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Edição 13 - 1 de Maio de 2009 - Publicação Quinzenal

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 Campanha pela sede própria
Leonardo Boff Dia Internacional da Mãe Terra

Tal como está, a Terra não pode continuar. É urgente que mudemos nossas mentes e corações, nosso modo de produção e padrão de consumo, caso queiramos ter um futuro de esperança.

Bioenergética Bioenergética, desbloqueios e saúde

Todos nascemos com um quantum de energia vital que, durante os processos pelos quais passamos na vida, vai sendo bloqueado. Para reverter o processo, conte com a ajuda da Bioenergética.

Consumo série

Mesmo que você passe o dia todo sem sequer abrir a carteira, terá consumido muita coisa. Então, opte por um estilo de vida simples, no qual a felicidade esteja no bom uso daquilo que temos.

Cinema
Mataram irmã Dorothy


Dorothy Narrado pelo ator Wagner Moura, o documentário trata do brutal assassinato da freira americana e ativista ambiental Dorothy Stang, 73 anos, morta com seis tiros em 2005, no interior do Pará. O filme investiga as razões da morte da freira e os mandantes do crime.

Outros eventos:

Seminário: Física Quântica e Espiritualidade
Curso: Formação em Terapia Comunitária
Feira: Unomarketing: Comunicação Consciente

Loja
Coluna Informando
ecovila Ecovilas exploram soluções para um futuro sustentável

Viver em harmonia, trabalhando de forma comunitária e cuidando de todo ambiente a sua volta, produzindo sua comida e energia, sem poluir, é um sonho antigo da humanidade. As ecovilas têm servido como laboratórios do futuro.
goiaba Corpo imune

Além de deliciosa e pouca calórica, a goiaba tem quase cinco vezes mais vitamina C que a laranja, fortalece o sistema imunológico, atua contra o envelhecimento precoce das células e previne doenças como câncer e infecções.
desmatamento Efeitos globais do bife brasileiro

Enquanto em países desenvolvidos a maior parte dos gases de efeito estufa vem do setor energético, quase 60% das emissões brasileiras resultam do desmatamento para a abertura de novas pastagens.
FIB Felicidade para todos

A satisfação de uma pessoa depende do contentamento que se tem em nove áreas diferentes. Esse cálculo, que produz o índice de Felicidade Interna Bruta (FIB), já está sendo usado para orientar políticas públicas, empresariais e até pessoais.
Aziz Belo Exemplo: O médico da pobreza

Aziz Miguel Filho é um médico que paga para trabalhar. Para cuidar da saúde dos 1.800 moradores de Barra do Ribeira, em São Paulo, ele gasta R$ 2 mil por mês com aluguel, gasolina e remédios para seus pacientes
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Leonardo BoffDia Internacional da Mãe Terra

Leonardo Boff

Na quarta-feira passada, Leonardo Boff, representante da Comissão da Carta da Terra, discursou na Assembléia Geral da ONU para fundamentar a petição de declarar o dia 22 de abril como o Dia Internacional da Mãe Terra. Ele compartilha conosco seu emocionante discurso.

No ano de 2000, a Carta da Terra nos fazia esta severa advertência: "Estamos num momento crítico da história da Terra, na qual a humanidade deve escolher o seu futuro... A nossa escolha é: ou formamos uma aliança global para cuidar da Terra e cuidarmos uns dos outros ou arriscamos a nossa própria destruição e a da diversidade da vida". Se a crise econômico-financeira é preocupante, a crise da não-sustentabilidade da Terra se apresenta ameaçadora. Os cientistas que acompanham o estado da Terra, especialmente a Global Foot Print Network, têm falado do Earth Overshoot Day, do dia em que foram ultrapassados os limites da Terra. E isso ocorreu exatamente no dia 23 de setembro de 2008, uma semana após o estouro da crise econômico-financeira nos EUA. A Terra ultrapassou em 40% sua capacidade de reposição dos recursos necessários para as demandas humanas. Neste momento, necessitamos de mais de uma Terra para atender a nossa subsistência.

Como garantir a sustentabilidade da Terra já que esta é a premissa para resolver as demais crises: a social, a alimentar, a energética e a climática? Agora já não temos uma Arca de Noé que salva alguns e deixa perecer os demais. Todos devemos nos salvar juntos.

Como asseverou recentemente com muita propriedade o Secretário Geral desta Casa, Ban Ki-Moon: "não podemos deixar que o urgente comprometa o essencial". O urgente é resolver o caos econômico, mas o essencial é garantir a vitalidade e a integridade do planeta Terra. É decisivo superar a crise financeira, porém o imprescindível e essencial é: como vamos salvar a Casa Comum e a Humanidade que é parte dela?

Esta é a razão para termos adotado a resolução sobre o Dia Internacional da Mãe Terra que, a partir de agora, se celebrará no dia 22 de abril de cada ano. Dado o agravamento da situação ambiental, especialmente do aquecimento global, temos que atuar juntos e rápido. Não temos tempo a perder, nem nos é permitido errar. Caso contrário, há o risco de que a Terra possa continuar, mas sem nós.

Em nome da Terra, nossa Mãe, de seus filhos e filhas sofredores e dos demais membros da comunidade de vida, quero agradecer a esta Assembléia Geral por haver sabiamente aprovado esta resolução. Neste contexto, me permito fazer uma breve apresentação do fundamento que sustenta a idéia da Terra como nossa Mãe.

Desde a mais alta ancestralidade, as culturas e religiões sempre têm testemunhado a crença na Terra como Grande Mãe, Magna Mater, Inana e Pachamama. Os povos originários de ontem e de hoje tinham e têm clara consciência de que a Terra é geradora de todos os viventes. Somente um ser vivo pode produzir vida em suas mais diferentes formas. A Terra é, pois, nossa Mãe universal.

Durante séculos e séculos prevaleceu esta visão até a emergência recente do espírito científico no século XVI. A partir de então, a Terra já não é mais considerada como Mãe, senão como uma realidade sem espírito, entregue ao ser humano para ser submetida, mesmo com violência. A mãe-natureza que devia ser respeitada se transformou em natureza-selvagem que deve ser dominada. A Terra se viu convertida num baú cheio de recursos naturais, disponíveis para a acumulação e o consumo humano.

Neste novo paradigma não se coloca a questão dos limites de suportabilidade do sistema-Terra nem dos recursos naturais não renováveis. Pressupunha-se que os recursos seriam infinitos e que poderíamos ir crescendo ilimitadamente na direção do futuro. O que efetivamente é uma grande ilusão.

A preocupação principal era e é: como ganhar mais no menor tempo possível e com um pequeno investimento? A realização histórica desse propósito fez surgir um arquipélago de riqueza rodeado por um mar de miséria.

O PNUD de 2007-2008 o confirma: os 20% mais ricos do mundo absorvem 82,4% de todas as riquezas da Terra enquanto os 20% mais pobres têm que se contentar com apenas 1,6%. Estes dados provam que uma ínfima minoria monopoliza o consumo e controla os processos econômicos que implicam pilhagem da natureza e grande injustiça social.

