Newsletter Essência Vital: informações transformadoras sobre ecologia,
saúde, educação, cidadania e espiritualidade.

Se você tiver problemas para visualizar esta mensagem, acesse este link.
coluna saúde ecologia informando agenda loja interaja
Edição 3 - 01 de Novembro de 2008 - Publicação Quinzenal
banner
Leonardo Boff Crise de humanidade

A crise econômica remete a uma crise mais profunda: de humanidade. Faltaram traços de humanidade no projeto neoliberal sem os quais nenhuma instituição se agüenta de pé: a confiança e a verdade.

floral Uma contribuição das flores

Na busca pela qualidade de vida, nem sempre damos a devida atenção à nossa saúde emocional. Para manter em equilíbrio os sentimentos, podemos contar com a ajuda das flores, que nos oferecem muito mais do que beleza e perfume.

ClickArvore Uma floresta em suas mãos

Em meio à roda-viva dos centros urbanos, como fazer a sua parte para conter o aquecimento global? Simples: plante árvores. E se não puder colocar as mãos na terra, lance mão do ClickÁrvore.

Cine Gaia
Festival de Cinema Ambiental
do Jardim Botânico / RJ


Cine Gaia Acontece até 9 de novembro o primeiro Festival de Cinema Ambiental do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Cine Gaia, com 40 exibições e atividades gratuitas.

Local: Jardim Botânico
31 de outubro a 9 de novembro

Rua Jardim Botânico, 1008
Rio de Janeiro (RJ)

Outros eventos:
5/11: Conferência de Mudanças Climáticas
19/11: Eco Power Conference
25/11: Congresso de Violência Sexual

Loja
Coluna Informando
. Tratamentos para a alma

Há uma revolução em curso na medicina que mudará para sempre a forma de tratar o paciente. Médicos e hospitais começam a adotar a espiritualidade e a esperança como recursos para o combate de doenças.
. O consumidor ético e as marcas sustentáveis

A inclusão da temática socioambiental entre as expectativas dos consumidores é uma peça nova no tabuleiro do mercado mundial, que vai mudar a maneira como os profissionais de marketing edificam as marcas.
. Amazônia: 45% das espécies ameaçadas

Quase metade das espécies de árvores da Amazônia podem ser extintas até 2100 se as emissões mundiais de dióxido de carbono continuarem aumentando. A estimativa assustadora foi anunciada nesta quinta-feira.
. Novo método facilita uso de celulose para combustíveis

Pesquisadores alemães desenvolvem método mais eficiente e barato para quebra das moléculas de celulose para produção de etanol.
. Construção verde

Pesquisadores do INPA desenvolveram um tijolo para a construção civil que utiliza resíduos de espécies frutíferas da Amazônia como matéria-prima, bem diferente dos produtos convencionais feitos de argila.
banner
Junte-se a nós
Seja sócio!


Por que se associar?

  - Você ajuda a reflorestar a Mata Atlântica. Diariamente, uma árvore é plantada em seu nome;
  - Você contribui com a qualidade de vida de pessoas soropositivas;
  - Você financia a expansão de nossos projetos nas áreas ambiental, social, de saúde e comunicação.

Para ser um sócio colaborador, você pode contribuir mensalmente com:

Exemplo:

R$ 30,00 (R$ 1,00 por dia)

R$ 50,00 (R$ 1,66 por dia)

R$ 100,00 (R$ 3,33 por dia)

Você também pode optar por outros valores à sua escolha. Se não puder ajudar dessa forma, veja ao lado outras maneiras de colaborar.

Faça uma doação
Cada real é vital


Somos uma organização sem fins lucrativos, apoiada por pessoas como você. Não aceitamos doação de empresas ou do Governo, por isso, o seu apoio é fundamental para continuarmos ajudando a construir uma nova Terra.
Qualquer doação faz muita diferença.


Exemplo:

Doando apenas R$ 1,00, você ajuda
a custear essa newsletter e a expandir nosso trabalho de levar informações transformadoras a milhares de pessoas;

Com qualquer valor + R$ 1,00, você contribui para a compra de nossa sede própria, o que nos permitirá ampliar imensamente nossas atividades.

Você também pode fazer uma doação livre, com o valor que desejar.

Para doar, basta fazer um depósito ou uma transferência bancária:

Bradesco
Agência: 226-7
Conta-corrente: 121174-9
Divulgue

Um dos objetivos da ONG Essência Vital é promover transformações sociais através da democratização de informações. Essa newsletter foi elaborada com apuro técnico e refinamento estético para levar, com qualidade, notícias relevantes aos nossos leitores.
Você também pode nos ajudar a criar redes de conhecimento! Encaminhe essa newsletter
aos seus amigos ou indique-os para que eles também recebam nosso informativo.


Entre em contato

Ajude-nos a tornar nosso trabalho ainda mais útil e relevante. Mande suas sugestões de pauta, notícias, parcerias, ações e também suas críticas e elogios.
Ligue para: (21) 3238-5190 | 3278-4020 | 9899-9347 | 9343-7255
Nosso site: www.essenciavital.org.br | Nosso e-mail: newsletter@essenciavital.org.br
Laboratório Canova do Brasil Ecobras ONG Médicos Solidários Projeto ClickArvore Sociedade Vegetariana Brasileira
....................................................................
.
Leonardo Boff Crise de humanidade

A crise econômico-financeira, previsível e inevitável, remete a uma crise mais profunda. Trata-se de uma crise de humanidade. Faltaram traços de humanidade mínimos no projeto neoliberal e na economia de mercado, sem os quais nenhuma instituição, a médio e longo prazo, se agüenta de pé: a confiança e a verdade. A economia pressupõe a confiança de que os impulsos eletrônicos que movem os papéis e os contratos tenham lastro e não sejam mera matéria virtual, portanto, fictícia. Pressupõe, outrossim, a verdade de que os procedimentos se façam segundo regras observadas por todos. Ocorre que, no neoliberalismo e nos mercados, especialmente a partir da era Thatcher e Reagan, predominou a financeirização dos capitais. O capital financeiro-especulativo é da ordem de 167 trilhões de dólares, enquanto o capital real, empregado nos processos produtivos, por volta de 48 trilhões de dólares anuais. Aquele delirava na especulação das bolsas, dinheiro fazendo dinheiro, sem controle, apenas regido pela voracidade do mercado. Por sua natureza, a especulação comporta sempre alto risco e vem submetida a desvios sistêmicos: à ganância de mais e mais ganhar, por todos os meios possíveis.

