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Edição 5 - 01 de Dezembro de 2008 - Publicação Quinzenal
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Divaldo Franco Sublime Ação
Por Joanna de Ângelis

Treina a ação sublime no teu dia-a-dia, colocando nas tuas práticas de bondade as valiosas contribuições morais que te desvelem espiritual- mente bem em relação ao teu próximo.

Aids .

É comum se falar em sobrevida quando se trata de Aids e doenças ditas incuráveis. Mas é possível levar uma vida de verdade, saudável, longeva e feliz, ao invés de apenas uma contagem regressiva para a morte.

carne carne

O número cada vez maior de vegetarianos em todo o planeta está levando o próprio mundo a repensar sua dieta. Entre os argumentos desta escolha alimentar, um dos mais fortes é a questão ambiental. Sim, ecologia começa no prato.

Palestra
Aprendendo a amar a si mesmo


Cláudia Moura Em mais um encontro do Projeto Vibração Positiva, a psicóloga junguiana Cláudia Moura falará sobre o poder das emoções e pensamentos na transformação da nossa vida. A entrada é gratuita.

Data: 14 de dezembro
Local: Rua Maria Eugênia, 303
Humaitá - Rio de Janeiro (RJ)


Outros eventos:

15/12: Fórum Livre de Direito Autoral
16/01: MBA em Gestão Ambiental
27/01: Fórum Social Mundial

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Coluna Informando
. Caminhos que levam a outra Amazônia

Um dos precursores da reflexão sobre o desenvolvimento sustentável no planeta, Ignacy Sachs apresenta em documento propostas para um novo modelo de desenvolvimento para a Amazônia.
. Interconexões, biomimetismo e as lições de Da Vinci

O físico Fritjof Capra, em seu novo livro "A Ciência de Leonardo da Vinci", revela em Da Vinci um pensamento contemporâneo, sistêmico, ecológico e alinhado com as novas perspectivas éticas do planeta.
. Você sabe de onde vem sua picanha?

Saiba como os bois criados em áreas de desmatamento ilegal na Amazônia vão parar na mesa do consumidor. E por que os frigoríficos não conseguem controlar seus fornecedores.
. Recicladores certificados para o lixo eletrônico dos EUA

Alguma vez você já pensou que seu velho televisor pode estar envenenando uma criança na China, ou que seu antigo computador esteja contaminando um rio na Nigéria?
. Consciência ambiental faz mães retomarem o uso de fraldas de pano

Cada fralda descartável demora, em média, 450 anos para se decompor. Serão inúmeras gerações convivendo com esses resíduos. A fralda de pano parece ser a solução para esse problema.
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Divaldo Franco Sublime Ação

Pessoas há, imensamente generosas, que são tocadas de compaixão ante as necessidades do seu próximo e distendem-lhe mãos amigas de socorro e de amizade.

Repartem o pão, mesmo quando escasso, distribuem calor fraterno aos enregelados no abandono, brindam palavras gentis aos esfaimados de orientação.

Corteses e joviais, possuem verdadeiras fortunas de generosidade, desempenhando o seu papel de cidadania em alto clima de solidariedade.

Enquanto se encontram em posição de relevo, não se ensoberbecem e procuram auxiliar todos aqueles que lhes buscam apoio e necessitam do crescimento espiritual.

Esses homens e mulheres bem intencionados contribuem em favor da sociedade, que dignificam mediante os bons exemplos de honradez, fomentando o progresso do grupo em que se encontram com os olhos postos no futuro da Humanidade.

Não importa se abraçam ou não qualquer religião. Agem espontaneamente em decorrência dos sentimentos bons que lhes exornam o caráter.

Modelos sociais, conseguem movimentar-se em círculo de amizades prósperas, homenageados e em destaque onde se apresentam.

Tornam-se estímulos para outros, que ainda não conseguiram superar as barreiras do egoísmo nem os estigmas da indiferença ante a dor que ceifa esperanças a sua volta.

Representam biótipos que um dia se multiplicarão na Terra, tornando-se comuns, enquanto hoje rareiam.

Descobriram a arte de servir através da qual avançam intimoratos no rumo da própria felicidade.

Aprendendo a abrir o coração, ampliam os gestos de amor mediante as mãos solidárias ao sofrimento das demais criaturas.

Não cobram recompensa pelo que fazem, não exigem retribuição afetiva. O que fazem, realizam-no, porque lhes faz bem.

A verdadeira caridade, porém, conforme a entendia Jesus, é mais profunda, sendo benevolência para com todos, indulgência para as faltas alheias e perdão das ofensas. (*)

A verdadeira caridade se expressa mediante ações morais, relevantes e graves.

Sem dúvida, a doação de alimentos, de roupas e de medicamentos, de moedas que resgatam dívidas, é valioso contributo para aquele que o recebe, evitando-lhe inomináveis padecimentos, situações desesperadoras e mesmo alucinações que terminam em desaires e crimes variados.

Toda e qualquer oferta, portanto, distendida a quem sofre é portadora de contributo significativo em nome do Bem.

Não constituindo sacrifício para o doador é bênção para o atendido, auxiliando o coração generoso a habituar-se no exercício da solidariedade e no cumprimento dos deveres fraternos que a vida impõe.

A ação sublime, no entanto, é mais escassa em razão dos sacrifícios de que se reveste.

A benevolência para com todos representa um sentimento de profundo amor pelo seu próximo, de compreensão pelos seus atos, através de cuja manifestação identifica as suas necessidades evolutivas e não lhe cria embaraços na marcha.

A indulgência para as faltas alheias define-lhe o estágio moral avançado após vencidas etapas de desequilíbrio e sombra, que lhe ensinaram a entender quão difícil é a libertação dos atavismos primários que retêm na retaguarda.

O perdão das ofensas, por sua vez, é o auge das conquistas íntimas que desidentificam o ser das próprias imperfeições, porque se dá conta do quanta necessita ser perdoado no que se refere às próprias fraquezas e delitos que tem cometido.

Essa ação sublime é, sim a verdadeira caridade como a entendia Jesus.

As dádivas de natureza material enfocam a caridade nas suas primeiras manifestações, avançando para as expressões morais, quais a benevolência para com todos os corações perversos e carentes, a tolerância ante as suas debilidades morais, olvido do mal e apoio àquele que o praticou.

Não bastará tolerar e até mesmo perdoar o mal que lhe é dirigido, mas sobretudo auxiliar aquele que derrapou na insensatez e gerou a situação infeliz. Ideal seria que esses sentimentos fossem acompanhados do olvido do erro, mas como isso independe do sentimento, estando mais afeto à memória, o treinamento de auxílio ao infrator contribui para o esquecimento da sua ação nefanda.

Treina a ação sublime no teu dia-a-dia, colocando nas tuas práticas de bondade as valiosas contribuições morais que te desvelem espiritualmente bem em relação ao teu próximo. Não esqueças, todavia, de prosseguir no auxílio mediante as ofertas materiais de algum significado para os que necessitam desse imediato socorro.

Toma Jesus como teu modelo, sê benevolente, usando de indulgência e perdoando com total fraternidade até o momento em que consigas esquecer todo e qualquer mal para pensar somente no bem libertador.

Joanna de Ângelis

(Mensagem psicografada pelo médium Divaldo P. Franco em 17 de julho de 2002, Salvador-BA)

(*) Questão de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, de n° 886. Nota da autora espiritual.

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Aids Aids
Vamos falar de vida


No último dia 25, o Ministério da Saúde divulgou números importantes que apontam um aumento na sobrevida de pacientes soropositivos, que duplicou em 12 anos. A expectativa média passou de 58 para 108 meses a partir do diagnóstico. É comum se falar em sobrevida quando se trata de doenças tidas como incuráveis. Mas, e em vida para pessoas consideradas soropositivas para o HIV, quem fala? Vida com qualidade, saúde, equilíbrio e amor? Sim, diferente do que a visão oficial apresenta, é possível alcançar longevidade com uma vida absolutamente normal, e não uma contagem regressiva para a morte.

Ao receber o diagnóstico positivo para o HIV, o paciente é normalmente encaminhado a ingressar no Programa Nacional de DST-Aids brasileiro, apontado como um dos melhores do mundo, e passa a ser medicado com os anti-retrovirais. A partir daí, tentar levar uma vida normal, convivendo com os difíceis efeitos colaterais dos remédios altamente tóxicos e tentando afastar o fantasma da morte.