Entretanto, a partir dos tardios anos 70 do século passado se tem imposto a constatação de que um planeta pequeno, velho e limitado como a Terra já não pode suportar um projeto ilimitado. Faz-se urgente outro modelo que tenha como eixo a Terra, a vida e o bem-viver planetário no quadro de um espírito de colaboração, de responsabilidade coletiva e de cuidado.

Agora a preocupação central é: como viver e produzir em harmonia com a Terra, com os seres humanos, como o universo e com a Última Realidade, distribuindo equitativamente os benefícios entre todos e alimentando solidariedade para com as gerações presentes e futuras? Como viver mais com menos?

Foi neste contexto que se resgatou a visão da Terra como Mãe. Já não é mais a percepção dos antigos, mas uma constatação empírica e científica. Foi mérito dos cientistas e sábios como James Lovelock, Lynn Margulis e José Lutzenberger nos anos 70 do século passado, ter demonstrado que a Terra é um super-organismo vivo que se auto-regula. Ela articula permanentemente o físico, o químico e o biológico de forma tão sutil e equilibrada que, sob a luz do sol, propicia a produção e a manutenção de todas as formas de vida. Por milhões de anos o nível do oxigênio, essencial para a vida, se mantém em 21%, o nitrogênio, decisivo para o crescimento, em 79% e o nível de sal dos oceanos em 3,4%. E assim acontece com todos os elementos necessários para a vida. Não é que sobre a Terra haja vida. A Terra mesma é viva, chamada de Gaia, a deusa grega para significar a Terra viva.

Que toda a Terra está cheia de vida no-lo comprova o conhecido biólogo Edward O. Wilson. Escreve ele:"Num grama de terra ou seja, em menos de um punhado, vivem cerca de dez bilhões de bactérias pertencentes até a seis mil espécies diferentes". Efetivamente, a Terra é Mãe fecunda.

A Terra existe já há 4, 4 bilhões de anos. Num momento avançado de sua evolução, de sua complexidade e de sua auto-organização, começou a sentir, a pensar e a amar. Foi quando emergiu o ser humano. Com razão nas línguas ocidentais homo/homem vem de húmus, terra fecunda. E em hebraico Adam se deriva de adamah, terra cultivável. Por isso, o ser humano é a própria Terra que anda, que sente, que pensa e que ama, como dizia o poeta indígena e cantador argentino Atahualpa Yupanqui.

A visão dos astronautas confirma a simbiose entre Terra e Humanidade. De suas naves espaciais testemunhavam de forma comovedora: "Daqui, contemplando este resplandecente planeta azul-branco, não se percebe nenhuma diferença entre Terra e Humanidade. Formam uma única entidade". Mais que como povos, nações e etnias, devemos nos entender como criaturas da Terra, como filho e filhas da Mãe comum.

Entretanto, olhando a Terra mais de perto, nos damos conta de que ela se encontra crucificada. Possui o rosto do terceiro e quarto mundo, porque vive sistematicamente agredida. Quase a metade de seus filhos e filhas padece fome e sede e é condenada a morrer antes do tempo. A cada quatro segundos, consoante dados da própria ONU, morre uma pessoa estritamente de fome.

Por isso, são expressões de amor à Mãe Terra as políticas sociais de muitos países, como por exemplo, de meu país, o Brasil, sob o governo do Presidente Luis Inácio Lula da Silva, particularmente o programa Fome Zero e Bolsa Família. Em seis anos, se devolveu vida e dignidade a 50 milhões de pessoas que antes viviam na pobreza e na fome.

Temos que baixar a Terra da cruz e ressuscitá-la. Para esta tarefa gigantesca somos inspirados por um documento precioso: a Carta da Terra. Nasceu da sociedade civil mundial. Sua elaboração envolveu mais de cem mil pessoas de 46 países. Em 2003, uma resolução da UNESCO a apresentou "como um instrumento educativo e uma referência ética para o desenvolvimento sustentável". Participaram ativamente de sua concepção Mikhail Gorbachev, Maurice Strong e Steven Rockfeller e eu mesmo entre outros. A Carta entende a Terra como dotada de vida e como nosso Lar Comum. Apresenta pautas concretas que podem salvá-la, cuidando-a com compreensão, com compaixão e com amor, como cabe a toda mãe. Oxalá, um dia, esta Carta da Terra possa ser apresentada, discutida e enriquecida por esta Assembléia Geral. Caso seja aprovada, teríamos um documento oficial sobre a dignidade da Terra junto com a declaração sobre a dignidade da pessoa humana.

Mas cabe fazer uma advertência. Para sentir a Terra como Mãe não é suficiente a razão dominante que é funcional e instrumental. Necessitamos enriquecê-la com a razão sensível, emocional e cordial, pois aí se enraíza o sentimento profundo, se elaboram os valores, se cultivam o cuidado essencial, a compaixão e os sonhos que nos inspiram ações salvadoras. Nossa missão, no conjunto dos seres, é a de sermos os guardiões e cuidadores desta sagrada herança que recebemos do universo: a Terra, nossa Mãe.

Para terminar, permito-me fazer uma sugestão: que se coloque na cúpula interna da Assembléia uma destas imagens belíssimas e plásticas da Terra vista a partir de fora da Terra. Suspensa no transfundo negro do universo, ela evoca em nós sentimentos de reverência e de mútuo pertencimento. Ao contemplá-la, tomamos consciência de que aí está o nosso Lar Comum.

Pediria ainda que fosse aprovada uma recomendação de que no dia 22 de abril, dia Internacional da Mãe Terra, se fizesse um momento de silêncio em todos os lugares públicos, nas escolas, nas fábricas, nos escritórios, nos parlamentos para que nossos corações entrem em sintonia com o coração de nossa Mãe Terra.

Concluo. Tal como está, a Terra não pode continuar. É urgente que mudemos nossas mentes e nossos corações, nosso modo de produção e nosso padrão de consumo, caso queiramos ter um futuro de esperança. A solução para a Terra não cai do céu. Ela será o resultado de uma coalizão de forças em torno a uma consciência ecológica integral, valores éticos multiculturais, fins humanísticos e um novo sentido de ser. Só assim honraremos nossa Casa Comum, a Terra, nossa grande generosa Mãe.

Muito obrigado.

Leonardo Boff, representante do Brasil e da Comissão da Carta da Terra.

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bioenergética Bioenergética, desbloqueios e saúde

Todos nascemos com um quantum de energia vital, que nos gera equilíbrio e saúde. Durante os processos pelos quais passamos na vida, essas energias vão sendo bloqueadas em algumas partes do corpo, abrindo portas para determinadas doenças. Para reverter este processo, conte com a ajuda da Bioenergética.