Os gigantes de Wall-Street eram tão poderosos que impediam qualquer controle, seguindo apenas suas próprias regulações. Eles contavam com as informações antecipadas (Insider Information), manipulavam-nas, divulgavam boatos nos mercados, induziam-nos a falsas apostas e tiravam daí grandes lucros. Basta ler o livro do mega-especulador George Soros A crise do capitalismo para constatá-lo, pois aí conta em detalhes estas manobras que destroem a confiança e a verdade. Ambas eram sacrificadas sistematicamente em função da ganância dos especuladores. Tal sistema tinha que um dia ruir, por ser falso e perverso, o que de fato ocorreu.

A estratégia inicial norte-americana era injetar tanto dinheiro nos "ganhadores"(winner) para que a lógica continuasse a funcionar sem pagar nada por seus erros. Seria prolongar a agonia. Os europeus, recordando-se dos resquícios do humanismo das Luzes que ainda sobraram, tiveram mais sabedoria. Denunciaram a falsidade, puseram a campo o Estado como instância salvadora e reguladora e, em geral, como ator econômico direto na construção, na infra-estutura e nos campos sensíveis da economia. Agora não se trata de refundar o neoliberalismo, mas de inaugurar outra arquitetura econômica sobre bases não fictícias. Isto quer dizer, a economia deve ser capítulo da política (a tese clássica de Marx), não a serviço da especulação, mas da produção e da adequada acumulação. E a política se regerá por critérios éticos de transparência, de equidade, de justa medida, de controle democrático e com especial cuidado para com as condições ecológicas que permitem a continuidade do projeto planetário humano.

Por que a crise atual é crise de humanidade? Porque nela subjaz um conceito empobrecido de ser humano que só considera um lado dele, seu lado de ego. O ser humano é habitado por duas forças cósmicas: uma de auto-afirmação sem a qual ele desaparece. Aqui predomina o ego e a competição. A outra é de integração num todo maior sem o qual também desaparece. Aqui prevalece o nós e a cooperação A vida só se desenvolve saudavelmente na medida em que se equilibram o ego com o nós, a competição com a cooperação. Dando rédeas só à competição do ego, anulando a cooperação, nascem as distorções que assistimos, levando à crise atual. Contrariamente, dando espaço apenas ao nós sem o ego, gerou-se o socialismo despersonalizante e a ruína que provocou. Erros desta gravidade, nas condições atuais de interdepedência de todos com todos, nos podem liquidar. Como nunca antes, temos que nos orientar por um conceito adequado e integrador do ser humano, por um lado individual-pessoal com direitos e por outro social-comunitário com limites e deveres. Caso contrário, nos atolaremos sempre nas crises que serão menos econômico-financeiras e mais crises de humanidade.
Voltar ao início
.
floral Saúde emocional: uma contribuição das flores

Na busca pela qualidade de vida, nem sempre damos a devida atenção à nossa saúde emocional, tão importante quanto a física. Para manter em equilíbrio os sentimentos, podemos contar com a ajuda das flores, que nos proporcionam muito mais do que beleza e perfume: presenteiam-nos com os seus florais.

As essências florais são extratos líquidos naturais de flores silvestres, altamente diluídos, que se destinam ao equilíbrio dos problemas emocionais, operando em níveis vibratórios sutis e harmonizando a pessoa no meio em que vive. O uso de flores para a cura é bastante remoto. Antigas civilizações do Oriente e os aborígines australianos já faziam o uso das essências através do orvalho. Mas a aplicação precisa das essências florais foi desenvolvida mais profundamente por Edward Bach, na década de 1930.

Tratamento integrante da Medicina Vibracional, os florais não agem devido à composição química do líquido, e sim pelas energias vitais provenientes da planta e contidas na matriz à base de água. As essências florais atuam através dos vários campos de energia humanos, os quais, por sua vez, influenciam o bem estar mental, emocional e físico.

De acordo com a terapeuta floral Cristina Aragão, durante palestra que realizou no Projeto Vibração Positiva, a eficácia dos florais não se dá por milagre: "Nós não temos apenas o corpo físico, temos também um corpo vital, que acompanha o físico, um corpo emocional, um corpo mental e uma série de outros corpos sutis. A doença emocional e a doença física se alojam nesses corpos, podendo estar em todos ou em um deles especificamente. Será que eu adoeço pela mente? Será que é o meu pensamento que não pára de se fixar em algo obsessivamente e que faz cair a minha imunidade? Ou será que é pela minha emoção? Ao persistir em alguma desarmonia emocional, note como se resulta daí uma mazela física. Assim, buscando a auto-percepção, você já estará a meio caminho para rastrear e tratar a sua tendência a se desequilibrar com aquele fato que lhe fez adoecer".

A Terapia Floral nos ajuda a reconhecer e tomar consciência das emoções e pensamentos que possam estar prejudicando o desenvolvimento pessoal, a saúde e a vida. Traz uma compreensão mais ampla, nos ajudando a perceber o sentido do sofrimento, a causa que está por trás dos sintomas. É essa percepção que amplia os caminhos de cura e transformação.

Segundo Cristina, a terapia floral é diferente de uma consulta psicológica: "Não é necessário falar de toda a sua vida para fornecer material para análise. Neste tratamento, observamos a pessoa e o que ela está sentindo agora. É como a Gestalt: não importam os processos passados atribuídos à mãe, ao pai, à criação. Interessa onde está doendo agora, neste exato momento. É alguma questão de identidade? É um problema com a família? É com a auto-estima? Vamos rastreando as emoções e depois as hierarquizamos: de tudo isso, o que dói mais? Assim, escolhemos as flores correspondentes que cubram aquele padrão, tomando o cuidado de não colocar muitas essências para não mobilizar demais emocionalmente, indicando, no máximo, seis florais por vidro", explica. Além do método racional de escolha das essências, também é possível trabalhar com o método intuitivo, através de um baralho com imagens de todas as flores, com o uso de um pêndulo ou com o kit de essências. Nesses casos, o paciente elege os florais de maneira intuitiva, com os olhos fechados.

