica. "Ela costuma ser bastante agressiva e chega a durar três semanas", confirma o clínico-geral Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo. O episódio de estreia, no entanto, é a melhor oportunidade de preparar o corpo contra as futuras investidas do hóspede indesejado. "A doença deve ser tratada precocemente, quando surgem os primeiros sinais", avisa Gilberto Turcato. O objetivo não é apenas encurtar o período de desconforto, mas diminuir a concentração de micro-organismos no corpo. "Isso é decisivo para reduzir o risco de recidivas e a intensidade das manifestações futuras", justifica Turcato. Dessa forma, diante da suspeita desse estorvo, é melhor não vacilar e procurar a orientação de um profissional.

Na tentativa de controlar as aparições do penetra, os médicos lançam mão de antivirais, drogas que barram sua multiplicação. Uma boa alimentação também dá uma força extra para que as defesas do organismo possam dizimá-lo. Aplicar gelo sobre as lesões é uma das dicas dos especialistas. "A temperatura fria alivia a dor e auxilia na recuperação", aconselha Reinaldo Tovo. Fora isso, não há muito o que fazer. O jeito é ter paciência e esperar a ferida regredir, o que leva cerca de sete dias. Embora algumas pessoas sejam mais suscetíveis ao vai-e-vem das bolotas, há fatores que ajudam a despertar o intruso. "O estresse e a tensão prémenstrual comprometem o sistema imunológico, deixando o organismo vulnerável", exemplifica Paulo Olzon.

E, no verão, o germe faz a festa - daí a necessidade de atenção redobrada na estação do calor. "Os raios solares ultravioleta fragilizam as nossas defesas, além de ressecar os lábios, que ficam mais vulneráveis", diz o infectologista Artur Timerman, do Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo. Assim, evite a exposição excessiva ao sol, beba bastante líquido e utilize protetor labial ou batom com filtro solar sempre. O médico Davi Uip lembra que os casos de infecções repetitivas requerem um tratamento mais duradouro com antivirais. Ou seja, se o vírus ganha pontos, tudo se complica. A melhor estratégia de defesa contra o ataque desse invasor é, portanto, fechar a guarda e garantir que ele permaneça fraco e adormecido, sem causar nenhum estrago.

Fonte: Revista Saúde!


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acessivel Um mundo mais acessível

Por Suzana Camargo - Edição: Mônica Nunes

Para muitos de nós, não há nada mais normal do que abrir os olhos pela manhã e ver o dia que vem à frente. Ver, literalmente. Pois é. Raramente nos damos conta de que enxergar é um dom que nem todos possuem. Aproximadamente 314 milhões de pessoas sofrem de graves problemas de visão no mundo. Desse total, 45 milhões são completamente cegas e 124 milhões têm pouquíssima visão. Os dados da organização internacional Vision 2020 revelam um fato ainda mais impressionante: 80% dos casos de cegueira poderia ter sido evitados.

Além do intenso trabalho de prevenção e alerta realizado por essas organizações para diminuir esses números estarrecedores, algo mais vem fazendo a diferença para aqueles que têm algum tipo de necessidade especial: a tecnologia. "Independência é o principal benefício que a tecnologia trouxe para a vida dessas pessoas. Com novos recursos, elas puderam se tornar cidadãs de verdade, com direito ao estudo, ao lazer, entre muitas outras atividades", diz Edgard Ferreira, diretor de tecnologia da Fundação Dorina Nowill, em São Paulo. A instituição tem a maior gráfica para a produção de livros em braille da América Latina, com uma equipe especializada em transcrever figuras e imagens e, também, uma biblioteca circulante (via correio) com mais de 800 títulos de livros falados, gravados em CD.

Outra grande aliada na inclusão do deficiente é a informática. Atualmente, existem recursos como leitores de tela, a ampliação do tamanho de letras e o contraste entre letra e fundo. "Tanto para os cegos quanto para as pessoas de baixa visão, os recursos tecnológicos aparecem a cada dia: scanners, as impressoras braille (pequenas e de grande porte) e máquinas que auxiliam na feitura de gráficos e desenhos", afirma Maria da Glória Almeida, chefe de Gabinete da Direção-Geral e professora do Instituto Benjamin Constant, no Rio de Janeiro.