Segundo a psicóloga Sulimar Salgado, é fácil constatar o bloqueio energético quando apresentamos sintomas, vamos ao médico, fazemos exames, mas nada é diagnosticado: "Nestes casos, pode ser uma doença psicossomática, ou seja, no nível da psique. O contrário também acontece. É o princípio da mente sã, corpo são. Se alguma coisa no corpo não está bem, a mente também vai refletir, seja em forma de depressão, pânico, ou outros sintomas".

As emoções que não expressamos ficam contidas em nosso corpo, formando contraturas, as chamadas couraças musculares. As defesas psicológicas que usamos para lidar com a dor e o estresse, tais como racionalizações, negação e supressões também estão ancoradas no corpo e aparecem como padrões musculares que inibem a expressão. Esses padrões tornam-se inconscientes e passam a fazer parte da própria identidade, impedindo-nos de modificá-los, mesmo que entendamos a natureza do problema.

A Bioenergética pode ajudar a desbloquear a expressão através de exercícios e posturas corporais, bem como de técnicas de respiração. Criada a partir do trabalho de Wilhelm Reich, a Terapia Bioenergética é baseada no conceito de saúde vibrante, respiração, carga e descarga de energia, movimento livre e espontâneo. O ponto de partida é o trabalho corporal, buscando a integração entre corpo, mente e espírito. O objetivo é proporcionar às pessoas a capacidade de vivenciar e expressar adequadamente prazeres e dores, alegrias e tristezas, raiva, amor e sexualidade.

Existem exercícios para todos os segmentos do corpo: olhos, boca, pescoço, peito, diafragma, pélvis, pernas e pés. As práticas permitem a liberação da energia reprimida através de choro, riso, catarse e vibração espontânea do corpo. Estas vivências aliviam as tensões, possibilitando a oportunidade de enxergarmos os nossos comportamentos automáticos e modificá-los. Desta forma, conseguimos ser mais espontâneos e mais conscientes.

Segundo Sulimar, tudo na Bioenergética começa com a respiração, que pode ser feita em repouso ou movimento, mas sempre da forma adequada: "O bebê, quando dorme, movimenta a barriga, que sobe e desce respirando. Essa é a maneira correta de respirar. Com o tempo, perdemos essa respiração e começamos a fazer uma respiração torácica, pois vamos desenvolvendo bloqueios com as primeiras limitações da vida, que vão nos levando a sufocar, ficar irritados. Assim vamos contraindo, impedindo que o corpo tenha esse fluxo natural, vital, necessário e importantíssimo", explica.

A psicóloga ressalta que os exercícios de Bioenergética devem ser feitos, no máximo, três vezes ao dia por quem está começando a praticar. Mais do que isso, apenas com acompanhamento terapêutico, pois as práticas mexem com toda a estrutura vital, podendo impactar no funcionamento dos esfíncteres, na alimentação e no sono.

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>> Confira o DVD da palestra realizada pela psicológica Sulimar Salgado no Projeto Vibração Positiva

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série A Newsletter Essência Vital iniciou, na quinta edição, uma série de matérias que vão lhe ajudar a se tornar uma pessoa mais sustentável. São dez hábitos simples que você pode incorporar ao dia-a-dia e que vão impactar positivamente sua relação com o planeta, afinal, a mudança do mundo começa em nós. Vamos então ao próximo passo:

consciente 9º hábito: Consumir menos

Pense rápido: o que é consumo? O mais comum é as pessoas associarem consumo a compras, o que está correto, mas incompleto, pois não engloba todo o sentido. A compra é apenas uma etapa do consumo. Antes dela, temos que decidir o que consumir, por que consumir, como consumir e de quem consumir. Depois de refletir a respeito desses pontos é que partimos para a compra. E após a compra, existe o uso e o descarte do que foi adquirido.

Considerando todos esses aspectos do consumo, você vai ver que ele está presente praticamente o tempo todo em nossas vidas. Mesmo que você passe o dia todo sem sequer abrir a carteira, terá consumido muita coisa. Por isso, o consumo é algo muito importante e provoca diversos impactos. Primeiro em nós mesmos, já que temos que arcar com as despesas do consumo e também nos beneficiamos do bem-estar derivado dele. Depois, o impacto na economia, porque, ao adquirirmos algo, movimentamos a máquina de produção e distribuição, ativando a economia. Também afeta a sociedade, porque é dentro dela que ocorrem a produção, as trocas e as transformações provocadas pelo consumo. E por fim, o impacto sobre a natureza, que nos fornece as matérias-primas para a produção de tudo o que consumimos.

Embora seja considerada por nossa sociedade com bastante naturalidade, a prática do consumismo pode ser exercida com compulsão e, até mesmo, transformar-se em uma doença - o que já é suficiente para colocar em risco a sustentabilidade do Planeta. É fundamental, portanto, que aprendamos a separar o joio do trigo, distinguindo o que é essencial daquilo que é supérfluo. Afinal de contas, estamos consumindo para viver ou estamos vivendo para consumir?

O que entendemos como "nosso estilo de vida", na verdade, reduz-se a uma vitoriosa estratégia de manipulação por parte da mídia no sentido de elevar nossa potência de consumo. Nosso juízo de valor transferiu-se para a órbita do que temos e consumimos. A questão passa a ser: como manter (e ostentar) este nível de consumo? Reduzindo o tempo dedicado ao lazer e às relações humanas e, é claro, trabalhando cada vez mais. Para os exaustos, nada melhor do que a descontração publicitária da televisão, com suas invenções de sonhos e "necessidades" - o que, por conseguinte, acabará nos exigindo mais trabalho.

A saída deste beco está no imediato cultivo de uma cidadania que contemple uma prática de consumo sustentável, que considere a real necessidade do produto a ser adquirido e leve em conta seus efeitos tanto sobre nossa saúde, como sobre a sociedade e o meio ambiente.

Como consumir conscientemente?

Um cidadão é responsável quando opta por consumir apenas o necessário, evitando a compra por impulso. Um ótimo caminho está na escolha de produtos a granel, por exemplo, que utilizem embalagens recicláveis. Planejar as compras, reduzir o desperdício, evitando os descartáveis e, sempre que possível, buscar a reutilização. Acima de tudo, é fundamental a valorização de empresas que apresentem compromissos éticos com o meio ambiente e com a sociedade.

Pense na necessidade do produto antes de comprá-lo. Depois de consumi-lo, pratique a coleta seletiva, separando embalagens, matéria orgânica e óleo de cozinha usado. Jogue no lixo apenas o que não for reutilizável ou reciclável. Evite o desperdício de alimentos. Use produtos de limpeza biodegradáveis. Adquira produtos recicláveis ou produzidos com matéria-prima reciclada (durável e resistente). Prefira embalagens de papel e papelão. Utilize lâmpadas econômicas e pilhas recarregáveis ou alcalinas. Enfim, mude seus hábitos de consumo e descarte.

O "Ministério do bom-senso" pergunta:

- Eu realmente preciso deste produto?

- Tenho dinheiro suficiente para consumir isto?

- Este produto tem durabilidade?

- A empresa que produz este produto cuida bem da natureza e trata bem seus funcionários?

- É adequado o local onde descarto este produto?