Além dos florais de Bach, existem atualmente diversas outras floras, com finalidades específicas. Os florais são vendidos em farmácias e podem ser usados em forma de gotas ou creme. Por ser um medicamento vibracional, assim como a Homeopatia, é importante mantê-lo longe de computadores, telefones celulares, televisão e outros aparelhos eletrônicos, para que não perca suas propriedades. E o fundamental: ter disciplina. "O que faz diferença na mudança do nosso padrão emocional e na melhora da nossa saúde é a disciplina, que é prima da perseverança. Isso é universal. O que seria do diabético sem a insulina, ou do hipertenso sem o remédio diário? Se temos um tratamento como o floral, que é barato e acessível, é necessário ter disciplina para se obter resultados. É preciso estudar, se informar, buscar o tratamento com as condições que você possui", afirma Cristina, que recomenda buscar sempre a orientação de um bom profissional e a explicação sobre a atuação de cada essência, para que o paciente tenha clareza de quais emoções serão mexidas e trabalhadas.

De acordo com Cristina, precisamos entender que não há divisão em termos de saúde, assim como não deve haver extremismos. Há momentos em que é necessário dar o pontapé inicial com o remédio químico e complementar com a homeopatia, os florais ou tratamento similar. "De qualquer forma, os florais podem ser usados paralelamente a qualquer química, porque há, inclusive, flores que cobrem o padrão de intoxicação química, como a Chaparral, que elimina o residual químico do corpo sutil, para não gerar uma nova defasagem", afirma.

"Podemos caminhar paralelamente ao invés de excluir caminhos de cura, pois somos seres integrais, somos físicos, espirituais e divinos. Precisamos buscar, com nossa curiosidade e intelecto, integrar essas áreas e passar a dizer ao nosso alopata que buscamos também outros métodos de tratamento, em prol de uma saúde integral", conclui a terapeuta.

>> Confira o DVD da palestra feita por Cristina Aragão no Projeto Vibração Positiva
Voltar ao início
.
ClickArvore Uma floresta em suas mãos

Diante do apelo, muitas vezes trágico, que a natureza tem feito por uma urgente solução para conter o aquecimento global e a destruição de suas florestas, é comum sermos tomados de um sentimento de impotência ou de apatia. Afinal, em meio à roda-viva dos centros urbanos, como podemos efetivamente fazer a nossa parte? Entre tantas soluções, apresentamos uma das mais simples e efetivas: plante árvores. E se não puder colocar as mãos na terra, lance mão do ClickÁrvore.

Criado pela Fundação SOS Mata Atlântica, em parceria com a Editora Abril e o Instituto Ambiental Vidágua, o Clickarvore é um programa de reflorestamento com espécies nativas da Mata Atlântica pela internet. Basta se cadastrar gratuitamente e, todos os dias, clicar. Cada clique corresponde ao plantio de uma árvore e você pode acompanhar, pelo site, o local onde ela será plantada.

O ClickArvore visa o plantio de mudas de espécies nativas de Mata Atlântica em áreas degradadas dos 17 Estados, entre o Rio Grande do Norte e o Rio Grande do Sul, que compõem este bioma. Originalmente, a Mata Atlântica correspondia a 15% do território nacional, e hoje não passa de 1%. Sua recuperação, no entanto, é fundamental para a melhoria da qualidade e quantidade de água disponível para todos os tipos de uso: abastecimento público, agricultura e indústria. O plantio de árvores é hoje uma das melhores soluções para amenizar o aquecimento global, uma vez que, durante a fotossíntese, as árvores transformam o gás carbônico do ar em alimento, seqüestrando-o da atmosfera. Os corredores ecológicos criados graças a iniciativas como o ClickArvore promovem a conexão entre os diferentes remanescentes florestais, a fim de proteger a biodiversidade.

Como funciona?

As árvores virtualmente plantadas pelos usuários são custeadas por empresas patrocinadoras e pela sociedade civil, através do sistema de "floresta patrocinada". Os proprietários de terras interessados em receber as mudas doadas pelo Clickarvore se inscrevem e, se os dados estiverem de acordo com os parâmetros do programa, é assinado um contrato de cooperação recíproca, com encargos, no qual o proprietário se responsabiliza pela plantação e manutenção das mudas doadas. Anualmente, são vistoriadas todas as áreas contempladas pelo ClickArvore, cujas fotografias ficam disponíveis no site. Além disso, são feitas auditorias pelo LERF/ESALQ/USP, que certifica-se da realização e qualidade dos plantios.

Até hoje, já foram doadas mais de 17 milhões de árvores. No início, o projeto teve dificuldade para obter patrocínio, mas hoje encontra um problema inverso: tem mudas de sobra, mas carece de internautas clicando diariamente. Por isso, se você quer ajudar um pouquinho mais, coloque o Clickarvore como sua página inicial e, todo dia, quando abrir o computador, dê um clique. Você também pode mobilizar seus familiares e amigos a fazer o mesmo. Se você é empresário, que tal cadastrar seus funcionários e, diariamente, clicar por todos eles? Será uma maneira simples e barata de exercer sua responsabilidade ambiental.

>> Comece agora mesmo a sua floresta no ClickArvore

>> Veja outras formas de apoiar a Fundação SOS Mata Atlântica
Voltar ao início
Coluna Informando
. Tratamentos para a alma

Por Adriana Prato e Greice Rodrigues, com Cilene Pereira

Há uma revolução em curso na medicina que mudará para sempre a forma de tratar o paciente. Médicos e instituições hospitalares do mundo todo começam a incluir nas suas rotinas de maneira sistemática e definitiva a prática de estimular nos pacientes o fortalecimento da esperança, do otimismo, do bom humor e da espiritualidade. O objetivo é simples: despertar ou fortificar nos indivíduos condições emocionais positivas, já abalizadas pela ciência como recursos eficazes no combate a doenças. Esses elementos funcionariam, na verdade, como remédios para a alma – mas com repercussões benéficas para o corpo. No Brasil, a nova postura faz parte do cotidiano de instituições do porte do Instituto do Coração (InCor), em São Paulo, da Rede Sarah Kubitschek e do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no Rio de Janeiro, três referências nacionais na área de reabilitação física. Nos Estados Unidos, o conceito integra a filosofia de trabalho, entre outros centros, do Instituto Nacional do Câncer, um dos mais importantes pólos de pesquisa sobre a enfermidade do planeta, e da renomada Clínica Mayo, conhecida por estudos de grande repercussão e tratamentos de primeira linha.