As novíssimas tecnologias

Recentemente dois suíços mostraram ao mundo a invenção que deve facilitar o aprendizado do braille. O decorador Philipe Racine e Jean-Marc Meyrat, presidente da seção romana da Federação Suíça dos Cegos criaram o Mouskie, um sistema em que o mouse tem um software próprio. Na prática, ele funciona da seguinte maneira. Ao digitar a letra A no teclado, por exemplo, instantaneamente aparece a letra A grande no monitor, a síntese vocal diz A e o usuário sente sob os dedos os pontos que compõem a letra (em braille). Nos testes já realizados, a nova técnica se mostrou mais rápida do que o método tradicional de ensino, além de ser mais interativa. Segundo os inventores, a memorização tátil é muito mais dependente da velocidade para ser registrada.

Para Racine e Meyrat, era imperativo criar algo novo. Existe toda uma geração, nascida na era da informática, no mundo digital e dos jogos eletrônicos, que ansiava por um método mais dinâmico. "Nós achávamos que deveria haver uma maneira divertida de ensinar braille. O mouskie vai ajudar a preencher essa lacuna que havia entre o braille e a vida diária dessas pessoas ligadas ao computador", acredita Jean-Marc Meyrat.

Muitas empresas estão investindo em novas tecnologias para os portadores de necessidades especiais. A gigante americana Microsoft incluiu em todos os seus sistemas operacionais mais recentes um acesso especial para pessoas com problemas visuais. Através do easy access, tudo o que seria feito através do teclado, pode ser realizado através da voz humana. Basta que o usuário fale para ativar os comandos e é possível abrir programas, digitar textos, imprimir documentos. É o chamado Programa de Reconhecimento de Voz.

Voz também é a ferramenta utilizada pela finlandesa Nokia para facilitar o acesso dos deficientes visuais aos aparelhos celulares. Há modelos que falam, em voz alta, os comandos do menu, outros têm um teclado mais simplificado e alguns ainda lêem as mensagens recebidas. A empresa desenvolveu, ainda, um celular que, acoplado a um software especial, possibilita ao usuário - cego ou com baixa visão tirar foto de um texto e na sequência, ouvi-lo.

De uma empresa dos Estados Unidos especializada em produtos para esse setor, veio o DeafBlind Communicator. São dois aparelhos portáteis, fáceis de carregar, que podem ser levados para qualquer lugar por pessoas surdas, mudas ou cegas. Os dois se comunicam entre si através de bluetooth. O aparelho principal é dotado de um software em braille e o outro é um telefone celular especial, com um display e um teclado. Dessa forma, torna-se possível a comunicação na rua, por exemplo, com o motorista do ônibus, o garçom, o vendedor da loja.

Na Siemens, há uma divisão específica de Healthcare (Saúde), dentro do setor de audiologia, na qual profissionais buscam soluções para adaptar aparelhos auditivos da melhor forma para o paciente. "Nossos aparelhos tornaram-se treináveis - são capazes de aprender as preferências dos usuários de forma a ser praticamente desnecessário o ajuste manual. Atualmente, os aparelhos auditivos podem ser totalmente automáticos, com redução de ruídos inconvenientes, resistentes à água e recarregáveis - tudo isso com um tamanho reduzido e praticamente invisível, quando em uso", revela Nicolai Fischer, diretor da Siemens Audiology no Brasil. Com venda somente no exterior, uma das atrações do portfólio da empresa é o controle remoto TEK Connect, um pequeno dispositivo que permite ao aparelho auditivo estar conectado - via bluetooth, com outros aparatos eletrônicos. Na prática, significa que é possível ouvir o programa de televisão, responder ao celular ou escolher a música no MP3 através do controle.

Infelizmente, muitas dessas novíssimas tecnologias ainda não estão disponíveis no Brasil e mesmo lá fora, têm um custo ainda muito alto. Este mês, a Fundação Dorina Nowill vai lançar os primeiros livros no formato Daisy - Digital Accessible Information Sistem (Sistema de Informação Digital Acessível) no país. Daisy é a sigla que consegue reunir simultaneamente áudio, texto e gráficos e esse padrão é reconhecido internacionalmente como o que há de mais moderno. Com isso, o leitor pode navegar através de capítulos, páginas, seções - dependendo de como o livro foi estruturado. Os CDs podem ser ouvidos em aparelhos Daisy, alguns MP3 ou em computadores que tenham um software específico.