Praticar o consumo consciente consiste numa atitude de liberdade de escolha e de protagonismo da própria existência. É uma tomada de posição clara, democrática e ética. O consumo consciente fatalmente irá gerar uma reflexão e tal reflexão pelos consumidores deverá gerar uma cadeia de estímulos que irá contagiar positivamente as empresas e seus funcionários, sua família, colegas e amigos que, diante do exemplo, serão impelidos a refletir sobre os seus próprios atos de consumo.

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>> Dicas de consumo consciente

>> Confira algumas orientações práticas

>> Assista ao imperdível vídeo A História das Coisas e entenda o que envolve nossos padrões de consumo

>> O que você tem feito para mudar seus hábitos de consumo? Compartilhe em nossa comunidade no Orkut

Com informações de: Coleção Consumo Sustentável e Instituto Akatu.
Coluna Informando
ecovila Ecovilas exploram soluções para um futuro sustentável

Viver em harmonia, trabalhando de forma comunitária e cuidando de todo ambiente a sua volta, produzindo sua comida e energia, sem poluir, é um sonho antigo da humanidade. Já antevendo a crise socioambiental em que mergulharíamos, iniciativas surgiram no mundo todo nas últimas décadas tentando construir uma melhor realidade. Sob nomes diferentes como comunidades alternativas, comunidades sustentáveis ou ecovilas, elas já são mais de 15 mil em todo o mundo e têm servido como laboratórios vivos do futuro que queremos alcançar. "As ecovilas ou comunidades são centros de aprendizado e de transformação. Ali, se experimentam soluções que depois podem ser levadas para as cidades", esclarece Marcelo Ribeiro, integrante da ecovila Terra Una, de Minas Gerais. Ele destaca ainda, que estas experiências não se restringem a áreas isoladas dos grandes centros urbanos, mas já se mesclam a eles, como fazem a Casa dos Hólons e a Morada da Floresta, em São Paulo.

Los Angeles é outra cidade que tem uma ecovila urbana, além de contar com a iniciativa do Path to Freedom, em Pasadena, em sua região metropolitana. Marcelo aposta numa transição gradual para solucionar os desafios atuais como também prega a corrente Transition Towns.

O termo ecovila foi criado em um encontro em 1995, em Findhorn, no Reino Unido, um dos experimentos mais antigos neste campo. Iniciado em 1962 por apenas três pessoas em um trailer estacionado numa área degradada no Norte da Escócia, hoje ele reúne mais de 500 pessoas e 30 empreendimentos diferentes, todos empenhados em restaurar o equilíbrio da vida na Terra.

A área em seu entorno conta com jardins, hortas orgânicas e floresta sendo restaurada. A comunidade capta energia eólica e trata de forma natural, com tanque anaeróbico e plantas - sistema conhecido como "Living Machine", toda a água que utiliza, devolvendo-a limpa ao ambiente. Ela se tornou um pólo difusor de tecnologias sustentáveis, tanto no campo ecológico, quanto no social e no econômico. Findhorn conta com uma moeda própria, o EKOS, que serve para fortalecer a economia local.

A partir das dificuldades vividas ali e em outras 22 ecovilas em diferentes países, desenvolveram-se vários instrumentos para a construção de comunidades intencionais. Permacultura, bioconstrução, energias renováveis, economia solidária, governança circular, comunicação não violenta e resolução pacífica de conflitos são estratégias largamente utilizadas e aprimoradas em décadas de convívio e trabalho conjunto.

Este aprendizado gerou o currículo Gaia Education, que ensina a planejar para que esta e as futuras gerações contem com recursos para sua existência, e explora as mudanças necessárias para se viver bem em comunidade. Ele é oferecido em diferentes espaços ao redor do mundo sendo que foi aplicado pela primeira vez em ambiente urbano pelo Brasil, em 2006, na Umapaz - Universidade Livre do Meio Ambiente e da Cultura de Paz, em São Paulo. Este ano, além da capital paulista, ele está previsto para acontecer no Rio de Janeiro, em Porto Alegre e em Salvador.

Relacionamento humano é o maior desafio

"Quem pensa que infraestrutura é o primeiro passo para se iniciar uma comunidade comete um grande engano. Muitas iniciativas partiram daí, com casas, centro comunitário e outros equipamentos prontos e sucumbiram por falta de gente interessada em ocupá-los", conta Oberom Correa da Silva, integrante da Mato Dentro, na região de São Lourenço, em Minas Gerais.

Ele ainda lembra de outras iniciativas que construíram sua estrutura em conjunto, na medida em que novos integrantes iam chegando, mas também não duraram por divergências internas. "O que eu vi dar certo foi o que começou pequeno e cresceu de forma espontânea, baseado no afeto de uns para com os outros", completa o jovem de 27 anos, que nasceu e vive até hoje na comunidade mineira.

"O desenvolvimento individual é essencial para termos harmonia grupal", explica Eliana Isabel Gavenda, que viveu por 10 anos na comunidade de Nazaré Paulista, SP, de onde partiu para fundar a Aldeia Arawikay, na região da Grande Florianópolis.

"O ser humano é complexo e sempre haverá conflitos. O importante é observar: onde colocamos nossa energia? Nos problemas ou nas soluções?", comenta Pomei Kwong, moradora há três anos de Crystal Waters, na Austrália. "Também é importante festejar e se divertir. Nas festividades, se constrói a união e se dissolvem desavenças", relata a jovem; lembrando ainda que a comunidade australiana usa a técnica de "Heart Circles" (Círculos do Coração) para a resolução de conflitos.

Este movimento tem conquistado avanços significativos e dado ao mundo exemplos como Damanhur, próxima de Turin na Itália, eleita pela ONU como comunidade sustentável modelo e escolhida como a ecovila mais bonita do mundo, pela revista Communities.

Ao contrário da idéia de isolamento a elas atribuída, as ecovilas têm entre suas premissas a interação com a vizinhança, expandindo a melhoria da qualidade de vida e a preservação ambiental para seu entorno. Nelas se pratica largamente um sistema de permuta em que produtos e serviços são intercambiados sem a necessidade de dinheiro. "Uma vez, saí com 18 objetos dos quais não precisávamos mais e voltei com as 18 janelas que nos faltavam para terminar um salão", conta Elena Gavenda, da Arawikay.

Muitas lançam sua própria moeda, para fortalecer as trocas locais e agilizar os negócios nas feiras de troca que praticam. Essas moedas trazem em si a filosofia dos negócios justos e são utilizadas somente após dinâmicas nas quais os participantes entendem o que é uma economia solidária, em oposição à economia predatória do levar vantagem ou gerar lucro a qualquer preço.

Outro pilar da economia solidária é a transparência contábil, isto é, todos os gastos de um evento, por exemplo, ficam expostos, mostrando como o investimento para a participação foi definido e em que será usado cada centavo pago pelos participantes.

Essas comunidades também recebem visitantes, que ali podem comprovar que há formas mais eficientes e harmônicas de organizar a vida humana na Terra, baseadas na cooperação, e não na costumeira competição.