A adoção desta postura teve origem primeiro na constatação empírica de que atitudes mais positivas traziam benefício aos pacientes. Isso começou a ser observado principalmente em centros de tratamento de doenças graves como câncer e males que exigem do indivíduo uma força monumental. No dia-a-dia, os médicos percebiam que os doentes apoiados em algum tipo de fé e que mantinham a esperança na recuperação de fato apresentavam melhores prognósticos. A partir daí, pesquisadores ligados principalmente a essas instituições iniciaram estudos sobre o tema.

Hoje há dezenas deles. Um exemplo é um trabalho publicado na edição deste mês da revista científica BMC Câncer sugerindo que o otimismo é um fator de proteção contra o câncer de mama. "Verificamos que mulheres expostas a eventos negativos têm mais risco de contrair a doença do que aquelas que apresentam maiores sentimentos de felicidade e positivismo", explicou Ronit Peled, da Universidade de Neguev, de Israel, autor da pesquisa. Na última edição do Annals of Family Medicine – publicação de várias sociedades científicas voltadas ao estudo de medicina da família – há outra mostra do que vem sendo obtido. Uma pesquisa divulgada na revista revelou que homens otimistas em relação à própria saúde de alguma forma ficaram mais protegidos de doenças cardiovasculares. Os cientistas acompanharam 2,8 mil voluntários durante 15 anos. Eles constataram que a incidência de morte por infarto ou acidente vascular cerebral foi três vezes menor entre aqueles que no início estavam mais confiantes em manter uma boa condição física. Provas dos efeitos da adoção da espiritualidade na melhora da saúde também começaram a surgir. Nos estudos sobre o tema, a prática aparece associada à redução da ansiedade, da depressão e à diminuição da dor, entre outras repercussões.

A partir de informações como essas, os cientistas resolveram identificar o que levava a esse impacto. Chegaram basicamente a duas razões. Uma é de natureza comportamental. Em geral, quem é otimista, tem esperança e cultiva alguma fé costuma ter hábitos mais saudáveis. Além disso, essas pessoas seguem melhor o tratamento. "Uma postura positiva leva a gestos positivos. Os pacientes se cuidam mais, alimentam-se bem, fazem direito a fisioterapia, mesmo que ela seja dolorosa", explica a clínica geral carioca Cláudia Coutinho.

A outra explicação tem fundamento biológico. Está provado que a manutenção de um estado de espírito mais seguro e esperançoso desencadeia no organismo uma cadeia de reações que só trazem o bem. "Se o paciente é otimista, encara um problema de saúde como um desafio a ser vencido. Nesse caso, as alterações ocorridas no corpo poderão ser usadas a seu favor", explica o pesquisador Ricardo Monezi, do Instituto de Medicina Comportamental da Universidade Federal de São Paulo. O bom humor, por exemplo, é capaz de promover o aumento da produção de hormônios que fortalecem o sistema de defesa, fundamental quando o corpo precisa lutar contra inimigos. Além disso, o riso provoca relaxamento de vários grupos musculares, melhora as funções cardíacas e respiratórias e aumenta a oxigenação dos tecidos.

É esse arcabouço de informações que permite hoje o uso, na prática, da espiritualidade, do otimismo, da esperança e do bom humor como recursos terapêuticos dentro da medicina. Nos Estados Unidos, por exemplo, pesquisadores da Universidade do Alabama preparam-se para começar a aplicar um tratamento batizado de "terapia da esperança". O sistema consiste em ajudar os pacientes a construir e a manter a esperança diante da doença. "O primeiro passo é auxiliá-los a encontrar um objetivo importante que dê sentido a suas vidas. Depois, aumentar a motivação para alcançá-lo e orientálos sobre os caminhos a serem seguidos", explicou à ISTOÉ Jennifer Cheavens, da Universidade de Ohio e participante do grupo que desenvolveu a novidade. Essa construção é feita com base em técnicas usadas na terapia cognitivo-comportamental, cujo objetivo é treinar o indivíduo a pensar e a agir de forma diferente para conseguir lidar de modo mais eficiente diante de condições adversas. O treinamento é feito com duas sessões semanais realizadas durante dois meses. A terapia será usada em portadores de deficiências visuais e nas pessoas responsáveis por seus cuidados. "Acreditamos que ela ajudará muito na redução da depressão e de outros problemas associados à perda da visão. Os pacientes ficarão mais motivados a lutar contra as dificuldades e a participar dos trabalhos de reabilitação", explicou à ISTOÉ Laura Dreer, professora do departamento de oftalmologia da Universidade do Alabama, nos EUA.

No Brasil, a inclusão da ferramenta na prática médica está mudando a rotina dos hospitais. No Instituto de Ortopedia, no Rio de Janeiro, por exemplo, o trabalho médico é acompanhado pelo suporte psicológico, dedicado especialmente a fortalecer uma atitude mais positiva. O trabalho, claro, não é simples. Os pacientes costumam ser vítimas de traumas medulares ocorridos em situações como acidentes ou quedas. De uma hora para outra, têm a vida totalmente limitada. "Por isso, precisamos ajudá-los a enfrentar a nova situação. Eles têm de passar por uma reabilitação física e emocional", explica a psicóloga Fátima Alves, responsável pelo grupo. E quem faz isso usando o otimismo e a esperança como armas sai ganhando. "Mostramos principalmente aos mais descrentes que a postura positiva no enfrentamento da doença é um remédio", afirma Tito Rocha, coordenador da unidade hospitalar do instituto. Em breve, eles abrirão um grupo para incentivar o cultivo da espiritualidade pelos doentes.

Na Rede Sarah, os pacientes são estimulados a participar de atividades que melhorem o humor e a disposição. Entre eles, estão o remo, a dança e os jogos. "No processo de reabilitação, esses recursos são fundamentais", afirma Lúcia Willadino Braga, presidente da Rede Sarah e considerada uma das melhores neurocientistas do País. "A doença deixa de ser o foco. Quando isso acontece, a recuperação é acelerada. O paciente fica menos tempo internado e retorna às suas atividades mais rapidamente", afirma. Constatações semelhantes são obtidas no InCor, em São Paulo. Lá, quem está internado recebe suporte psicológico para não entrar em depressão – já considerada fator de risco para doenças cardíacas – e manter o otimismo. "É preciso dar força para o espírito para que o corpo se recupere", afirma o cardiologista Carlos Pastore, diretor de serviços médicos da instituição.