Fonte: Planeta Sustentável

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cometa Cometa Lulin se aproxima da Terra

Em 1996, um menino de sete anos, na China, curvado sobre a ocular de um pequeno telescópio, viu alguma coisa que mudou sua vida - um cometa de rara beleza, avermelhado, brilhante, enfunado que arrastava uma imensa cauda pelo céu. De início ele pensou ter descoberto o cometa, mas, posteriormente, soube que duas pessoas com sobrenomes "Hale" e "Bopp" o haviam descoberto. Sem esconder seu desapontamento, o pequeno Quanzhi Ye, prometeu a si mesmo que um dia encontraria seu próprio cometa.

Numa tarde de julho de 2007, Ye, com 19 anos e estudando meteorologia na universidade chinesa de Sun Yat-sen, curvado sobre sua mesa, analisava uma imagem em preto e branco de um campo estelar. A foto tinha sido feita algumas noites antes pelo astrônomo, Chi Sheng Lin, durante uma "patrulha celeste" no Observatório Lulin, em Taiwan. O dedo de Ye se moveu sobre a foto lentamente - e parou. Uma das estrelas não era exatamente uma estrela, mas um cometa e dessa vez Ye foi o primeiro a vê-lo. A promessa feita 12 anos havia se confirmado.

O cometa que recebeu o nome do observatório onde a foto foi feita, agora se aproxima da Terra. Na madrugada de 23 para 24 de fevereiro, Lulin esteve a uma distância de aproximadamente 60 milhões de quilômetros - 0,41 unidade astronômicas - ou seja, menos da metade da distância da Terra ao Sol. Graças a essa aproximação, pôde ser observado com a ajuda de binóculos ou telescópios.

Ao contrário do que ocorre com a maioria dos cometas, sua órbita segue no sentido horário e sua excentricidade parece indicar que ele vem de além do Sistema Solar interior. Os astrônomos supõem que essa seja sua primeira passagem pelas proximidades do Sol, porque o cometa ainda preserva a maior parte dos seus gases. Ao se aproximar do Sol, o "vento solar" se encarrega de empurrar esses gases no sentido anti-solar, formando a cauda do cometa.

A cor esverdeada do Lulin deve-se aos gases que formam sua atmosfera comparável ao tamanho de Júpiter. Jatos ejetados do núcleo do cometa contêm cianogênio (CN) - gás venenoso encontrado em muitos cometas - e carbono diatômico (C2), e as duas substâncias emitem luz esverdeada quando iluminadas pela luz solar nas condições de quase vácuo do espaço.

Fonte: Scientific American Brasil

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desperdício Não ao desperdício de alimentos

Por Débora Spitzcovsky

Dados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2004, mostram que 14 milhões de pessoas convivem com o pesadelo da fome no Brasil. Boa parte da comida que poderia alimentar toda essa gente, no entanto, vai das prateleiras dos supermercados direto para a lata de lixo da casa dos brasileiros.

É por isso que, para chamar a atenção da população para a questão do desperdício de alimentos - que inclui ainda o desperdício de embalagens, de água e energia utilizadas na produção dos alimentos e de CO2 emitido durante a fabricação e o transporte dos produtos -, o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente lançou a campanha "1/3 de tudo o que você compra vai direto para o lixo".

Através de peças publicitárias criadas pela agência Leo Burnett, que estão sendo veiculadas em diversas mídias - como TV, rádio, jornal e internet -, a ONG quer fazer o público refletir sobre o consumo consciente de alimentos e promover, assim, mudanças em suas compras diárias. Segundo a campanha, conferir a data de validade dos alimentos antes de comprá-los e preferir produtos de embalagem menor - que geram, portanto, menos lixo -, entre outras atitudes simples, já diminuem o desperdício de comida. E essa consciência ainda pode se refletir em almoços, lanches e jantares fora de casa.

Mas se os impactos negativos causados no meio ambiente e na própria sociedade não forem suficientes para mudar a forma de agir das pessoas, o Akatu chama a atenção dos consumidores para um assunto que interessa muito a eles: o próprio bolso! Com a chamada "Olha que loucura", as peças publicitárias mostram imagens de alimentos estragados e o preço de cada um deles, traduzindo em cifras o quanto está sendo desperdiçado em comida.