>> Indique para amigos

Para conhecer mais, consulte os sites GEN - Global Ecovillage Network e Gaia Brasil.net.

>> Conheça o Instituto de Permacultura e Ecovilas do Cerrado (IPEC)

>> Portal das comunidades sustentáveis

Fonte: Comunidade Banco do Planeta

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goiaba Corpo imune

Por Luiza Martins

O que você vê ao lado é capaz de provocar reações no corpo além da água na boca. E, claro, todas em benefício da saúde. Quer apostar? Bom, se costuma procurar a laranja para abastecer o corpo de vitamina C, saiba que a goiaba é quase cinco vezes mais potente no nutriente.

No que esta informação ajuda o bem-estar do organismo? A nutricionista Beatriz Botequio de Moraes, da Equilibrium Consultoria em Nutrição e Bem-Estar responde. "A vitamina C é um antioxidante, que evita a lesão das membranas celulares, combatendo a ação dos radicais livres". Esses vilões provocam o envelhecimento precoce das células e, assim, favorecem o desenvolvimento de diversas doenças. Em outras palavras, isso significa que quanto mais vitamina C, mais imune a eles o corpo fica. "A ingestão deste nutriente contribui para a proteção contra o câncer, melhora do sistema imunológico, proteção contra infecções, fadiga, processos alérgicos e hemorragias", lista a nutricionista clínica Anna Luiza Simeão de Oliveira, do Hospital Sírio-Libanês.

Dá-lhe nutrientes

O alimento apresenta lugar de destaque entre as frutas tropicais, principalmente devido ao seu valor nutritivo. "Conta com teores de vitaminas A e B, açúcar, ferro, cálcio e fósforo superiores à maioria das frutas. Além de ser rica em fibras solúveis", conta a nutricionista Marina Assumpção Ramires, do Hospital Nove de Julho. Os minerais (cálcio, fósforo e ferro) contribuem para a formação dos ossos e dentes, enquanto as fibras têm a tarefa de regular as funções intestinais e ainda manter os níveis de gordura e açúcar do sangue em dia.

"A vitamina A é boa para a visão, conserva a saúde da pele e auxilia no crescimento. Já a vitamina B, ajuda no bom funcionamento do sistema nervoso e aparelho digestivo, tonificando, ainda, o músculo cardíaco", explica a nutricionista Daniela Jobst. E para sentir tudo isso no corpo, basta uma unidade por dia.

Vermelha x Branca

As diferenças entre as duas vão além da polpa. E para quem não sabe a distinção entre uma e outra no momento da compra, preste bem atenção à casca. "A branca tem casca esverdeada e a vermelha tem casca amarelada", analisa Daniela Jobst.

No quesito quantidade de nutrientes, a branca deixa a concorrente para trás. Em relação à vitamina C, principal benefício oferecido pela fruta, são 80,1 mcg contra 45,6 mcg da vermelha. Analisando a quantidade de potássio (220 mcg) e fósforo (16 mg), os índices também são maiores na versão mais clara (contra 198 mcg e 15 mg, respectivamente).

Além disso, a goiaba branca possui vitamina A, nutriente não oferecido pela vermelha. Mas não pense que este segundo tipo sai perdendo na briga. Ele conta com um poderoso aliado: o licopeno, que quando absorvido pelo organismo, ajuda a frear os efeitos nocivos dos radicais livres, que atacam as células saudáveis do corpo e contribuem para o surgimento de doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer.

Contra-indicações

De maneira geral, o consumo da goiaba é indicado para todos, com semente e tudo. Há restrição apenas para pessoas com problemas gastrointestinais (sensibilidade digestiva). Para os predispostos à asma ou reações alérgicas, distância da goiaba seca, já que estes problemas podem ser desencadeados pela presença dos sulfitos, uma espécie de aditivo alimentar contido neste alimento. Quem sofre de diverticulite, uma inflamação que se manifesta, normalmente, no intestino grosso formando pequenas bolsas, também precisa se privar de seu consumo, já que as sementes podem se instalar nestas bolsas e agravar o quadro inflamatório.Para aqueles que não se encaixaram em nenhum destes perfis, corra para o sacolão, feira ou supermercado mais próximo e garanta sua unidade diária da deliciosa fruta.

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Fonte: Revista Vida Natural

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bife Efeitos globais do bife brasileiro

Por Igor Zolnerkevic*

O maior rebanho bovino do mundo pertence ao Brasil. Dados do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE) sugerem um número total de 170 a 207 milhões de cabeças de gado - quase ou mais que um boi por habitante. O Brasil é um caso muito importante de impacto ambiental da produção de gado de corte. O relatório de 2006 "A Longa Sombra do Gado de Corte", da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), cita o Brasil muitas vezes e chama a atenção para as peculiaridades do país. Enquanto em países desenvolvidos a maior parte dos gases de efeito estufa (GEE) vem do setor energético, a mais recente estimativa divulgada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), com base em dados de 1994, revela que 55% a 60% das emissões brasileiras resultam do desflorestamento, geralmente para abertura de novas pastagens.

De fato, não existe um estudo científico preciso do volume dos GEE do desmatamento que se deve à formação de pastagens, justifica Paulo Barreto, pesquisador do Instituto Imazon, em Belém, no Pará. É possível, no entanto, estimar uma ordem de grandeza. Se 75% a 80% do desmatamento na Amazônia são devidos à abertura de pastagens, então, só esse processo, na Amazônia, responde por 41% a 48% das emissões de GEE brasileiras.

Somando a esse número as emissões da atividade do gado de corte em si - segundo estudos recentes, algo como 9% das emissões totais do país - conclui-se que direta ou indiretamente a carne bovina produz em torno de 60% dos GEE do Brasil. Isso é mais que o triplo da média global, que o relatório da FAO estima em 18%.

Com base no relatório da FAO, apareceram notícias, principalmente na mídia européia, estimando que 1kg de carne bovina brasileira produz 45kg de CO2-equivalente, enquanto a européia registra entre 15 kg e 25 kg de carbono por 1kg de carne, diz Matheus de Almeida, mestrando em economia aplicada na Escola Superior de Agricultura da Universidade de São Paulo (Esalq-USP). Para ele "o setor produtivo nacional teme boicotes e barreiras tarifárias".

Novos Dados

Magda Lima, da unidade da Embrapa de Jaguariúna, observa que os números sugeridos pelo IPCC e utilizados em projeções de emissões de GEE estão baseados em trabalhos restritos a regiões temperadas. As referências envolvendo a região tropical são escassas. A Embrapa, por exemplo, começou a medir emissões de NO2 e encontrou números diferentes dos sugeridos pelo IPCC, de acordo com a pesquisadora. Mesmo com o início recente das pesquisas, há 10 anos, o Brasil já é referência em pesquisa de emissões de ruminantes, considera Magda Lima, que também coordena a preparação de relatórios ainda confidenciais sobre as emissões de GEE do rebanho nacional e de seus dejetos. Essas medidas integram um novo levantamento oficial de emissões, que o Brasil entregará ainda este ano à convenção climática da ONU.