Entretanto, ao ingressar nesse modelo, pouca gente se apercebe de uma lógica simples: para seguir um caminho, não é preciso excluir outros. Existe um leque de hábitos saudáveis, opções de tratamentos complementares e práticas terapêuticas que estão - alguns deles há milênios - à disposição das pessoas. Qualquer pessoa, seja soropositiva ou não. Afinal, buscar qualidade de vida é uma atitude para todos.

O HIV é mesmo a causa da Aids?

A idéia mais difundida no meio científico é de que o vírus denominado HIV (vírus da imunodeficiência humana) seja o agente causador da AIDS. Muitos médicos acreditam que os portadores do HIV acabarão desenvolvendo doenças indicadoras da AIDS porque este vírus atacará impiedosamente o sistema imunológico, responsável pela defesa orgânica, especificamente as células CD4 e, com isso, o organismo perderá as condições de combate aos microorganismos estranhos e infecciosos.

No entanto, o que muitos não sabem - porque talvez não interesse aos que lucram com a AIDS divulgar - é que existe outra corrente de cientistas que discorda deste ponto de vista tradicionalmente aceito sobre o assunto. Eles, os cientistas não ortodoxos, afirmam que não há prova inquestionável de que o HIV provoque AIDS ou qualquer outra doença. Para este grupo, chamado "Dissidentes da Aids", do qual fazem parte não quaisquer pessoas, mas cientistas e médicos importantes, alguns até ganhadores do Prêmio Nobel, não é o HIV que causa a Aids, mas sim o estilo de vida do paciente, que levaria ao colapso do sistema imunológico e à conseqüente sucessão de doenças oportunistas. Ao invés do tratamento convencional, esses médicos propõem a modificação de tais hábitos para que haja a recuperação da saúde.

Este é um ponto de vista polêmico e, por isso mesmo, é fundamental investigá-lo, ouvir o que esses médicos dizem, refletir sobre este outro olhar, a fim de ampliar o senso crítico e escolher o melhor caminho, pois a saúde é uma questão absolutamente individual e está sob a nossa exclusiva responsabilidade, de mais ninguém. Ao final desta matéria, há indicações de sites, livros e vídeos sobre o ponto de vista dos Dissidentes da Aids.

Mas, polêmicas à parte, ainda que não se compartilhe da crença desses médicos e cientistas, há algo que eles afirmam que pode e deve ser seguido por qualquer pessoa, especialmente soropositiva: se é o estilo de vida que leva ao adoecimento e à Aids, então é preciso agir preventivamente. A atitude mais sensata para todos os casos é o fortalecimento do sistema imunológico. É importante saber que, mesmo as pessoas que já apresentam doenças decorrentes da deficiência imune podem recuperar sua saúde.

E como fortalecer o organismo?

Existem inúmeros recursos que podem ser utilizados para o fortalecimento do sistema imunológico. O primeiro passo é compreender que somos um todo complexo, formado por inúmeros aspectos: corpo, mente, emoções e espírito e, para adquirir a saúde integral que tanto desejamos, devemos então cuidar de todos eles simultaneamente. Vejamos como:

Alimentação: As células de nosso organismo se renovam o tempo todo e, se nosso corpo está fragilizado por algum motivo, é fundamental darmos a ele o combustível adequado para produzir células saudáveis e, conseqüentemente, restabelecermos nossa saúde. Como precisamos comer para sobreviver, está aí uma de nossas mais importantes armas contra qualquer tipo de doença, inclusive a Aids.

Para termos uma alimentação de qualidade, podemos aprimorá-la sob diversos aspectos, e cada um deles poderia ser tema de estudo e informação para várias edições desta newsletter. Mas, basicamente, devemos considerar os seguintes pontos:

- Consumir alimentos orgânicos, já que os agrotóxicos usados no cultivo de vegetais são imunossupressores;

- Preferir alimentos integrais aos refinados, como grãos, cereais, farinhas integrais, açúcar mascavo e melado, pois são ricos em fibras e nutrientes essenciais para o organismo. O açúcar refinado é um dos maiores depreciadores do sistema imunológico e deve ser banido da alimentação.

- Consumir alimentos funcionais: a natureza nos oferece uma série de "superalimentos", como os grãos germinados, o shitake, as algas, o suco de uva, o suco verde etc. Eles contêm tamanho poder nutritivo, que são considerados verdadeiros remédios naturais. Em nossas edições anteriores, você pode ler sobre eles.

- Adotar uma alimentação vegetariana: muitos médicos afirmam que a soropositividade implica necessariamente no consumo de carne para obtenção de proteínas. Entretanto, um grupo de importantes médicos e nutricionistas são incisivos ao afirmar que, para que se tenha de fato saúde, as carnes devem ser eliminadas da alimentação, devido à grande quantidade de substâncias tóxicas e hormônios cancerígenos presentes nelas.

Medicina Complementar e Terapias Naturais: a Medicina dispõe de tratamentos naturais já há muito conhecidos e utilizados, cujos resultados são extremamente eficientes e que podem ser usados junto com o tratamento tradicional para fortalecer o sistema imunológico. Alguns deles: Homeopatia, como o imunomodulador Canova; Ortomolecular; Fitoterapia, como a Unha de Gato e o chá verde; Autoimunoterapia; Acupuntura, entre outras.

Práticas psicofísicas: de nada adianta cuidar do corpo se a mente e as emoções continuam em desequilíbrio, dominadas pelo medo, tristeza, depressão e outros sentimentos difíceis. A Medicina Psicossomática já afirma que a maioria das doenças são causadas por fatores emocionais. Portanto, para ter saúde, é preciso cuidar também de nossa parte energética e, para isso, podemos contar com práticas psicofísicas que, além de proporcionarem bem-estar, também geram saúde: Tai Chi Chuan, Yoga, meditação, respiração, bioenergética etc.

Despertar da espiritualidade: todas as religiões possuem ensinamentos maravilhosos e pregam a importância do amor, da solidariedade, do perdão, da caridade, de se fazer o bem. Portanto, todas levam a Deus. É fundamental escolher um caminho espiritual para seguir. Muitas pesquisas científicas comprovam que a fé e a espiritualidade colaboram na recuperação e cura de inúmeras doenças aparentemente incuráveis. São alimentos para a alma.

Retorno à natureza: tomar banho de sol, de mar, cachoeira, abraçar uma árvore, colocar as mãos e os pés na terra são atitudes simples que têm um imenso poder curativo: fazem bem à alma e ajudam na produção de substâncias orgânicas importantes para a saúde.

Para ser saudável e feliz, apesar de qualquer condição, é preciso ter a consciência de que a responsabilidade sobre nossa saúde é exclusivamente nossa e, por isso, temos o direito e a liberdade de fazermos as melhores escolhas para nós. Com fé, boa vontade e determinação, é possível, sim, viver o quanto e como quisermos. Seja qual for o diagnóstico.

Para saber mais:

>> Indicações para uma outra visão da Aids

>> Grupo Dissidentes da Aids (em inglês)

>> Site do Dr. Roberto Giraldo

>> DVDs do seminário realizado pelo Dr. Roberto Giraldo no Projeto Vibração Positiva

>> Imunomodulador Homeopático Canova

>> Projeto Vibração Positiva

>> Acesse outras edições de nossa newsletter
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série A Newsletter Essência Vital inicia nesta edição uma série de reportagens que vão te ajudar a se tornar uma pessoa mais sustentável. São dez hábitos simples que você pode incorporar ao seu dia a dia e que vão impactar positivamente sua vida e sua relação com o planeta, afinal, a mudança do mundo começa em nós. Falaremos sobre cada um deles, suas implicações, desdobramentos e daremos dicas de como colocá-los em prática. São eles:

1. Evitar o consumo de carne;
2. Tirar os aparelhos eletrônicos do stand by;
3. Evitar usar sacolas plásticas;
4. Usar produtos de limpeza biodegradáveis;
5. Reutilizar água da máquina de lavar;
6. Utilizar os dois lados do papel;
7. Separar e reciclar o lixo;
8. Fazer uma composteira;
9. Consumir menos;
10. Deixar o carro em casa.