Talvez o símbolo mais emblemático do fim do preconceito da medicina ocidental contra questões relativas à emoções e espiritualidade seja o que está acontecendo na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), a mais tradicional do País. Em novembro, a instituição sediará um evento para mostrar aos profissionais de saúde a importância de recursos como a espiritualidade e o bom humor na recuperação de pacientes. O curso será ministrado pelo geriatra Franklin dos Santos, professor de pós-graduação da disciplina de emergências médicas da universidade. No programa, há um bom espaço para ensinar os médicos e enfermeiros a usarem essas ferramentas. "Discutimos como isso deve ser aplicado na prática", diz o médico, que tem dado palestras pelas escolas de medicina do País inteiro.

Nos Estados Unidos, também há um esforço para treinar os profissionais de saúde. Só para se ter uma idéia, o Instituto Nacional de Câncer americano criou uma espécie de guia para orientar médicos, enfermeiros e psicólogos sobre como usar a espiritualidade do paciente a seu favor. Todo esse interesse é o sinal mais patente de que a revolução vai durar. Por isso, ninguém deve se surpreender se quando chegar ao consultório médico for indagado sobre suas condições de saúde, obviamente, mas também sobre sua relação com a espiritualidade ou disposição de esperança. "Questões como essas devem começar a ser cada vez mais levantadas", defende Brick Johnstone, professor de psicologia médica da Universidade Missouri-Columbia, nos EUA.

Fonte: Revista Isto É

Voltar ao início
....................................................................
. O consumidor ético e as marcas sustentáveis

Por Ricardo Voltolini, da Revista Idéia Socioambiental

Se, como diz a sabedoria popular, contra fatos não há argumentos, alguns dados recentes contribuem para derrubar as reservas dos céticos do movimento do consumo consciente no mundo. De acordo com um relatório do Cooperative Bank, o valor dos gastos dos britânicos com produtos verdes cresceu em 81% entre 2006 e 2007. Em 1999, os ingleses desembolsavam 9,6 bilhões de libras. Em 2007, as cifras estavam em 32,3 bilhões de libras. O mercado norte-americano de produtos ecologicamente corretos está estimado hoje em 227 bilhões de dólares. E ele só faz crescer, a despeito da crise econômica que tem incomodado o país no último ano.

Um em cada três italianos e franceses considera a questão ambiental em suas decisões de compra. Um em cada cinco alemães e espanhóis valoriza o fator sustentabilidade na hora de escolher um produto ou uma marca. No Brasil, dois em cada dez brasileiros punem ou premiam empresas segundo os seus compromissos sustentáveis. Mas se utilizada uma amostragem de consumidores de classe A, mais escolarizados, essa proporção cresce, aproximando-se do padrão dos europeus e norte-americanos.

Ainda que tais dados careçam de precisão e comparabilidade, na medida em que decorrem de pesquisas pontuais, eles possibilitam, para o que interessa a este artigo, duas conclusões gerais. A primeira: o "apelo verde", que parecia apenas uma moda politicamente correta, na segunda metade dos anos 1990, transformou-se, com a urgência das mudanças climáticas, em fator determinante no comportamento do novo consumidor deste século 21. A segunda conclusão cabível é que nenhuma empresa com produto voltado para o público final poderá, nos próximos anos, ignorar a variável da sustentabilidade como elemento importante na construção de sua marca, sob pena de perder clientes cada dia menos fiéis em mercados com produtos crescentemente comoditizados.

A inclusão da temática socioambiental entre as expectativas dos consumidores é, sem dúvida, uma peça nova no tabuleiro do mercado mundial, que vai mudar a maneira como os profissionais de marketing e os planejadores de branding edificam as marcas.

Uma escola de pensadores ingleses atribui a esse comportamento do consumidor a deflagração de uma espécie de terceira onda da construção de marcas. A primeira, denominada racional, e nascida nos anos 1950, fundamentava-se na apresentação dos atributos do produto. Movido pela razão, o consumidor estabelecia com a marca uma relação de confiança baseada na entrega objetiva do benefício que o produto oferecia.

A segunda onda, também conhecida como emocional, teria surgido na década de 1970 com a propaganda de uma certa marca de jeans que, em vez de ressaltar as suas características físicas ou funcionais, tentava convencer o consumidor a usar o produto apelando para a projeção aspiracional de liberdade, juventude, energia e rebeldia. A terceira onda, classificada como ética, teria começado nos anos 1990, inaugurando o conceito de "espiritual brand". A diferença para as duas anteriores está no fato de que, além identificar os aspectos funcionais do produto ou de aspirar a tê-lo por causa das emoções que evoca, o consumidor ético deseja, sobretudo, comprar produtos de marcas com valores e crenças, de empresas que pensem e ajam como eles.

Mais do que falar, os consumidores "éticos" têm demonstrado vontade de agir. Estima-se que, na média mundial, um terço deles já tenha boicotado pelo menos um produto em virtude de uma percepção de baixo compromisso socioambiental. Engajado, esse tipo de consumidor está, por essa razão, atento ao que dizem as mensagens das chamadas "campanhas verdes." E também desconfiado delas. No Reino Unido, o Advertiing Standarts Authorithy retirou de circulação, entre janeiro e setembro de 2007, 19 campanhas consideradas enganosas. Nos EUA, há um movimento semelhante.

Desse quadro completamente novo emerge uma reflexão importante. Parece não haver dúvida de que a preocupação sustentável consiste em elemento importante no processo de construção de uma marca contemporânea. O desafio que se coloca aos planejadores de branding é utilizar um marketing também sustentável, que leve em conta quatro princípios afinados com a noção de sustentabilidade: a verdade, a clareza, o não-desperdício e a coerência entre o que a marca promete e o que ele efetivamente entrega.

Ricardo Voltolini é publisher da revista Idéia Socioambiental e diretor da consultoria Idéia Sustentável.

Fonte: Mercado Ético

Voltar ao início
....................................................................
. Amazônia: 45% das espécies ameaçadas

Quase metade das espécies de árvores da Amazônia podem ser extintas até 2100 se as emissões mundiais de dióxodo de carbono continuarem aumentando. A temperatura média global pode subir 4,5 graus e o impacto imediato será a falta de água que, já em 2050, pode afetar de 1,6 a 2,6 bilhões de pessoas. A estimativa assustadora foi anunciada nesta quinta-feira, em Brasília, pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês).

– O aquecimento global é inequívoco – afirmou Martin Parry, do IPCC. – Para o Brasil ainda há muita incerteza, mas já temos evidências científicas que não só o Nordeste, mas o Sul do país sofrerá com a falta de água.