Segundo uma pesquisa realizada pelo próprio Instituto Akatu, dessa maneira os consumidores se identificam mais com as cenas de desperdício, admitem que estão agindo errado e se sentem responsáveis pela solução do problema.

>> Assista ao vídeo da campanha

Fonte: Planeta Sustentável

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Uerê BELO EXEMPLO
Educadora desenvolve pedagogia para regiões violentas


Por Talita Mochiute, do Aprendiz

Criar um método pedagógico para ajudar crianças e adolescentes que sofreram traumas causados pela convivência diária com a violência e que, por isso, tiveram agravados problemas de aprendizagem como a dislexia. Este foi o desafio enfrentado pela doutora em filologia e lingüística Yvonne Bezerra de Mello, que desenvolveu o método Uerê-Mello, aplicado no Projeto Uerê, escola de tempo integral sem fins lucrativos da cidade do Rio de Janeiro (RJ).

"A inteligência permanece intacta. O impacto da violência afeta as funções cognitivas. É preciso então diagnosticar esses traumas psicológicos, desenvolver um atendimento personalizado e definir uma estratégia pedagógica eficaz", explica Yvonne, coordenadora executiva e pedagógica do Projeto Uerê.

Fundada em 1998, a entidade atualmente oferece educação especializada a 400 crianças e adolescentes entre 4 e 18 anos em suas cinco casas interligadas da Nova Maré - comunidade localizada no Complexo da Maré, maior conjunto de favelas da capital fluminense, no bairro do Bonsucesso.

O embrião do Uerê veio da experiência da educadora com crianças em situação de rua. Após a chacina da Candelária, em 1993, os sobreviventes foram morar debaixo de um viaduto em São Cristóvão, onde surgiu o esboço da primeira escola Uerê, criada por Yvonne, que funcionou por quatro anos, atendendo 120 crianças por dia.

O trabalho educacional com crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social estimulou Yvonne a estudar as causas dos traumas psicológicos e das dificuldades de aprendizagem. "Estudei a parte neurológica e desenvolvi a metodologia que uso no Projeto Uerê. O método inclui exercícios para desbloquear os traumas e preparar as crianças para aprendizagem", comenta Yvonne.

Metodologia Uerê-Mello

As crianças ficam na entidade das 8h às 17h30. Lá, aprendem conteúdos escolares e participam de atividades de arte, dança, música e esportes. O custo por estudante é de R$ 100 por mês. "É baixo porque a taxa de administração é zero", revela Yvonne. Os recursos vêm de fundações internacionais, de instituições nacionais do terceiro setor e de doações. O projeto já beneficiou 2.250 crianças e adolescentes.

Todos os dias os educadores do projeto aplicam os 11 momentos, com duração de 10 a 40 minutos, da metodologia Uerê-Mello. "É fundamental a mudança do conteúdo ou da atividade de tempos em tempos para que os alunos mantenham o foco", conta a coordenadora pedagógica do Uerê.

O objetivo da divisão em momentos em cada turno é estimular a plasticidade cerebral, ou seja, a capacidade que os neurônios têm de formar novas conexões a cada momento. Com os novos estímulos, a rede de neurônios se recompõe e se reorganiza. Devido a essa característica cerebral, é possível a recuperação gradativa das funções cognitivas, como da memória, da linguagem e do raciocínio lógico-matemático.

"Com a metodologia, consigo 90% de sucesso. Há crianças que chegam aqui e têm dificuldade na fala ou de concentração. Outras têm problemas de memória. Quando as crianças saem daqui, estão tão preparadas quanto as crianças da classe média da Zona Sul", descreve Yvonne.

Todos os professores do Uerê são capacitados para poder diagnosticar os problemas da criança e desenvolver a pedagogia da entidade. Esta metodologia já foi aplicada em Angola, na Etiópia, no Quênia, no Sudão e na Tanzânia, países do continente africano. A instituição também é um centro de treinamento para educadores.

A pedagogia Uerê-Mello está em fase de sistematização. Yvonne acabou de entregar para uma editora um livro explicativo sobre o método. Ela também publicará os nove livros didáticos utilizados nas aulas do Uerê.