O primeiro inventário das emissões brasileiras foi publicado em 2004, com base em dados de 1986 a 1996. O novo contará com dados obtidos com a criação da Rede Agrogases de pesquisa da Embrapa Meio Ambiente, que funcionou de 2003 a 2007. Esse trabalho foi uma espécie de mutirão para medir diretamente as emissões de atividades agropecuárias no Brasil.

Com esse levantamento, foi possível obter valores de emissão específicos para o perfil do rebanho nacional, incluindo diferenças entre raças, distinção entre machos e fêmeas e idades, relata a pesquisadora. Ela reconhece, no entanto que ainda há muito trabalho a fazer nessa área. Especialmente porque "a informação varia entre cada um dos estados da federação". O desafio, acrescenta, "é montar o experimento como ele deve ser". Apenas medir a emissão de metano não diz nada, adverte. Vários parâmetros devem ser considerados para serem correlacionados. E, às vezes, lamenta a pesquisadora "não há pessoal e equipamento adequados para isso".

Formação e informação adequadas também são parte dos obstáculos para implementar técnicas como o manejo pastoril e o sistema silvipastoril em escala nacional. Suporte financeiro é importante, mas apenas isso não basta, considera Almeida, da Esalq, para quem a difusão de conhecimento é imprescindível. Para o pesquisador, há muitos trabalhos promissores, mas nem sempre eles estão disponíveis no campo, onde os produtores ainda se valem de recursos arcaicos, entre eles o fogo, na preparação das terras de cultura ou pastagens.

Conceitos-chave

- O desmatamento para pastagens na Amazônia é a maior fonte de emissões de gases de efeito estufa do Brasil. Contribui com aproximadamente 50% do total.

- Desconsiderando o desmatamento, a pecuária bovina brasileira é responsável diretamente por 36% das emissões de gases de efeito estufa restantes do país, ou 9% do total. Emite quase seis vezes mais que o setor de transporte.

- Para reduzir as emissões, pesquisadores recomendam o melhoramento da eficiência do sistema de criação extensivo, principalmente com o manejo adequado de pastagens e a integração da pecuária com a silvicultura.

- O Ministério da Ciência e Tecnologia divulgará este ano um novo inventário oficial das emissões de gases de efeito estufa no Brasil, com dados inéditos coletados entre 2000 e 2006.

*Igor Zolnerkevic é jornalista científico, já colaborou com publicações como o jornal Folha de S.Paulo e a revista Pesquisa Fapesp. Mantém o blog Universo Físico.

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>> Impactos ambientais da produção de carne - SVB

>> A pecuária e o desmatamento da Amazônia na era das mudanças climáticas

>> Assista ao vídeo Uma Vida Interligada

Fonte: Scientific American Brasil

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FIB Felicidade para todos

Por Liane Alves

Você tem idéia do quanto é feliz, ou por que não é? Pouca gente sabe responder isso de bate-pronto. Mas as mesmas perguntas que podem ser usadas para avaliar a satisfação de uma pessoa também servem para medir a felicidade dos funcionários de uma empresa, dos habitantes de uma cidade ou da população de um país. Ciente da importância de ter súditos felizes, Jigme Singye Wangchuck, o rei do Butão, criou há mais de 30 anos um índice de desenvolvimento social baseado em pesquisas que procuram mapear o que pode trazer felicidade para seu povo. O FIB, ou Felicidade Interna Bruta, tornou-se então o fator determinante na aplicação das políticas governamentais desse minúsculo reino de orientação budista entre a China e o Tibete.

Essa criativa experiência começa a render frutos. Prefeitos de algumas cidades do mundo (inclusive do Brasil), presidentes de instituições ou mesmo pessoas comuns estão dispostos a imitar esse simpático e bem-sucedido exemplo. O Brasil sediará em novembro o próximo Encontro Internacional sobre Felicidade Interna Bruta-FIB, com a provável presença do rei butanês, um jovem de 27 anos, herdeiro do rei que implantou o FIB. Diz o ministro de Planejamento do Butão, Dasho Karma Ura, que veio a São Paulo em outubro do ano passado para falar da experiência de seu país. "As pessoas sempre podem se tornar mais felizes. Um bom começo é procurar detectar com minúcias o que nos traz felicidade - e o que nos causa sofrimento". Algo em que, ironicamente, sequer paramos para pensar.

O mundo muda

O Butão, um reino fechadíssimo ao mundo contemporâneo, tem o tamanho aproximado do Estado do Rio de Janeiro, 600.000 habitantes e regiões com climas variados, do calor úmido de suas florestas tropicais até o gélido inverno da sua capital, Thimpu, a quase 4000 metros de altitude. Tem 72% do seu território preservado e 28% dele é considerado santuário ecológico. Isto é, o país inteiro é ambientalmente protegido. Mas não é por sua beleza natural ou pela índole pacífica de seus habitantes que o Butão se tornou mundialmente conhecido. Desde a implantação do FIB, o país se transformou numa espécie de laboratório onde se gestam possíveis rumos para o futuro da humanidade. Para concretizar esse sonho, o Centro de Estudos do Butão reuniu especialistas de vários países para encontrar os critérios que determinam a satisfação com a vida e um alto índice de bem-estar físico e psicológico. Realizaram-se diversos estudos e chegou-se aos nove indicadores que compõem o FIB atualmente. Esses parâmetros mais gerais foram, por sua vez, subdivididos em 73 itens, para responder com mais precisão aos anseios do povo. O resultado: o nascimento de um país economicamente viável, socialmente justo e ecologicamente correto.

Uma conferência em junho de 2008 foi organizada para se repensar a definição de progresso e nela índices como o PIB, que hoje norteiam as decisões de políticas governamentais, foram duramente criticados (o PIB leva em conta a soma de bens e serviços produzidos em uma região durante um período determinado). Esse índice está cada vez mais relativizado por outros indicadores, como o IDH, que mede o índice de qualidade de vida, incluindo a educação e a expectativa de vida como fatores de desenvolvimento, e o FIB. Sinal de que o mundo está mudando. A conferência foi patrocinada por instituições de peso, como a ONU, o Banco Mundial, a Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OECD), a Federação Islâmica e a União Européia. "As Nações Unidas estão cada vez mais interessadas em internacionalizar o FIB", diz Michael Pennock, economista canadense especializado em políticas públicas. Pennock adaptou para o mundo ocidental as perguntas do questionário butanês, hoje disponíveis no site do Centro de Estudos do Butão para serem utilizadas por qualquer país. Ele também é um dos responsáveis pela aplicação do questionário do FIB em sua cidade, Victoria, no Canadá. "A idéia é aplicar o FIB localmente, para que, com o sucesso obtido, o índice posteriormente possa ser usado como referência para as políticas públicas governamentais", afirma.