Para evitar os piores impactos, o IPCC afirma ser necessário um acordo mundial para que todos os países reduzam 80% de emissões de gases até 2050. Eles levarão essa proposta para a reunião de Copenhagen, na Dinamarca, que ocorrerá em dezembro de 2009 para fechar um acordo climático que substituirá o Protocolo de Kioto.

Responsabilidade brasileira

De acordo com o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Carlos Nobre, o desmatamento na Amazônia é responsável por 55% das emissões brasileiras. O quadro torna-se ainda mais grave quando constata-se que 70% desse desmatamento ocorre de maneira ilegal. Já a agricultura é responsável por 25% das emissões, sendo que a maioria vem das emissões do gás metano do rebanho bovino brasileiro, o maior do mundo, com mais de 200 milhões de animais. O setor de energia é responsável por 17% das emissões.

Para Nobre, o Brasil deveria concentrar-se no combate ao desmatamento da Amazônia. O país ainda não tem tecnologia para diminuir a produção do metano.

– A condição do Brasil, de ser o quarto maior emissor, nos obriga a assumir responsabilidades – acredita Nobre. – Mais de 50% do PIB brasileiro depende dos recursos naturais renováveis, mas o PIB brasileiro associado com o desmatamento é de apenas 1%.

O pesquisador defende que os países desenvolvidos recompensem financeiramente os países em desenvolvimento que reduzirem as emissões por desmatamento. Uma diminuição de 50% da devastação mundial custaria de US$ 17 bilhões a US$ 30 bilhões.

– O Brasil já tem 750 mil km² de área desmatada – afirmou Nobre. Um terço desta área está desocupada. Então deveria ser usada para atividades agrícolas. A redução do desmatamento não tem impacto na economia brasileira.

Crise mundial

Os especialistas do IPCC acreditam que ainda é cedo para saber as consequências que a crise financeira mundial trará para o meio ambiente. Mas as expectativas não são boas.

– As lideranças políticas terão outras prioridades – acredita Parry. – É verdade que em tempo de recessão sociedade e governo preocupam-se mais com o padrão de vida do que com qualidade de vida. Mas esse tema é muito importante e se não pensarem em um plano que seja sustentável em tempos de recessão, ele não será sustentável em momento algum.

O Plano Nacional sobre Mudança no Clima do Brasil deve ficar pronto até dezembro. Segundo o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, existe uma pressão das organizações ambientais para que sejam estabelecidas metas. O Itamaraty, no entanto, é resistente à idéia porque não acha justo que o Brasil estipule metas sem ter garantias de compensação tecnológica e financeira.

Fonte: Ambiente Brasil

Voltar ao início
....................................................................
. Novo método facilita uso de celulose para combustíveis

Por Sabrina Domingos, do Carbono Brasil

A dificuldade de se quebrar as moléculas de celulose contidas na madeira, na grama e em plantas para liberar o açúcar e transformá-lo em etanol, por exemplo, tem sido o maior empecilho à produção de biocombustíveis de segunda geração. O processo é caro e despende muita energia – o que o torna comercialmente inviável.

Um método mais eficiente, no entanto, estará disponível em breve, afirmam os pesquisadores do Instituto Max Planck para Pesquisa de Carvão, na Alemanha. A tecnologia desenvolvida por eles ajuda a destravar uma quantidade quase ilimitada de energia armazenada na biomassa.

Isso porque a equipe utiliza um líquido iônico para quebrar as moléculas de celulose, obtendo assim glucose, que posteriormente é convertida em açúcar – matéria-prima para a produção dos biocombustíveis. Esse processo é capaz de transformar até mesmo a celulose microcristalina, considerada muito resistente, explica o pesquisador Ferdi Schüth, que lidera o estudo no Instituto Max Planck.

"Com esse método, você pode usar madeira no início do processo. Por isso podemos dizer que essa tecnologia permite que a madeira seja diretamente convertida em açúcar", afirma.

As pesquisas para os biocombustíveis de segunda geração estão sendo incentivadas como forma de se encontrar alternativas que evitem o uso de alimentos para esse fim. Com o aproveitamento do açúcar contido na celulose, será possível utilizar restos das plantações, como galhos, folhas, resíduos de madeira, palha e grama para produção de bioetanol e biodiesel, por exemplo. Assim será possível ampliar a oferta de combustíveis mais limpos, sem que haja competição pelas culturas agrícolas utilizadas atualmente para alimentação.

Quebra das moléculas

Em temperatura ambiente, e sem adição de microorganismos, a celulose pode levar milhões de anos para se decompor. A resistência dessas correntes de celulose também significa que os seres humanos são incapazes de digerir fibras de plantas ou madeira. Apenas alguns animais, como as vacas, possuem a bactéria necessária para transformar as cadeias de celulose em moléculas de açúcar, convertendo assim, grama ou pasto em comida e energia.

A dificuldade de se destruir os elos que prendem o açúcar dentro da celulose das plantas e da madeira é que tem dificultado a viabilidade dos biocombustíveis de segunda geração. Pelos métodos convencionais, a biomassa é submetida a banhos ácidos ou a ambientes de alta temperatura e pressão - o que consome grande quantidade de energia.

A nova tecnologia desenvolvida na Alemanha dissolve primeiramente a celulose em uma solução iônica (de sais orgânicos em temperatura ambiente) para que as longas cadeias sejam quebradas, resultando em outras mais curtas e simples.

Ao se adicionar água, as correntes menores de celulose (glocuse) podem ser filtradas da solução iônica, que poderá ser reutilizada como catalisador. Para enfim transformar a glucose em moléculas de açúcar é preciso realizar um tratamento com enzimas.

O método ainda não é considerado pronto para comercialização porque os solventes iônicos possuem custo elevado, o que, por enquanto, não torna a utilização do processo em grande escala lucrativo.

* Com informações de RenewableEnergyWorld.

Fonte: Mercado Ético

Voltar ao início
....................................................................
. Pesquisadores desenvolvem tijolos com resíduos de árvores

Thiago Romero, da Agência FAPESP

Um grupo formado por quatro pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), em Manaus, desenvolveu um tijolo para a construção civil que utiliza resíduos de espécies frutíferas da maior floresta tropical do mundo como matéria-prima, algo bem diferente dos produtos convencionais feitos de argila.

A novidade, que levou oito meses para ser concluída e está em processo de patenteamento, é confeccionada com o ouriço e com a casca da castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa) e com fragmentos vegetais do tucumã (Astrocaryum aculeatum), palmeira que chega a medir 20 metros de altura.