Comer carne 1º hábito: Evitar o consumo de carne

O número cada vez maior de vegetarianos em todo o planeta está levando o próprio mundo a repensar sua dieta, que ainda traz no prato o predomínio da carne. Existem várias razões que levam uma pessoa a optar pelo vegetarianismo: espirituais, éticas, de saúde individual - com os já exaustivamente provados estudos de redução de câncer e doenças cardíacas -, mas também ambientais. Sim, ecologia começa no prato.

As Organizações das Nações Unidas (ONU) publicaram um relatório sobre animais de criação e o meio ambiente, chegando a uma conclusão perturbadora: "O setor de criação de animais emerge entre um dos dois ou três maiores contribuintes dos piores problemas ambientais, e isso em qualquer escala, seja global ou local." O estudo mostra que a criação de animais para alimentação é uma das causas principais da degradação do solo, da poluição do ar, da falta de água, da poluição da água, da perda do biodiversidade e ainda, do aquecimento global.

O relatório das ONU diz ainda que quase um quinto das emissões para o aquecimento global vem dos animais de criação. Isso significa mais emissões de gases do que todo o transporte do mundo junto. Se o dióxido de carbono for responsável por aproximadamente metade das emissões relacionadas ao efeito estufa causado pelo homem desde a era industrial, o metano e o óxido nitroso são responsáveis pelo outro um terço. Estes gases fortíssimos vêm primeiramente dos processos digestivos dos animais e de seu manejo. Enquanto a agropecuária é responsável por 9% de nossas emissões do dióxido de carbono, ainda responsabiliza-se por 37% das emissões de metano, e 65% das de óxido nitroso.

Além disso, a criação de animais para alimentação é extremamente dispendiosa. A pecuária é um dos principais fatores de desertificação do solo, desmatamento, extinção de espécies vegetais e animais que habitam essas áreas e intenso consumo de energia e de água. Uma vaca, num único gole, bebe até dois litros de água. Num dia, consome até 40 litros. Para produzir um quilo de carne, gastam-se 15 mil litros de água. Já um quilo de tomates custa ao planeta menos de 200 litros de água. E ainda é necessário transportar os animais aos abatedouros, abatê-los, refrigerá-los e distribuir sua carne por todo o país. Produzir uma caloria de proteína de carne significa queimar mais de dez outras calorias de proteína vegetal, em combustíveis fosseis - e ainda derramar dez vezes mais dióxido de carbono na atmosfera.

A situação piora quando incluímos a vasta quantidade de terra necessária para prover o mercado de carnes. A agropecuária toma conta de incríveis 70% de toda a terra agricultável, e 30% da superfície total de terra do planeta. Em conseqüência, os animais de criação são provavelmente a maior causa de desmatamento e queimadas, destruindo as florestas originais do mundo inteiro. Hoje, 70% da Amazônia tropical original é usada como pasto, e os cultivos para ração cobrem o restante. E isso é apenas o começo, já que o consumo da carne quintuplicou nos últimos 50 anos e espera-se dobrar outra vez nos 50 seguintes.

Muito além do meio-ambiente

Como se não bastasse causar tantos prejuízos ambientais, a pecuária também acentua um dos maiores problemas sociais que vivemos: a fome. As mesmas áreas de terra destinadas à pecuária seriam mais produtivas se fossem utilizadas para o cultivo de grãos e vegetais. Em média, 1 hectare produz 107 quilos de carne bovina, o que atenderia às necessidades microcalóricas de um homem por 40 dias. Se neste mesmo hectare fosse plantada soja, por exemplo, ela produziria 2.890 quilos, suficiente para alimentar um homem durante 5.000 dias.

Se a política para a agricultura favorecesse a plantação de grãos e vegetais, o uso da terra seria modificado e as populações poderiam alimentar-se de forma mais barata e eficiente, já que uma dieta baseada em vegetais é mais acessível. Na realidade, se todos fossem vegetarianos, é provável que não houvesse tanta fome no mundo.

Isso sem mencionar que damos grande parte dos vegetais que produzimos aos animais. Um terço dos grãos do mundo viram comida de vaca. No Brasil, o gado quase não come grãos, graças ao clima, é criado solto e se alimenta de grama. Mas boa parte da nossa produção de soja, uma das maiores do mundo, é exportada para ser dada ao gado estrangeiro. Além disso, a pecuária bovina estimula a monocultura de grãos. Num mundo vegetariano, haveria lavouras mais diversificadas e teríamos muito mais recursos para combater a fome.

O caminho de volta

Se você chegou até aqui, já deve ter percebido que este que se apresenta como um quadro desastroso, na verdade, é uma chance de fazer o caminho de volta. Significa que nós temos uma nova e poderosa arma a ser usada em direção à crise ambiental, a mais séria a ser enfrentada pela humanidades desde o nosso surgimento. Agora que sabemos que uma dieta mais verde é altamente eficaz para preservar o meio ambiente, nós podemos fazer uma diferença em cada refeição, simplesmente deixando os animais fora de nossos pratos.

Uma dieta vegetariana traduz-se rapidamente em saúde e em um planeta mais fresco, já que se diminui a emissão de gases tóxicos. Não apenas um planeta mais fresco, mas também mais limpo. A agropecuária emite dois terços da amônia (causadora da chuva-ácida) do mundo, e é a maior fonte de poluição da água, matando rios inteiros e ecossistemas marinhos, recifes de corais, e naturalmente, fazendo as pessoas adoecerem.

Mudar a alimentação exige boa-vontade e acompanhamento nutricional para uma transição suave, sem perdas para o organismo. Pode ser um processo muito prazeroso conhecer os alimentos, sua diversidade, seus sabores e preparo. É um ato de amor para com você, seu corpo e o planeta.

Para saber mais:

"Alimentação para um novo mundo" -; Dr. Márcio Bontempo, Ed. Record (além de outras obras do autor)

"Você sabe se alimentar?" -; Dr. Soleil, Ed. Paulus

"Lugar de médico é na cozinha" -; Dr. Alberto Gonzalez, Ed. Rio

>> Sociedade Vegetariana Brasileira

>> Faça o download do livro Impactos Ambientais da Produção de Carne - SVB

Com informações de: Revista Vida Simples, Panorama Ecologia e Jornal Essência Vital (Ed. 35).


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Coluna Informando
. Caminhos que levam a outra Amazônia

Discutir as soluções possíveis para as questões da Amazônia a partir das idéias de Ignacy Sachs. Esse foi o foco da palestra proferida pelo cientista social no Teatro TUCA, em São Paulo, no dia 24 de novembro. O evento foi organizado pelo Le Monde Diplomatique Brasil, Mercado Ético, Envolverde, Fórum Amazônia Sustentável e PUC-SP.

Durante 40 minutos, Ignacy Sachs, um dos primeiros a propor o conceito de desenvolvimento sustentável, ainda nos anos 70, refletiu a respeito da importância da Amazônia como laboratório da biocivilizações do futuro. Um documento que contém as reflexões e considerações do cientista social serviu como base para o debate, ao apresentar o panorama de diversos pontos críticos da região, tais como a ausência de regularização fundiária e governança, o "garimpo florestal", a questão da pecuária bovina extensiva, as reservas minerais e cooperação internacional deficiente.

As soluções propostas no documento buscam "promover um crescimento econômico includente, sustentável e sustentado para a região", apresentando instrumentos indispensáveis para a questão do planejamento local, como a criação de reservas de desenvolvimento em áreas já antropizadas, a regularização fundiária, o zoneamento econômico-ecológico, as certificações socioambientais, a geração de oportunidades de trabalho decente para os pequenos agricultores e mais financiamento para pesquisa.

Para Sachs, "os obstáculos são muitos e o futuro da nossa espécie sobre o planeta Terra vai depender em boa medida do destino que será dado à floresta, grande dispensadora de climas e reguladora do regime hídrico, além de deter uma riquíssima biodiversidade".

Caio Magri, (Instituto Ethos), Guilherme Leal (FUNBIO), Ladislau Dowbor, (PUC/SP), Marcelo Furtado (Greenpeace), debatedores convidados, fizeram comentários sobre as propostas de Ignacy Sachs, agregando seus pontos de vista às soluções apresentadas.