>> Saiba mais sobre o projeto Uerê

Fonte: Revista Envolverde


Agenda
Exposição

Luiz Manni Água-Forte na Floresta

O Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, inaugura no próximo dia 6 a exposição "Água-forte na Floresta", com gravuras em metal do artista Luiz Manni. Ele mostra um trabalho atual que nos remete, em segundos, a um passado que só os viajantes naturalistas do século XIX nos legaram.

As obras retratam com grande beleza e sensibilidade belíssimos cenários do parque, tanto com um olhar de fora para dentro, como vice-versa. Explora com maestria a técnica de água-forte, conferindo ao trabalho um caráter único.


Vernissage: 06 de março de 2009, às 17 horas
Visitação: 07 de março a 03 de maio, de 9h às 17h
Local: Centro de Visitantes do Parque Nacional da Tijuca - Estrada da Cascatinha, 850 - Rio de Janeiro (RJ)

Informações: (21) 2492-2253 ramal: 212

>> Conheça o trabalho de Luiz Manni
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Feira

Ecogerma Ecogerma - Brasil e Alemanha juntos pela sustentabilidade

O mercado de serviços e artigos sustentáveis está sendo cada vez mais procurado por empresas de diversos setores. Para contemplar este segmento que vem crescendo no Brasil, a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha vai promover, entre os dias 12 e 15 de março, o primeiro evento realizado na América Latina, que junta no mesmo espaço físico feira de negócios e congresso sobre produtos e tecnologias sustentáveis.

Com o apoio dos governos e da iniciativa privada do Brasil e da Alemanha, a Ecogerma 2009 vai apresentar, nos quatro dias de evento, uma feira com cerca de 200 expositores que apresentarão ao público uma série de idéias sustentáveis, novas tecnologias e soluções inovadoras, que estão focadas em seis áreas de atuação: energia, tecnologias ambientais, infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento, indústria e bens de consumo. Paralelamente, os visitantes poderão participar também de um congresso e de uma rodada de negócios entre empresas alemãs e brasileiras interessadas em parcerias comerciais e projetos de cooperação.

A inscrição custa R$ 20 e a renda será revertida para atividades que compensem as emissões de carbono do evento, como, por exemplo, a restauração da vegetação nativa de uma área degradada da região de Ibitinga (SP).


Data: 12 a 15 de março
Horário: 10h às 17h
Local: Transamérica Expo Center: Avenida Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 - São Paulo (SP)

Informações: www.ecogerma2009.com.br

>> Veja a programação completa
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Curso

curso Capacitação em gerenciamento de projetos para o terceiro setor

Estão abertas até o dia 6 de março as inscrições para o Curso de Capacitação em Gerenciamento de Projetos no Terceiro Setor - Turma XIX, que ocorrerá de 16 de março a 14 de maio, no Rio, promovido pelo Grupo PMI-Rio no Terceiro Setor.

O objetivo desse curso é apresentar aos seus integrantes, todos eles profissionais que atuam em organizações promotoras ou executores de iniciativas nesse segmento, a Metodologia Básica de Gerenciamento de Projetos para o Terceiro Setor, desenvolvida pelo Grupo PMI-Rio no Terceiro Setor, e conduzir atividades práticas relacionadas a essa metodologia.

Data: 16 de março a 14 de maio (quartas e quintas-feiras)
Horário: 18h30 às 21h30
Local: Avenida Presidente Vargas, 730 / 24º andar - Centro - Rio de Janeiro (RJ)

Informações: pmirio@pmirio.org.br | www.pmirio.org.br


>> Faça sua inscrição
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Festival

CineCufa CineCufa

Estão abertas até o dia 9 de março as inscrições para a segunda edição do CineCufa, festival de cinema criado pela Central Única das Favelas (Cufa), com a proposta de democratizar a produção audiovisual. No festival são exibidas apenas produções criadas por moradores e representantes das favelas, seja no Brasil ou em outros países.

O CineCufa exibe obras com tema, gênero e duração livres, tendo como única prerrogativa para exibição da obra a atuação da favela como protagonista do projeto. O festival tem o objetivo de valorizar as produções dos cineastas de favela, bem como fomentar a construção de uma identidade que passe a atuar mais fortemente no mercado cinematográfico.