Futuro melhor

De acordo com Susan Andrews, idealizadora da ecovila Visão Futuro, situada perto de São Paulo, e coordenadora da FIB no Brasil, a ONU pretende, depois de concluídas as Metas do Milênio, em 2015, adotar os indicadores do FIB como o novo desafio para a humanidade. "Não existe idéia mais bem-sucedida que aquela para a qual o tempo chegou", diz a psicóloga e antropóloga formada em Harvard e há 30 anos no Brasil. "A frase é do escritor Victor Hugo e sintetiza bem a urgência na aplicação do FIB como um indicativo propiciador de novas realidades futuras", diz. "Sempre se apostou na riqueza material como situação ideal para o surgimento da felicidade. A idéia de ‘quanto mais, melhor’ chegou à exaustão." Susan enfatiza: "Hoje nos Estados Unidos as pessoas andam 25 vezes mais de avião que há 40 anos. O número de carros por habitante dobrou, o PIB triplicou. Mas pesquisas mostram que uma entre quatro pessoas se declara muito infeliz. O número de suicídios quadruplicou." Susan acredita que o Brasil tem condições para se tornar o primeiro país do mundo (fora o Butão) a adotar oficialmente o FIB como índice de desenvolvimento social.

Sem dúvida, seria um grande teste para o FIB. O Butão é pequeno, fechado (a televisão só entrou ali em 1999, por exemplo) e norteado pela cultura budista. Mas será que o índice funcionaria por aqui? No Brasil, um protótipo de FIB foi colocado em prática em abril de 2008, em Angatuba, a 181 km de São Paulo. Na capital paulista, a idéia já conquistou um primeiro defensor: o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, que propõe ainda este ano iniciar pesquisas de medição do FIB em subprefeituras da capital.

Retrato da alma

As pesquisas sobre o FIB traçam um complexo estudo sobre a psique humana. Os primeiros questionários aplicados eram tão ricos em detalhes que levavam cerca de oito horas para serem respondidos. "Diferentemente dos índices econômicos tradicionais, o FIB inclui também questões inteiramente subjetivas, como taxas de emoções negativas e positivas da população, avaliação da saúde mental, social e espiritual dos habitantes ou possíveis causas geradoras de estresse", diz Karma Ura.

Além disso, os nove itens têm o mesmo peso no cômputo total, além de se relacionarem entre si (o que os técnicos chamam de transversalidade). A conseqüência disso é que, por exemplo, não se prioriza o bem-estar material sem se levar em conta seu custo ambiental. "O sucesso em uma dimensão da felicidade pode acarretar o fracasso em outra. Por isso, todos os níveis são considerados iguais e interdependentes", afirma Ura. "É essa integração que garante a visão de totalidade e o bom êxito das políticas públicas."

Além disso, mede-se a importância de valores culturais, sociais e espirituais. Aí, é claro, as respostas variam de país para país. Num reino de influência budista como o Butão, valores como "prazer" e "liberdade" podem ser menos importantes do que numa sociedade ocidental. Já o exercício da compaixão ou de práticas como a meditação e a prece têm um peso muito grande. "O mais importante", diz Ura, "é que todos essas variáveis sejam levadas em conta."

O que é avaliado

FIB Mesmo num país de orientação budista, o bem-estar material está na base de tudo. É difícil ser feliz com o estômago vazio e sem um teto seguro. Mas a conquista da riqueza material - e esse é o segredo da interdependência dos itens - não pode afetar a saúde física ou emocional, comprometer o uso equilibrado do tempo ou interferir no tempo dedicado às práticas espirituais (incluídas no subitem "saúde espiritual"). "Chegamos à conclusão de que seis horas de trabalho são suficientes para manter ativa a economia do país sem prejudicar as atividades individuais das pessoas. Assim, elas têm tempo para dormir as horas de sono de que precisam, socializar-se com a família e com a comunidade ou exercitar-se fisicamente", diz o ministro butanês.

As atividades econômicas, mesmo que rentáveis, também não podem prejudicar o meio ambiente ou causar danos sociais. "As pessoas se mantêm felizes quando há um equilíbrio entre todos os campos", diz Karma Ura. Michael Pennock relata, por exemplo, que ao se priorizar demais a área da saúde no Canadá, com implantação de hospitais, ampliação do número de médicos e distribuição gratuita de remédios, as pessoas passaram a ficar mais doentes. "Isso porque diminuiu a criação de novos parques dedicados ao lazer, de espaços para atividades físicas ou de cursos educativos que estimulam a boa alimentação, todos setores promotores de saúde física e psicológica", afirma. "Não adianta, as políticas públicas só funcionam bem quando estão integradas."

Um ponto extremamente importante: os dados do FIB são constantemente atualizados. Assim é possível observar se as medidas adotadas em cima dos índices anteriores efetivamente surtiram efeito. Se elas funcionaram, as pessoas se tornam mais felizes. Simples assim. Uma boa providência. Atualizar o que nos traz felicidade, e ver se ela está aumentando ou diminuindo ao longo do tempo e de nossas experiências, é algo que todos nós podemos fazer, inclusive pessoalmente. Se o índice de felicidade estiver diminuindo, ou se não há um equilíbrio entre as diversas áreas da vida, é melhor agir. E rápido. Em outra direção.

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>> Veja também: Muito além do PIB

Fonte: Planeta Sustentável


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Aziz Filho BELO EXEMPLO

O médico da pobreza


Por Ricardo Kotscho

Passa um pouco das duas horas da tarde nesta primeira terça-feira de março, um dos dias mais quentes do ano, quando finalmente encontramos nosso personagem chegando a Barra do Ribeira. Estamos numa das portas de entrada da Estação Ecológica Juréia-Itatins, a maior reserva de Mata Atlântica do Brasil, com quase 80 mil hectares, um santuário da vida marinha declarado Sítio do Patrimônio Mundial Natural pela Unesco, que se espalha por cinco municípios do litoral sul paulista. Barra do Ribeira é um bucólico distrito de Iguape, município de 30 mil habitantes e 1.980 quilômetros quadrados, o maior do Estado em área. O combinado era meio-dia, mas como aqui não pega celular, não dava para falar com ele e saber o que estava acontecendo.

O popular Doutor Aziz, como todos o conhecem por aqui, já desce do carro fazendo festa para todo mundo que encontra pela frente, perguntando pelos doentes da família. Até os cachorros chegam correndo ao avistar esta improvável figura de médico, sem nenhuma preocupação com o figurino, com suas roupas e modos de eterno estudante.

Como faz todas as semanas, o cirurgião-geral Aziz Miguel Filho, paulistano de 55 anos, deu plantão no Hospital Municipal do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, das sete da manhã de sábado às sete da manhã de domingo, e voltou às sete da noite para outro plantão, que terminou às sete da noite de segunda. Mas, ao contrário do que costuma fazer, desta vez ele teve o bom senso de só partir no dia seguinte para Barra do Ribeira, e acabou se atrasando na viagem.