A intenção do debate era promover a discussão de soluções e considerações importantes sobre muitas das questões socioambientais que serão levantadas durante o Fórum Social Mundial, que acontecerá em janeiro de 2009, na cidade de Belém-PA.

Ameaças e oportunidades

Guilherme Leal, fundador da Natura e presidente do conselho do FUNBIO, criticou a falta de planejamento governamental para a região e alertou para a necessidade de resoluções em relação às questões fundiárias, códigos florestais e de zoneamento de território de reservas indígenas e florestais.

Segundo ele, apenas uma visão sistêmica de soluções para os problemas sócio-ambientais amazônicos, seria "capaz de garantir uma aceleração do desenvolvimento socialmente inclusivo e ambientalmente sustentável". Guilherme também lamentou a falta de apoio à pesquisa na agenda da região. "Diante de um patrimônio fabulosamente biodiverso que o Brasil abriga, a Amazônia deve ser vista com olhos mais zelosos pelos políticos. Será que não somos capazes de agregar conhecimento, tecnologia, educação ao mundo?"

O mapeamento das áreas degradadas e uma política eficiente que facilite sua recuperação foi considerada por Marcelo Furtado, presidente do Greenpeace Brasil, como fundamental na discussão. Para ele, é importante que o país firme a premissa básica de desmatamento zero e proponha um pacto nacional "no marco de desmatamento zero, capaz de localizar o ator que desmatou e trazê-lo da ilegalidade para a legalidade".

A descentralização das matrizes energéticas, "para que se promova o desenvolvimento das regiões com impactos agregados muito menores", também foi proposta pelo ambientalista. "Temos que produzir de outra forma, temos que consumir de outra forma, temos, sim, que dividir de outra forma. Alagar uma vasta área da Amazônia, desviando recursos hídricos e causando um crime ambiental na região, para gerar energia para as indústrias do Sul do país, é algo que certamente tem de ser discutido."

Diálogos multissetoriais

Para Caio Magri, do Instituto Ethos, "o diálogo diverso e coletivo com as lideranças multissetoriais já conta com diversas iniciativas que impactam positivamente a discussão da produção de soja, pecuária e do desmatamento zero".

"Temos clareza que podemos fazer a diferença no processo de conexão entre o mercado, o consumo e a cadeia produtiva hoje instalada na região", reforçou Caio se referindo às propostas do Fórum Amazônia Sustentável.

Já Ladislau Dowbor, professor titular da pós-graduação da PUC-SP, chamou a atenção para a necessidade de maior envolvimento das universidades na discussão da Amazônia. "É preciso criar núcleos de problemas-chaves, sobre os quais criaríamos excelência. É preciso trabalhar pelo aprofundamento do conhecimento das questões sociais e econômicas da região."

O debate prossegue no blog criado especialmente para recolher comentários sobre as propostas de Ignacy Sachs.

>> Blog Outra Amazônia

>> Leia o documento com as propostas de Ignacy Sachs

>> Assista à entrevista com Ignacy Sachs

Fonte: Mercado Ético

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. Interconexões, biomimetismo e as lições de Da Vinci

Por Letícia Freire

O físico Fritjof Capra, teórico do pensamento sistêmico, esteve no Brasil para lançar seu livro "A Ciência de Leonardo da Vinci" na quarta-feira (12), em São Paulo. Autor de clássicos como "O Tao da Física", ele mostra neste seu novo trabalho como Leonardo da Vinci trouxe ao universo científico uma perspectiva única ao abordá-lo com seu olhar de artista. Com base no exame das mais de seis mil páginas e 100 mil desenhos que restam dos cadernos de anotações do gênio renascentista, Capra revela que ele foi, sob muitos aspectos, o verdadeiro pai da ciência moderna.

Leia a seguir a entrevista exclusiva em que ele fala sobre o livro, a crise mundial, ciência e ecologia.

Mercado Ético - Você considera a crise financeira um "ponto de mutação" para nossa sociedade?

Fritjof Capra - Bem, acredito que pode ser. O mercado financeiro global, assim como a economia global, tem sido desenvolvido sem regulamentação ética. Então, o sistema todo por muito tempo tem sido turbulento. No passado, houve pequenas turbulências, que aconteceram de repente, como a crise financeira no Brasil, acho que na década de 90, se não me engano, assim como a crise financeira na Rússia, depois no Sudeste Asiático e México. E tudo isso aconteceu não por causa da economia desses países, mas por conta da turbulência no sistema global. Agora temos uma turbulência no sistema global que está afetando o mundo e foi trazida em parte pela fraqueza do sistema, na forma como ele foi desenhado, e em parte pela ganância dos banqueiros de Wall Street, que foram verdadeiramente mesquinhos em fazer dinheiro de forma tão arriscada para todo o sistema.

O que vemos agora é que o sistema financeiro precisa ser limpo, as ferramentas tóxicas desse sistema falido devem ser eliminadas e todas as especulações arriscadas com essa quantidade gigantesca de dinheiro precisam de regulamentação. Vai ser doloroso, mas no final das contas, será muito bom.

Mercado Ético - E como a ciência e a ecologia ajudam nesse processo de mudança de paradigmas globais?

Fritjof Capra - Um dos mais importantes insights que você pode usar da ecologia é aquele que fala exatamente de sistemas. Nos sistemas vivos, as partes estão intimamente interconectadas, você não pode entender o todo, ao menos que você entenda as interconexões das partes. Isso se refere também aos problemas que temos no mundo. Precisamos entender que os assuntos ligados à energia, aquecimento global, segurança, finanças, economia não são assuntos isolados. Esses elementos todos estão interconectados. Isso é o que podemos aprender e as soluções não virão apenas dos bancos e economistas. A solução também virá da mudança de políticas energéticas, do desenvolvimento local, ao invés apenas do desenvolvimento global, por exemplo, não apenas distribuir comida barata para o mundo todo, mas produzir e consumir localmente os alimentos. A solução também virá por introduzir ética no sistema financeiro, que não é um problema técnico da economia, é um problema político, de valores e filosofia.

Então, vemos que os problemas mundiais só podem ser resolvidos com a contribuição de várias disciplinas. Outro ponto importante é que a crise é global e as soluções devem ser encaradas globalmente, no sentido de que as pessoas, ao redor do mundo, precisam participar. Não podemos esperar que Londres, Zurique ou Washington nos ofereça uma solução. Brasil também deve ter seu discurso. Precisa ser uma ação global e sistêmica.

Mercado Ético - Em sua opinião, a ciência já está democratizada ou ainda temos um caminho para isso?

Fritjof Capra - Bem, parte está democratizada, mas acredito que tem que ser mais democrática. Por exemplo, em biologia. Na Universidade da Califórnia, onde eu moro, a maior parte dos fundos disponíveis é para engenharia genética, microbiologia, alimentos transgênicos e todos esses projetos. Existe muito pouco recurso disponível para ecologia ou agricultura sustentável. E isso não é uma decisão dos cidadãos, é uma decisão das grandes corporações que financiam aquilo que é de interesse delas dentro de suas áreas de atuação. Então, esse ponto eu acho que precisa ser democratizado porque quando você vai à universidade e se torna um pesquisador, você pode escolher seu campo de estudo, mas não está totalmente livre para escolher o tema das suas pesquisas, uma vez que isso está ligado ao recurso disponível. Isso precisa ser democratizado. Muita coisa boa não ganha força por falta de recurso, que nem sempre está nas mãos daqueles que desejam democratizar suas descobertas.

Mercado Ético - O senhor poderia nos contar um pouco mais sobre seu novo livro "A Ciência de Leonardo da Vinci" e a relação dessa obra com duas de suas publicações "O Tao da Física" e "Ponto de Mutação"?

Fritjof Capra - Este livro está ligado com meu primeiro livro, o "Tao da Física", no qual eu comparo a física moderna com as antigas filosofias e nessa obra pergunto, novamente, questões fundamentais que também perguntei no meu primeiro livro, de 30 anos atrás, mas questões como o que é ciência, o que é filosofia, o que é conhecimento, como podemos adquirir conhecimento, qual a correlação entre mente e matéria, enfim, questões básicas.