O projeto de desenvolvimento do tijolo ficou com a segunda colocação na categoria "Econômica - Tecnológica" do prêmio Professor Samuel Benchimol 2008, concedido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior a iniciativas que visam ao desenvolvimento sustentável da Amazônia.

De acordo com o idealizador do produto, Jadir Rocha, pesquisador titular da Coordenação de Pesquisa em Produtos Florestais do Inpa, os componentes vegetais são triturados e aglutinados com resinas fenólicas, obtidas pela reação de condensação e polimerização entre um fenol e um aldeído (compostos químicos orgânicos), para em seguida passar por um processo de prensagem em altas temperaturas.

"Além das matérias-primas serem vegetais e, por isso, poderem ser recicladas após o uso em construções, outra novidade é que o tijolo se mostrou excelente isolante térmico. Ele tem um sistema de encaixe tipo macho-fêmea, sem precisar de massa ou cimento, o que facilita e reduz o tempo de construção das paredes e divisórias", disse Rocha à Agência FAPESP.

"Os resultados dos testes em laboratório foram bastante satisfatórios. As matérias-primas utilizadas na sua confecção são de alta durabilidade, conferindo resistência mecânica semelhante à dos tijolos convencionais", afirmou. Participaram do trabalho as pesquisadoras Cynthia Pontes, Tereza Bessa e Vânia Lima, do Laboratório de Engenharia da Madeira do Inpa.

Rocha conta que o tijolo, que ainda passará por novos estudos antes de chegar ao mercado, poderá ser utilizado em qualquer tipo de edificação até quatro andares. Segundo ele, é possível construir uma casa popular de cerca de 40 metros quadrados, por exemplo, com aproximadamente 5 mil tijolos.

"O desenvolvimento do tijolo foi motivado pela necessidade de pesquisas voltadas para o aproveitamento e a valorização da potencialidade da biodiversidade vegetal da Amazônia. É importante diminuir a pressão sobre os estoques de espécies arbóreas economicamente desejáveis, que vêm sendo reduzidas drasticamente na natureza", ressaltou.

Uma das justificativas para o desenvolvimento do projeto foi a grande disponibilidade de matéria-prima na região amazônica. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são produzidas anualmente mais de 30 toneladas de castanha-do-brasil no Norte do país. Estima-se que sejam gerados pelo menos duas vezes mais resíduos, que normalmente são jogados no lixo após a colheita do fruto.

"Ser agraciado com o prêmio Professor Samuel Benchimol é extremamente gratificante, pois se traduz no reconhecimento dessa proposta para o desenvolvimento sustentável da floresta amazônica", disse Rocha, ressaltando que a tecnologia do tijolo vai ao encontro dos planos de governo e prioridades de políticas públicas da região por se enquadrar nos objetivos do Plano Amazônia Sustentável (PAS), do Ministério do Meio Ambiente.

Fonte: Agência FAPESP

Voltar ao início
Agenda
Cine Gaia Jardim Botânico do Rio de Janeiro sedia festival de cinema ambiental


Acontece até 9 de novembro o 1º Festival de Cinema Ambiental do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, o Cine Gaia. São 40 filmes selecionados, além de sete outros títulos, da mostra Hors Concours.

Entre os destaques estão "O mundo segundo Monsanto", resultado do trabalho da jornalista francesa Marie-Monique Robin que denuncia os produtos e o lobby da Monsanto - empresa que controla 90% da produção transgênica mundial. A jornalista relaciona a expansão dos grãos da companhia com o suicídio de agricultores na Índia, relembra casos de contaminação por produtos químicos e detalha as relações políticas da empresa que permitiram a liberação do plantio de transgênicos nos Estados Unidos.

"Campos de Deméter", deusa grega que deu a agricultura à humanidade está no centro dessa produção, que traz a viagem de duas jovens - através do poder da águia xamã - na busca por conhecer a história, a diversidade e os mitos dos povos que trabalham sensatamente a terra. A idéia é fazer do festival uma representação da união entre meio ambiente e cultura, para levar ao público a dimensão da relação entre o homem e a natureza, através de trabalhos educacionais, poéticos, documentais e ficcionais.

Todas as atividades têm entrada franca.



Data: 31 de outubro a 9 de novembro
Local: Jardim Botânico, 1008 – Rio de Janeiro (RJ)
Informações: (11) 3038-5050 | www.cinegaia.org


Voltar ao início
....................................................................
Conferência de Mudanças Climáticas 1ª Conferência Latino-Americana de Mudanças Climáticas

Discutir problemas e procurar soluções é o objetivo da 1° Conferência sobre Mudanças Climáticas e Serviços Ambientais que acontecerá de 5 a 7 de novembro em Manaus, e contará com especialistas da Amérca Latina, além do ministro do Meio Ambiente Carlos Minc.

O evento será dividido em três grupos temáticos: Clima, Florestas e Serviços Ambientais e Energia. Durante a conferência, acontecerá o lançamento do Fórum Amazonense de Mudanças Climáticas, do Núcleo de Adaptação e Gestão de Riscos às Mudanças Climáticas e da Rede Estadual de Pesquisas em Mudanças Climáticas.



Data: 5 a 7 de novembro
Local: Escola de Saúde da Universidade do Estado do Amazonas
Informações: www.ceclima.sds.com.br


Voltar ao início
....................................................................
Eco Power Conference Fórum Internacional Eco Power Conference 2008

Estão abertas as inscrições para a segunda edição do Fórum Internacional de Energia de Renovável e Sustentabilidade - Eco Power Conference 2008, que acontece entre os dias 19 a 21 de novembro, em Florianópolis/SC. O objetivo do evento é proporcionar atualização de conhecimentos e troca de experiências na área de energias renováveis e meio ambiente.

Considerado um dos maiores centros de debates sobre o assunto, o evento reunirá novamente grandes nomes nacionais e internacionais. Entre os palestrantes convidados, a Eco Power Conference 2008 destaca:

Patrick Moore - um dos fundadores e ex-presidente do Greenpeace. Atualmente é presidente e cientista da empresa de consultoria ambiental Greenspirit Strategies. Patrick Moore participará do painel que abordará o tema "Economia Verde e Sustentabilidade" durante este fórum.