Informações: (21) 3015-7113 | (21) 3015-5927 | isabela.madureira.rio@cufa.org.br | www.cinecufa.com.br


>> Faça sua inscrição
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Agenda
Suco de uva orgânico Suco de Uva Orgânico

Produzido pela família Chilanti, na Serra Gaúcha, adepta da agroecologia, este suco de uva orgânico é indicado por seu alto valor medicinal, rico em substâncias imunonutritivas, uma verdadeira panacéia de efeitos terapêuticos junto ao organismo e psiquismo humano. As uvas orgânicas possuem uma quantidade enorme de flavanóides, poderosos antioxidantes.

O suco de uva orgânico, geralmente caro e de difícil acesso, está agora ao seu alcance por um valor menor do que o praticado pelo mercado, graças a um convênio estabelecido entre a ONG Essência Vital e a família Chilanti.

Confira a tabela de preços:

1 litro: R$ 8,00 para soropositivos sócios da Essência Vital.
Caixa com 12 litros: R$ 96,00

1 litro: R$ 8,50 para sócios que não são soropositivos.
Caixa com 12 litros: R$ 102,00

1 litro: R$ 9,00 para soropositivos que não são sócios.
Caixa com 12 litros: R$ 108,00

1 litro: R$ 10,00 para pessoas não soropositivas, nem sócias.
Caixa com 12 litros: R$ 120,00
Para encomendar o suco de uva orgânico, ligue para (21) 3238-5190 ou 9899-9347.


>> Saiba mais sobre o suco de uva orgânico
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DVDs do Projeto Vibração Positiva

Todos os encontros do Projeto Vibração Positiva são gravados em DVD. São dezenas de palestras sobre alimentação, saúde, terapias naturais e qualidade de vida, para que as valiosas informações compartilhadas pelos profissionais de saúde convidados possam chegar ao maior número possível de pessoas. Confira a resenha desta edição:

Dr. Gilberto Barros Auto-hipnose: como ajudar a imunidade através desta técnica
Dr. Gilberto Barros


Neste encontro do Projeto Vibração Positiva, você irá saber mais sobre um método extremamente simples e eficiente no reforço imunológico: a auto-hipnose.

O médico, hipnoterapeuta, professor de Pós-Graduação Clínica em Hipnose e professor de Hipnose do INAP e do IMERJ, Dr. Gilberto Barros, ensina a estimular o sistema imunológico através da auto-hipnose, uma técnica feita de forma autônoma, cuja prática proporciona muitos benefícios, como melhora da saúde, da aprendizagem, elevação da auto-estima, redução do estresse etc.

O estado de relaxamento obtido pela auto-hipnose permite a ativação dos complexos metabolismos do corpo humano, reduz os estados de ansiedade e nervosismo, permite uma melhor oxigenação de todas as células do corpo e, principalmente, reverte o estado psicológico do paciente, despertando a vontade de viver, a esperança e a fé. E é este novo estado que leva à cura, e que está ao alcance de todos nós.

Valor: R$ 15,00

Para adquirir os DVDs, ligue:
(21) 3238-5190 | (21) 3678-4020 | (21) 9899-9347
Ou escreva para vibracaopositiva@essenciavital.org.br


>> Conheça outros DVDs do Projeto Vibração Positiva
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livro Indicação de Leitura

A Iara e a poluição das águas

Samuel Murgel Branco
Editora Moderna
24 páginas

Para ensinar as crianças sobre a importância de preservar e cuidar da água e dos rios, dois personagens do folclore brasileiro entram em ação: Iara, protetora das águas, e Curupira, protetor das matas e dos animais.

Através da fábula, o livro mostra que a poluição das águas é um crime contra a natureza e que poderia ser evitado com medidas simples e, principalmente, com a nossa conscientização e cooperação.

O autor, Samuel Murgel Branco, é especialista em ciências biológicas e foi professor na Faculdade de Saúde Pública da USP, criando e desenvolvendo as disciplinas de hidrobiologia e de saúde ambiental. Foi Consultor Internacional de diversos órgãos da ONU, ministrando cursos especializados em países da América Latina, no Quênia, na Nova Zelândia, na Europa e em todo o Brasil. Faleceu em 2003.


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