Nessa obra, novamente comparo duas diferentes linhas, a ciência moderna e o renascimento, onde Leonardo Da Vinci, grande gênio renascentista, foi um importante cientista, que desenvolveu o método empírico que nós hoje conhecemos na ciência como método científico, 100 anos antes de Galileu. Da Vinci desenvolveu uma ciência muito diferente de Galileu, pois não é mecanicista, mas está preocupada com as formas orgânicas, as formas vivas da natureza. Leonardo também era o que chamaríamos hoje de pensador sistêmico, independentemente do fenômeno que ele observava, ele relacionaria esse fenômeno em outras partes. Então, por exemplo, quando ele observou turbulência na água, ele relacionaria esse fenômeno à turbulência do ar.

Eu descobri que sua ciência é mais facilmente entendida se nós a compararmos com nossa teoria contemporânea de sistemas vivos, que é exatamente a conexão com meus outros livros. Mas, para minha surpresa, descobri um Leonardo muito ecológico nas minhas pesquisas. Leonardo tinha um respeito profundo pela natureza, tentando sempre aprender com a natureza, o máximo possível. Ele era um famoso engenheiro, e estava sempre tentando copiar a natureza em seu design e projetos arquitetônicos. E isso é o que o design ecológico está fazendo agora. Leonardo prestava muita atenção nas pessoas, no comércio e na movimentação local em seus projetos. Para ele o "movimento livre" era fundamental e ia de encontro com as questões de saúde locais. Outro ponto que na atualidade é chamado, pela ONU, de "movimento por cidades mais saudáveis". Ele estava no século XV, observando a natureza e efetuando o que hoje chamamos de movimento biométrico.

Eu acredito que a ciência de Leonardo é muito relevante para nós. Não acho que podemos aprender qualquer coisa sobre suas descobertas, pois elas já foram redescobertas, em termos científicos, mas sem dúvida, podemos estar profundamente inspirados pela ciência que estuda a interconectividade dos fenômenos e respeitar natureza como um valor ético. Nós precisamos desses valores hoje em dia e Leonardo pode nos inspirar muito.

Mercado Ético - Como Leonardo observaria os processos sustentáveis hoje? Como o senhor acredita que ele administraria todas as questões sociais e ambientais da contemporaneidade?

Fritjof Capra - É muito difícil imaginar ou colocá-lo em outra era, acredito que ele estaria sensivelmente ligado aos processos sustentáveis e faria o que ele fez no século XV, ou seja, copiar boas soluções o mais extensivamente possível, o que chamamos hoje em dia de biomimetismo. Acredito que ele estaria dentro desse movimento.

Crédito de imagem: Letícia Freire

Fonte: Mercado Ético

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. Você sabe de onde vem sua picanha?

Como os bois criados em áreas de desmatamento ilegal na Amazônia vão parar na mesa do consumidor. E por que os frigoríficos não conseguem controlar seus fornecedores.

Juliana Arini e Thais Ferreira

O engenheiro paulista Guilherme Parize, de 24 anos, costuma comer carne bovina de quatro a cinco vezes por semana. Faz parte do imenso contingente de brasileiros que adoram carne -; e, graças ao avanço econômico, podem incluí-la em quantidades generosas em seu cardápio. Nos últimos dez anos, o consumo de carne no Brasil quase duplicou. O mercado interno responde pelo abate de 35 milhões de bois a cada ano. Um efeito colateral desse hábito alimentar tem sido o aumento da devastação da Floresta Amazônica. Pouca gente sabe, mas um em cada três bifes consumidos no Sudeste veio da Amazônia. Parte desses bois -; ninguém sabe quanto -; foi criada em áreas de desmatamento ilegal e de ocupação irregular de terra pública. São os bois piratas, conforme a expressão do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. Mesmo os consumidores que se preocupam com a procedência da carne não têm opção de compra. "O Brasil abate 50 milhões de cabeças por ano. Cerca de 17 milhões são vendidos sem nenhum tipo de controle sanitário ou ambiental", afirma Luiz Carlos de Oliveira, diretor-executivo da Associação das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). É um terço da produção nacional. Será tão difícil controlar o caminho dos bois piratas? ÉPOCA perguntou aos principais frigoríficos e redes varejistas do país que operam na Amazônia como eles asseguram a procedência de sua carne. Algumas redes não responderam. Outras garantiram seguir critérios ambientais. Mas, como admite José Antônio Veronesi, diretor de compra de gado do frigorífico Margen, não há como ter controle absoluto sobre quanto o produtor desmatou.

Esse descontrole representa um risco econômico: a carne brasileira pode sofrer embargos no exterior por causa das questões ambientais. Já aconteceu com a soja. Em 2006, o grão colhido na Amazônia foi recusado pelos maiores importadores mundiais com a justificativa de que o produto era um dos combustíveis de destruição da floresta. A carne é nosso principal produto de exportação. E os números associam a atividade à devastação.

Cerca de 78% do que foi derrubado no Norte do país serviu para a formação de pastos. Nos últimos dez anos, o rebanho da floresta aumentou 173%. "A criação dos bois é um dos grandes impulsos para as derrubadas na região", afirma Paulo Barreto, pesquisador do Imazon, um dos principais institutos de pesquisa da floresta. Em 2005, foram produzidos na Amazônia 2,8 milhões de toneladas de carne, 36% da produção nacional. Mas apenas 71% foram processados por frigoríficos sob inspeção federal (SIF). O restante foi vendido como carcaça ou bois vivos para outros Estados ou por abatedores informais. "É esse rebanho sem controle, federal ou estadual, a grande raiz do problema ambiental ou sanitário", afirma Oliveira, da Abiec. A grande maioria dos proprietários rurais não tem cadastro de suas terras no Incra, o órgão responsável pelo controle fundiário no Brasil. Se o país nem sabe quem são os proprietários, como fazer cumprir as leis?

Perseguir o gado que devora florestas virou uma política de governo para o ministro Minc. Já foram apreendidas 10 mil cabeças. Falta descobrir o que é legal ou não em um rebanho de 70 milhões. "Queremos propor uma espécie de moratória aos frigoríficos. Eles vendem a carne e são co-responsáveis pelo desmatamento", diz Minc. "Vamos assinar a moratória em setembro". O ministro exigiu dos frigoríficos a lista dos pecuaristas fornecedores. "Daí poderemos analisar se esses produtores cometem crimes fundiários e ambientais", afirma o ministro. Quem continuar comprando de criminosos ambientais poderá ser fechado.

De onde vem o filé

Mapa da Carne As empresas resistem. "Frigorífico é uma indústria, não pode exercer a função de Estado", diz Oliveira. Mesmo assim, as empresas perceberam que precisarão oferecer uma resposta à pressão por critérios ambientais mais transparentes e criaram um grupo de trabalho dos maiores frigoríficos nacionais, varejistas, representantes do governo federal, além de instituições financeiras como o Banco Mundial. "Os problemas na cadeia são vários: terra grilada, trabalho escravo", diz Liza Gunn, diretora do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), que faz parte do grupo. "Mas espero que encontremos mecanismos efetivos para tornar a carne mais sustentável".

O grupo terá vários obstáculos. O primeiro é a questão fundiária. Criar bois na Amazônia virou uma forma de lavar dinheiro: o boi é comprado com dinheiro ilegal, a venda da carne é oficial. A Polícia Federal investiga, por exemplo, as terras do banqueiro Daniel Dantas na Amazônia. A família Dantas é a maior criadora de gado na região, com 450 mil cabeças.

A falta de fiscalização é o segundo problema. Com a intensificação da atuação do Ibama na região, três frigoríficos já foram multados em julho. No início do ano, o Quatro Marcos, um dos maiores do país, foi denunciado pelo Ibama por comprar carne do produtor que mais desmatou em 2007, a pecuarista Rosana Xavier -; cuja família controla o Quatro Marcos.

Uma possível solução para criar critérios e sistemas de certificação pode passar pelos supermercados. Eles já são cobrados pelos consumidores. Alguns prometem produtos com procedência controlada. O Carrefour afirma que 50% da carne que vende já tem o selo de garantia de origem. "Temos a rastreabilidade desde a fazenda até a chegada ao supermercado", diz Luiz Carlos Alimento Paschoal, diretor nacional de açougue do grupo.