Fritjof Capra - Físico, cientista, ambientalista, educador e ativista, o austríaco ficou conhecido após lançar o livro "O Tao da Física". Atualmente é professor do Schumacher College, um centro de estudos ecológicos na Inglaterra. Na Eco Power Conference 2008, o austríaco exporá sobre "Uma ciência para viver de maneira sustentável".


Início: 19 a 21 de novembro

Local: Rua Durval Melquíades de Souza, 645 - Centro - Florianópolis (SC)
Informações: (48) 3224-0224 | www.ecopowerbrasil.com.br


Voltar ao início
....................................................................
Proenco Brasil III Congresso Mundial de Enfrentamento da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes

O Brasil sediará em novembro o III Congresso Mundial de Enfrentamento da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes. Realizado pelo Governo Brasileiro, ECPAT, UNICEF e NGO Group, o evento deverá reunir mais de três mil pessoas dos cinco continentes, entre representantes de governos, organizações não-governamentais e da sociedade civil.

O objetivo principal é a mobilização internacional para garantir o direito de proteção de crianças e adolescentes, a fim de definir estratégias e metas possíveis de serem pactuadas em cooperação internacional.

As inscrições para o III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes foram prorrogadas até o dia 10 de novembro e devem ser feitas pelo site.


Data: 25 a 28 de novembro de 2008
Local: Rio de Janeiro (RJ)
Informações: www.iiicongressomundial.net


Voltar ao início
Agenda
Suco de uva orgânico Suco de Uva Orgânico

Produzido pela família Chilanti, na Serra Gaúcha, adepta da agroecologia, este suco de uva orgânico é indicado por seu alto valor medicinal, rico em substâncias imunonutritivas, uma verdadeira panacéia de efeitos terapêuticos junto ao organismo e psiquismo humano. As uvas orgânicas possuem uma quantidade enorme de flavanóides, poderosos antioxidantes.

O suco de uva orgânico, geralmente caro e de difícil acesso, está agora ao seu alcance por um valor menor do que o praticado pelo mercado, graças a um convênio estabelecido entre a ONG Essência Vital e a família Chilanti.

Confira a tabela de preços:

1 litro: R$ 8,00 para soropositivos sócios da Essência Vital.
Caixa com 12 litros: R$ 96,00

1 litro: R$ 8,50 para sócios que não são soropositivos.
Caixa com 12 litros: R$ 102,00

1 litro: R$ 9,00 para soropositivos que não são sócios.
Caixa com 12 litros: R$ 108,00

1 litro: R$ 10,00 para pessoas não soropositivas, nem sócias.
Caixa com 12 litros: R$ 120,00
Para encomendar o suco de uva orgânico, ligue para (21) 3238-5190 ou 9899-9347.



Voltar ao início
....................................................................
DVDs do Projeto Vibração Positiva DVDs do Projeto Vibração Positiva

Todos os encontros do Projeto Vibração Positiva são gravados em DVD. São dezenas de palestras sobre alimentação, saúde, terapias naturais e qualidade de vida, para que as valiosas informações compartilhadas pelos profissionais de saúde convidados possam chegar ao maior número possível de pessoas. Confira a resenha desta edição:

Imunidade emocional: uma contribuição das flores

Neste encontro do Projeto Vibração Positiva, a terapeuta Cristina Aragão apresentou os benefícios dos florais, demonstrando como as doenças físicas têm relação com nossas emoções e de que forma podemos atingir a cura através do equilíbrio emocional.

Cristina explicou que não somos constituídos apenas dos nossos corpos físicos, mas também de corpos sutis, onde as doenças emocionais se alojam até culminarem em mazelas físicas, como já comprova grande parte do meio científico. O médico inglês Edward Bach, a partir de pesquisas, dividiu as emoções humanas em oito grandes grupos: preocupação excessiva com os outros, desinteresse pela vida, insegurança, desespero e capacidade de ser influenciado pelas opiniões alheias. A partir daí, desenvolveu um sistema de 38 essências florais que atuam no equilíbrio destas emoções e, por conseguinte, de suas respectivas doenças físicas.

Em uma palestra fascinante e repleta de informações valiosas, Cristina apresentou essências florais de diversos sistemas, trouxe indicações específicas para recuperação da imunidade e frisou a importância do autoconhecimento. Segundo a terapeuta, devemos buscar, com nossa curiosidade e intelecto, integrar tratamentos tradicionais com outras técnicas que também nos façam bem. "Precisamos nos perguntar o que sentimos, o que é que nos causa dor, qual é a nossa maneira de reagir, pois somos seres únicos. Assim, quando conseguirmos nos perceber melhor, estaremos a meio caminho para rastrear e tratar nossa tendência aos desequilíbrios e, dessa forma, chegar à cura", afirmou.

Valor: R$ 15,00

Para adquirir o DVD, ligue:
(21) 3238-5190 / (21) 3683-8344 / (21) 9899-9347
Ou escreva para vibracaopositiva@essenciavital.org.br



Voltar ao início
....................................................................
Reflexões sobre o consumo responsável Indicação de Leitura

Reflexões sobre o consumo responsável

Editora Le Monde Diplomatique Brasil
128 páginas
Preço: R$ 15,00


O consumo está na ordem do dia. Para o bem e para o mal. Precisamos consumir para viver. A pergunta é: o que consumimos? O que tem a ver a necessidade humana de bem viver com a atual explosão do consumo, com a cultura do que é efêmero e descartável? O consumismo tornou-se uma grande armadilha para o ser humano e para o planeta. Até que ponto o consumo responsável pode ajudar na superação da atual crise de alimentos no mundo? Não podemos separar o movimento mundial pelo consumo responsável da necessidade de uma política de segurança alimentar para todos os seres humanos do planeta. O direito à alimentação deve ser associado ao consumo e à produção sustentáveis.

Em vez de sermos meros consumidores de um modelo econômico que impõe valores e produtos, optamos por uma consciência crítica como consumidores que desejam decidir sobre o que compram e o que comem, tendo em vista as nossas necessidades como seres humanos e não as necessidades do capital e ainda, as necessidades do planeta, com base nos princípios da simplicidade voluntária, da austeridade e da sustentabilidade.



Voltar ao início
ONG Essência Vital
Tels.: (21) 3238-5190 | 3278-4020 | 9899-9347 | 9343-7255 comunicacao@essenciavital.org.br

www.essenciavital.org.br
Acesse este link caso você não queira mais receber nossa newsletter.
Se você não deseja mais receber nenhum de nossos e-mails, cancele seu cadastro aqui.