Apesar do esforço do setor em se organizar, falta uma contrapartida do governo. "Se ficarem apenas pressionando as empresas que estão regulares, como os grandes frigoríficos, corremos o risco de dar mais força para os ilegais", diz Oliveira, da Abiec. "Se o produtor não conseguir vender para as grandes redes, ele vai procurar um clandestino".

Fonte: Revista Época

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. Recicladores certificados para o lixo eletrônico dos EUA

Stephen Leahy

Alguma vez você já pensou que seu velho televisor pode estar envenenando uma criança na China, ou que seu antigo computador esteja contaminando um rio na Nigéria? Sem uma lei que proíba a exportação de lixo eletrônico tóxico nos Estados Unidos não há maneira de saber se os antigos celulares, computadores ou televisores originados nesse país não acabaram em alguma aldeia pobre do mundo em desenvolvimento. Ali, moradores desesperados desmontam esses aparelhos à mão para recuperar parte dos valiosos metais que o compõem. Um pequeno grupo de pessoas aliou-se com uns poucos recicladores para garantir que o lixo eletrônico possa ser tratado com responsabilidade, criando um programa de certificação de controlador eletrônico (e-Stewards).

Anunciado este mês, os e-Stewards são recicladores de lixo eletrônico acreditados e certificados por uma terceira parte independente. Esta certificação é crucial em uma indústria que frequentemente apela para a mentira em busca de uma imagem de responsabilidade social. Atualmente, mesmo quando o lixo eletrônico procedente do mundo rico vai para um reciclador com preocupações ambientais, há altas probabilidades de que substâncias tóxicas terminem em uma enorme pilha no meio de alguma aldeia.

Estima-se que os Estados Unidos produzem três milhões de toneladas anuais de lixo eletrônico, como celulares e computadores. Seus habitantes compraram cerca de 30 milhões de aparelhos de TV desde janeiro. Essa quantidade será maior no próximo ano, quando todas as redes de televisão do país passarem ao sistema digital, a partir do dia 17 de fevereiro. Assim, para onde irão os televisores velhos e indesejados? Segundo ativistas, um destino é Hong Kong. "Vi há pouco contêineres carregados nos Estados Unidos quando foram abertos no porto de Hong Kong. Estavam cheios de lixo eletrônico, como televisores e monitores de computadores", contou Jim Puckett, coordenador da não-governamental Basel Action Network (Rede de Ação da Basiléia -Ban).

Esta organização leva o nome do convênio internacional que regulamenta o tráfego internacional de lixo tóxico, a fim de impedir que os procedentes de países ricos contaminem os pobres. Puckett calculou que cem contêineres de lixo eletrônico chegam por dia a Hong Kong, para em seguida serem contrabandeados para a China. "Tudo procede dos Estados Unidos e do Canadá", afirmou. Boa arte desta atividade é ilegal na China. Mas, é uma indústria muito grande e rentável, por isso muitos funcionários chineses e de outros países se mostram dispostos a fazer vista grossa, ressaltou.

Nos Estados Unidos, o programa jornalístico semanal "Sixty Minutes" divulgou este mês uma pesquisa sobre os achados de Puckett, rastreando contêineres embarcados por recicladores desse país com destino a Hong Kong até aldeias na China, como Guiyu. "Estivemos em Guiyu há cerca de seis anos, e as condições são muito piores hoje", acrescentou. A montanha de lixo eletrônico aumenta a cada dia, ao mesmo tempo em que são criados novos aparelhos para conduzir uma economia arraigada em um crescimento sem fim. E 85% desses resíduos acabam como aterro sanitário ou incinerados localmente, contaminando a água subterrânea e o ar dos Estados Unidos. Outros milhões de computadores, monitores e televisores acumulados descansam em sótãos, garagens, oficinas e dentro de casa.

O que tem de fazer uma pessoa responsável com o lixo eletrônico diante da negligencia do governo, da irresponsabilidade dos fabricantes e da cobiça dos recicladores? "Era pouco provável que com George W. Bush como presidente fosse aprovada uma lei a respeito, por isso decidimos trabalhar com a indústria da reciclagem", disse Sarah Westervelt, da Ban. Junto com a Coalizão pela Devolução de Aparelhos Eletrônicos e 32 recicladores nos Estados Unidos e no Canadá, a Ban anunciou na semana passada o programa de e-Stewards. Será o primeiro de certificação de reciclagem de lixo eletrônico auditado e acreditado de maneira independente.

Jogar lixo eletrônico tóxico em países pobres, aterros sanitários locais e incineradores ficará proibido, bem como o uso de mão-de-obra carcerária para processar esse tipo de dejeto. "Neste momento é impossível às pessoas saberem qual reciclador está agindo corretamente", disse Westervelt. Empresas e organizações que dizem ser verdes normalmente tergiversam dados sobre como manejam os dejetos. "As companhias enganam as pessoas", ressaltou. Bob Houghton, presidente da Redemtech, que recicla lixo eletrônico e integra o programa e-Stewards, diz que, "segundo meus cálculos, 90% das empresas enganam seus clientes".

Muitas firmas proporcionam documentos a outras empresas ou governos locais alegando que o lixo eletrônico é processado de maneira segura, mas, na realidade, os enviam a países em desenvolvimento, afirmou Houghton. Quando a cidade norte-americana de Denver quis um reciclador de lixo eletrônico insistiu que este não deveria ter custo. Assim, sues aparelhos obsoletos terminaram na China, como demonstra o documentário do "Sixty Minutes", disse Mike Wright, presidente do Guaranteed Recycling Experts, em Denver. "É impossível reciclar lixo eletrônico sem nenhum custo que não seja exortá-lo", disse Writht à IPS.

Sua empresa não ganhou o contrato de Denver por essa razão, e é por isso que defende com firmeza o programa e-Stewards, que dá provas e garantias de que esses resíduos são manejados de maneira adequada. Westervelt disse que o programa será minuciosamente analisado ao longo de 2009 e que estará plenamente operacional em 2010. Enquanto isso, o público pode encontrar participantes no programa que se comprometam a cumprir sues rígidos padrões no e-stewards.org, afirmou.

Na Europa, os fabricantes de aparelhos eletrônicos estão obrigados por lei a aceitar que seus compradores lhes entreguem seus produtos velhos para que façam uma reciclagem adequada. Embora nem Canadá nem Estados Unidos tenham uma lei semelhante, alguns fabricantes de televisores, como Sony, LG e Samsung, e vários de computadores, como Dell, Lenovo e Toshiba, pegam de volta seus produtos sem custo. Outras cobram uma tarifa. O custo de manejar e reciclar costuma superar o valor dos materiais recuperados, assim a maioria das empresas não quer aceitá-los de volta, disse Barbara Kyle, da Electronics TakeBack Coalition.

Existe a preocupação de que essas firmas que recebem seus produtos antigos simplesmente os despachem para países em desenvolvimento. "Estamos tentando fazer com que os fabricantes assinem um compromisso para agirem como se os Estados Unidos fossem parte da Convenção da Basiléia", disse Puckett. Esse tratado, vigente desde 1992, foi criado especificamente para impedir transferências de lixo perigoso, entre eles os eletrônicos, de países industrializados para nações em desenvolvimento. Os Estados Unidos são um dos poucos países que não o assinou. "até agora, somente a Sony assinou o compromisso, mas esperamos que outros o façam logo", disse Puckett. O ativista espera que o novo governo norte-americano, com Barack Obama, seja mais responsável e desperte essa mesma responsabilidade em outros países.

Fonte: Envolverde

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. Consciência ambiental faz mães retomarem o uso de fraldas de pano em seus bebês

Por Neide Campos

No caminho para a maternidade, a maratona de preparativos para a chegada do filho costuma ser iniciada tão logo se anuncie a gravidez. E nove meses parece ser pouco tempo. Logo os amigos recebem o convite do chá de bebê. Nos rol de pedidos, em geral figura um item tido como imprescindível: as fraldas descartáveis. Tamanhos P, M, G e GG estão na lista das mamães mais precavidas. Algumas inclusive, só pedem fraldas em seus chás, devido à quantidade absurda que um bebê usa - em média, cinco mil unidades até os dois anos de vida.

Porém, o retorno ao uso de fraldas de pano tornou-se um decisão hoje tomada por quem aposta em uma qualidade de vida melhor para a criança e para o planeta. Cada fralda descartável demora, em média, 450 anos para se decompor. Serão inúmeras gerações convivendo com esses resíduos. Estimativas atestam que as fraldas descartáveis representam 2% do lixo não biodegradável despejado em aterros sanitários diariamente.

Calcula-se que a fabricação das fraldas que uma criança usará até os dois anos de vida consuma cinco árvores. Parece pouco, não é? Porém, segundo o Ministério da Saúde, nascem no país anualmente mais de três milhões de crianças, o que significa o corte de pelo menos 15 milhões de árvores ao ano. Assim, o bebê, devido às escolhas de seus pais, já nasce causando problemas ambientais sérios.

A fralda de pano, assim como o absorvente reutilizável, parece ser a solução para os problemas ambientais e o retorno a antigos hábitos. Entretanto, se ao pensar em fralda de pano logo vem a sua mente aquelas fraldas brancas e dobradas em forma de triângulo presas por um alfinete, saiba que elas ainda existem, mas não são a única opção para quem quer aderir ao uso.

Já existem no mercado fraldas com formato similar às descartáveis. As fraldas são anatômicas, com ajuste frontal e confeccionadas com fibras naturais. Uma camada de material impermeável evita vazamentos. E há várias estampas. "Desenvolvemos nossa modelagem própria e que foi refinada com o trabalho voluntário de muitas mães que as utilizaram e nos deram retornos dos pontos que deveríamos trabalhar melhor", explica à AmbienteBrasil Bettina Lauterbach, fabricante deste tipo de fralda.

Segundo ela, a idéia surgiu em função das mães que já utilizavam outro produto fabricado pela empresa, os slings (carregadores de tecido para transportar os bebês próximos ao corpo). "Havia a questão ecológica e também a questão de saúde, como alergias, dermatites e assaduras", diz ela.

Para Bettina, o perfil da população está mudando, as pessoas estão mais conscientes. "Temos tecnologia para reutilizar águas servidas, temos tecnologia para produção de energia "limpa", mas não temos o que fazer com as toneladas de fraldas descartáveis que são reviradas nos lixões por mais de 450 anos. Uma fralda descartável é usada por 2 a 3 horas e descartada. Uma fralda de pano é usada no mínimo 100 vezes, e passada para uma segunda criança".

Palavra de quem usa

Essa é a intenção da química Rosana Oshiro. "Eu tenho quatro filhos, mas infelizmente, só descobri as fraldas de pano quando meu terceiro filho, Gabriel, tinha um ano. Desde então passei a usar nele, e agora as fraldas que ele não usa mais, que são tamanho G, ficarão para Ana (a caçula) quando ela crescer mais um pouco".

A preocupação ambiental é um fator importante para a maioria dos pais que utilizam as fraldas de pano. De acordo com Bettina, 40% das vendas são feitas a "famílias eco-conscientes".

"Optei pelas fraldas de pano por vários motivos. Saber que as fraldas descartáveis demoram até 450 anos para serem eliminadas do planeta e que o espaço que elas tomam nos lixões e aterros é imenso pesou bastante na decisão", afirma Ligia de Sica, professora em São Paulo e mãe de uma menina de seis meses.

Entretanto, a saúde do bebê é o que mais conta para essas mães. Para a atriz Talitha Pereira, mãe de uma menina recém-nascida, é muito mais agradável para a filha usar uma fralda de algodão a uma que contenha material plástico. "Acho as fraldas de pano muito mais confortáveis e elas previnem assaduras. A pele do bebê respira melhor e, por conseqüência, eles ficam mais calmos e felizes."

A questão financeira também é vantajosa. As fraldas de pano, como podem ser reutilizadas inúmeras vezes e por mais de uma criança, podem custar até três vezes menos do que as descartáveis.

Algumas mães admitem que ainda usam as fraldas descartáveis, principalmente em passeios e à noite. Rosana, que vive no Japão com a família há oito meses, explica que, como agora é inverno naquele país, prefere usar a fralda descartável para não precisar trocar durante a noite. "Acredito que, assim que chegue o verão, será possível usar as fraldas de pano também à noite, diz ela".

"Também utilizo as fraldas descartáveis quando saio de casa ou para ela dormir, mas todas biodegradáveis, que utilizam 50% de fontes renovadas e são 100% sem cloro. Infelizmente elas não são produzidas no Brasil e tiveram que vir dos Estados Unidos, Alemanha e Canadá", explica Talitha.

Além de uma consciência dos pais, essa prática ajuda na educação ambiental dessas crianças desde muito cedo. "No futuro vou contar à minha filha que ela nasceu ajudando o planeta", conclui Ligia.

Crédito das Fotos: Guga Ferri

>> Saiba mais sobre as fraldas de pano

Fonte: Ambiente Brasil

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Agenda
Vibração Positiva Encontro do Projeto Vibração Positiva

Aprendendo a Amar a Si Mesmo
Seus pensamentos e sentimentos criam sua vida


Cláudia MouraCom Cláudia Moura (Psicóloga Junguiana)

O próximo encontro do Projeto Vibração Positiva terá a presença da psicológa junguiana e arte-terapeuta Cláudia Moura, que falará sobre a importância da auto-apreciação e do poder de transformação que nossos pensamentos e sentimentos exercem em nossa vida.

O encontro acontecerá excepcionalmente num domingo, dia 14 de dezembro, e por isso, começará mais cedo. A palestra da profissional convidada terá início às 17h. Após a palestra, haverá a tradicional confraternização de final de ano. A entrada é gratuita.

As palestras do Projeto Vibração Positiva, desde novembro, acontecem em um novo espaço, a Comunidade Espiritual Unindo Corações (CEUC). O local é amplo, muito confortável e com capacidade para até 150 pessoas. Localizado no bairro do Humaitá, próximo ao Corpo de Bombeiros, o acesso à CEUC é fácil, graças às diversas linhas de ônibus que atendem a região: 157, 158, 170, 172, 173, 176, 179, 409, 410, 438, 504, 511, 521, 522, 524, 571, 573, 583 e 592.


Data: 14 de Dezembro
Horário: 17h
Local: Comunidade Espiritual Unindo Corações (CEUC)
Rua Maria Eugênia, 303 - Humaitá, Rio de Janeiro (RJ) - Próximo ao Corpo de Bombeiros

Informações: (21) 3238-5190 | 9899-9347 | vibracaopositiva@essenciavital.org.br


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Fórum UFRJ Fórum Livre de Direito Autoral
O Domínio do comum

A Escola de Comunicação da UFRJ promoverá, nos dias 15, 16 e 17 de dezembro, o "Fórum Livre de Direito Autoral - O Domínio do Comum", em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e a Rede Universidade Nômade.

O Fórum se propõe a ampliar as discussões sobre os impasses da atual legislação de propriedade intelectual, buscando compatibilizar a proteção legal dos direitos com o acesso à cultura, num cenário de mudanças sociais e tecnológicas que subverte as relações tradicionais com o direito autoral.

Participam do Fórum alguns dos maiores especialistas nas mutações do capitalismo contemporâneo, como o italiano Antonio Negri e o norte-americano Michael Hardt, autores de "Império" e "Multidão". O tema dos "commons" e as mutações na propriedade intelectual no Capitalismo Cognitivo atravessam os debates.


Data: 15 a 17 de Dezembro
Local: Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ (Auditório Pedro Calmon)
Av. Pasteur, 250 - Praia Vermelha, Rio de Janeiro (RJ)

Informações: (21) 3873-5067 | pontao.eco@gmail.com | http://forumdireitoautoral.pontaodaeco.org


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MBA 15º Turma de MBA Internacional em Gestão Ambiental

Começa no dia 16 de Janeiro de 2009, em São Paulo, a 15º Turma do MBA em Gestão Ambiental. O curso foi desenvolvido com o objetivo de prover o aluno dos conhecimentos necessários e das ferramentas mais atualizadas para sua atuação competente no mercado de trabalho.

Como parte integrante do MBA, a disciplina de Auditor Ambiental, conduzida pela JPD Environmental Ltda., confere ao aluno uma segunda diplomação internacional, possibilitando o seu registro no Institute of Environmental Management and Assessment, que é o maior e mais credenciado Registro Internacional de Auditores Ambientais, permitindo assim o ingresso do mesmo no mercado das auditorias ambientais de certificação (ISO 14001) e de outros esquemas internacionais de certificação ambiental.

Data: 16 de janeiro de 2009
Local: CRQ IV Região: Rua Oscar Freire, 2039 - Jardins -; São Paulo (SP).
Informações: 0800 282 0704 | proenco@proencobrasil.com.br | www.proencobrasil.com.br


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Fórum Social Mundial Fórum Sócial Mundial

O Fórum Social Mundial é um espaço de debate democrático de idéias, aprofundamento da reflexão, formulação de propostas, troca de experiências e articulação de movimentos sociais, redes, ONGs e outras organizações da sociedade civil que se opõem ao neoliberalismo e ao domínio do mundo pelo capital e por qualquer forma de imperialismo. Após o primeiro encontro mundial, realizado em 2001, se configurou como um processo mundial permanente de busca e construção de alternativas às políticas neoliberais. Esta definição está na Carta de Princípios, principal documento do FSM.

Já estão abertas as inscrições de participantes individuais para o Fórum Social Mundial 2009. Participantes brasileiros, ou que se inscrevem a partir do Brasil, deverão, logo após a inscrição, efetuar o pagamento via boleto bancário. O valor da inscrição individual é de R$ 30,00.

Data: 27 de janeiro a 1 de fevereiro de 2009
Local: Belém (PA)
Informações: www.forumsocialmundial.org.br


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Loja
Suco de uva orgânico Suco de Uva Orgânico

Produzido pela família Chilanti, na Serra Gaúcha, adepta da agroecologia, este suco de uva orgânico é indicado por seu alto valor medicinal, rico em substâncias imunonutritivas, uma verdadeira panacéia de efeitos terapêuticos junto ao organismo e psiquismo humano. As uvas orgânicas possuem uma quantidade enorme de flavanóides, poderosos antioxidantes.

O suco de uva orgânico, geralmente caro e de difícil acesso, está agora ao seu alcance por um valor menor do que o praticado pelo mercado, graças a um convênio estabelecido entre a ONG Essência Vital e a família Chilanti.

Confira a tabela de preços:

1 litro: R$ 8,00 para soropositivos sócios da Essência Vital.
Caixa com 12 litros: R$ 96,00

1 litro: R$ 8,50 para sócios que não são soropositivos.
Caixa com 12 litros: R$ 102,00

1 litro: R$ 9,00 para soropositivos que não são sócios.
Caixa com 12 litros: R$ 108,00

1 litro: R$ 10,00 para pessoas não soropositivas, nem sócias.
Caixa com 12 litros: R$ 120,00
Para encomendar o suco de uva orgânico, ligue para (21) 3238-5190 ou 9899-9347.



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DVDs do Projeto Vibração Positiva

Todos os encontros do Projeto Vibração Positiva são gravados em DVD. São dezenas de palestras sobre alimentação, saúde, terapias naturais e qualidade de vida, para que as valiosas informações compartilhadas pelos profissionais de saúde convidados possam chegar ao maior número possível de pessoas. Confira a resenha desta edição:

Seminário Uma Outra Visão da Aids
Dr. Roberto Giraldo


No seminário realizado pelo Dr. Roberto Giraldo no Projeto Vibração Positiva em 2006, o médico infectologista apresentou quatro palestras, registradas em DVDs, que contestam a visão oficial da Aids e apresentam alternativas de tratamento.

São elas:

DVD Roberto GiraldoAIDS e Agentes Estressores

Na primeira das quatro palestras, Dr. Roberto Giraldo contesta a visão oficial da Aids e afirma que a doença seria causada pela exposição a fatores chamados agentes estressores de natureza química, física, biológica, mental e nutricional, responsáveis pela imunossupressão do organismo. Giraldo explica quais são esses fatores, seus efeitos sobre o organismo e apresenta uma série de evidências científicas que comprovam a correlação desses agentes com a Aids.

DVD Roberto GiraldoO Mito da Transmissão da AIDS

Na segunda palestra, Dr. Roberto Giraldo contesta o mito de transmissão da Aids, explicando como ele foi criado e por que se acredita nele. Segundo o médico, a Aids de fato existe, mas sua classificação como doença infecciosa tem fundamento em fatores econômicos, políticos e culturais, oriundos de uma crise do estabelecimento científico, que faz por declaração o que não pode fazer por argumentação científica, uma vez que o HIV jamais foi isolado. De acordo com Giraldo, o mito de transmissão da Aids gera uma alta renda para a indústria farmacêutica e traz implicações caóticas, como o aumento da homofobia, acusações sexuais, racismo, estigma social e prevenção e tratamento com medidas tóxicas.

DVD Roberto GiraldoAlternativas Não Tóxicas, Efetivas e Econômicas para o Tratamento e Prevenção da AIDS

Dr. Roberto Giraldo apresenta na terceira palestra as alternativas de tratamento e prevenção da Aids com base na concepção tóxico-nutricional da doença. O médico explica que a má nutrição intensifica o estresse oxidativo, o que aumenta o risco de progresso da Aids e de morte. Segundo ele, a Aids se previne, portanto, com terapia nutricional e antioxidante. Entre os princípios para o tratamento e prevenção da Aids expostos por Giraldo, estão evitar a exposição a agentes estressores e estimular a saúde com medidas naturais.

DVD Roberto GiraldoO Papel da Mente na Cura e na Morte por AIDS

Na quarta e última palestra do seminário realizado no Projeto Vibração Positiva, Dr. Roberto Giraldo explica por que alguns soropositivos usam anti-retrovirais e vivem por muitos anos, enquanto outros fazem uso de terapia natural e morrem em pouco tempo. Segundo ele, tudo depende da mente e da consciência. "Doenças incuráveis não podem ser curadas com métodos externos. Elas se curam com métodos internos, ou seja, com a saúde espiritual." O médico apresenta uma série de observações científicas a partir de fatores mentais, com a correlação entre sentimentos considerados tóxicos e doenças como câncer, leucemia, linfoma e, inclusive, Aids.

Valor: R$ 15,00 cada.

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Alimentação sem Carne Indicação de Leitura

Alimentação sem Carne

Eric Slywitch

Como médico, transito em unidades de terapia intensiva, enfermarias e pronto-socorros, onde a fragilidade da vida se mostra inquestionável. Informações inadequadas podem colocar as pessoas em risco.

Meu objetivo, ao escrever este livro, foi fornecer informações consistentes, seguras e, sobretudo, imparciais sobre a dieta vegetariana. Não me importa por qual motivo o indivíduo se tornou vegetariano e nem qual é a linha que segue. O importante é que a opção pela dieta sem carne seja segura.

Este é o primeiro livro que ensina como montar o cardápio vegetariano através dos grupos alimentares, para qualquer tipo de dieta vegetariana, 100% embasado em artigos científicos. Ele também traz as informações mais importantes sobre os principais nutrientes sobre os quais se tem dúvidas na dieta vegetariana, juntamente com tabelas de valores nutricionais de centenas de alimentos.

Espero, com esse enfoque, atingir os simpatizantes e adeptos do vegetarianismo que se preocupam com a coerência e a precisão das informações que recebem. Da mesma forma, espero que este livro sirva como uma fonte de informações para as pessoas que, equivocadamente, acreditam que a dieta vegetariana não é segura.

Eric Slywitch

Sobre o autor

Eric Slywitch é médico, especialista em Nutrologia, Nutrição Clínica e Nutrição Enteral e Parenteral e coordenador do Departamento de Medicina e Nutrição da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB).

Como médico, coordena a Equipe Multiprofissional de Terapia Nutricional (EMTN) do Hospital e Maternidade Santa Marina (em São Paulo). Como professor, ministra aulas para médicos e nutricionistas no Curso de Pós-graduação do Instituto de Pesquisa, Capacitação e Especialização (IPCE), no Centro de Excelência em Ensino na Saúde (CBES) e no Curso de Especialização em Nutrição Clínica do Ganep (Grupo de Nutrição Humana).

Eric Slywitch é vegetariano desde 1992 e yogin.



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