Quando pergunta "como vai, tudo bem?" a um dos 1.800 moradores deste bucólico lugarejo, onde o Rio Ribeira do Iguape, que vem do Paraná, deságua no mar, invariavelmente Doutor Aziz ouve alguma queixa como resposta. Onde quer que esteja, almoçando no restaurante, no bar com amigos, caminhando pela calçada ou em sua modesta casa de um dormitório numa rua de terra alugada por R$ 400 mensais, ele não escapa de dar uma consulta. Ninguém pode ver o médico sem se queixar de algum achaque da saúde ou de problemas de saúde com alguém da família. É raro alguém lhe responder "tudo bem, doutor".

Antes mesmo de passar em sua casa, Doutor Aziz come rapidamente um petisco de isca de peixe e começa sua romaria ambulatorial visitando os pacientes. Esta é sua rotina em Barra do Iguape, faz dois anos e meio, agora sem nada receber. Desde o final do ano passado, quando foi demitido por divergências com o Departamento Municipal de Saúde, onde recebia um salário de R$ 4.800, ele paga para trabalhar.

Mesmo sem contrato, porém, Aziz voltou a atender seus pacientes no começo do ano. Além do aluguel da casa, arca com as despesas de combustível e de farmácia porque, segundo ele, não adianta dar a receita porque a maioria dos doentes não tem condições de comprar os remédios e poucos estão disponíveis no posto de saúde. Nos casos mais graves, transforma seu Fox preto ano 2005 em ambulância e paga R$ 7,50 na balsa para ir a Iguape ou leva para São Paulo quem necessita de cirurgias. Gasta com seu trabalho voluntário em torno de R$ 2 mil por mês, mas ninguém espere ouvir tristezas da sua boca.

Pai solteiro de Thiago, 19 anos, que estuda filosofia na Unicamp, o médico mora quando está em São Paulo com uma tia, Vera, e o cachorro, Fome Zero, num apartamento em Perdizes, e se vira com o salário de R$ 6.500 que recebe da prefeitura de São Paulo para dar seus plantões na área de urgência e emergência do Hospital Municipal do Tatuapé. Ali também tem a função de preceptor, quer dizer, orienta, acompanha e passa sua experiência aos jovens médicos residentes, trabalho que o deixa muito feliz.

Pacientes nas casas e nas ruas

Entramos primeiro numa edícula onde mora o metalúrgico e artesão Antonio Lira, de 56 anos, nascido em Santos, aposentado por invalidez, com um salário mínimo, portador de hanseníase. Com a mulher e seis netos, ele vive nos fundos de um corredor escuro. A casa só tem dois cômodos: sala/cozinha e um quarto de dormir, com um beliche e uma cama de casal. O banheiro fica do lado de fora.

O tratamento prescrito pelo médico previa alimentação especial, à base de proteínas, e muito repouso para fazer os enxertos de pele necessários. Como? Metade do seu salário Antonio gasta com o aluguel da edícula. Ele criou seis dos dez filhos do primeiro casamento de Lenil da Silva Pinto, de 64 anos, com quem vive há 22 anos. Destes seis, dois se separaram e deixaram com o casal seis netos para criar. Lenil ganha meio salário mínimo de pensão e Antonio completa a renda vendendo objetos de artesanato feitos com palitos de sorvete, caminhando de muletas pelas ruas. A família não recebe cesta básica nem bolsa-família. Lenil chora ao me contar sua história, mas Antonio de nada se queixa. "Eu agradeço sempre a Deus porque conheci nos hospitais pessoas que estão numa situação mais difícil do que a minha."

Aziz costuma ficar mais tempo ouvindo as histórias dos seus pacientes do que recomendando exames e remédios. O diagnóstico comum a todos é um só: pobreza. Com as duas pernas amputadas até a virilha, sentada no sofá, Avelina de Aguiar Marques, de 83 anos, abre um enorme sorriso ao ver que o doutor Aziz está entrando na sala da sua casa.

"Meu coração, vem cá!", ordena dona Avelina, e tasca um beijo no médico, abraça-o com força. Ela sofria de trombose, tinha feridas nos pés, sentia dores insuportáveis nas pernas, que chegaram a ficar pretas. Depois de percorrer vários hospitais da região, Avelina conseguiu fazer a cirurgia em Pariqueraçu, a 80 quilômetros de Iguape, graças à ajuda do Doutor Aziz, faz seis meses. "Agora eu estou muito feliz, o senhor nem imagina... Se não fosse esse meu coração querido...", derrete-se ela, pegando na mão do médico.

Um vira-lata vem correndo, pula na porta e fica latindo até conseguir entrar. "É o Tor", apresenta Aziz para o assustado fotógrafo sentado no banco de trás. "Vira-lata e bêbado me seguem o dia inteiro aqui...". Além de médico ele aqui também é veterinário. Já recolheu garça ferida na beira da estrada e uma gaivota untada de petróleo na praia para tratar em sua casa, um refúgio de vira-latas.

Aziz pergunta de um e de outro e, a caminho de sua casa, explica sua escolha por trabalhar neste encantador fim de mundo cercado de água e mata. "Eu moro aqui porque me sinto útil. Esta população sempre foi muito carente, sem assistência. E em que outro lugar do planeta eu vou encontrar tanta vida como aqui, do ser humano, da planta, do céu, da água, dos animais? Não estou só dando, não, eu também sugo esta vida." Belo e estranho lugar este, onde a natureza ainda é preservada e sobrevive com mais saúde do que os homens. Crianças vêm correndo e param o carro só para dar um beijo nele. Agora entendo por que doutor Aziz é feliz aqui, mesmo sem salário.

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>> Leia a matéria completa sobre o trabalho do Dr. Aziz Filho

Fonte:
Revista Brasileiros


Agenda
Cultura

Irmã Dorothy Mataram Irmã Dorothy

O filme trata do brutal assassinato da freira americana Dorothy Stang, 73 anos, morta com seis tiros, em 2005, em Anapu, no interior do Pará. Narrado pelo ator Wagner Moura, o documentário revela bastidores do controvertido julgamento dos assassinos da missionária americana, que teve novos desdobramentos no mês passado, quando a justiça anulou o caso e pediu a prisão de Vitalmiro Bastos, o Bida, apontado como suposto mandante do crime.

O longa-metragem, de 94 minutos, também investiga as razões da morte da freira, bem como sobre os verdadeiros mandantes do crime. Irmã Dorothy lutou por cerca de trinta anos até a sua morte pela implantação de um modelo de assentamento rural que garantisse o manejo sustentável da floresta, o que desagradou a madeireiros e criadores de gado da região. As muitas imagens da irmã Dorothy presentes no filme revelam, além do carisma, uma lucidez impressionante, ou seja, a convicção de que sua luta em defesa das populações carentes e da floresta era uma luta pela vida.

Apesar da relevância do tema, infelizmente o filme está sendo exibido em pouquíssimas salas de cinema no Brasil. No Rio de Janeiro, em apenas uma:

Estação Botafogo
Rua Voluntários da Pátria, 88 - Botafogo, Rio de Janeiro (RJ)
Tel.: (21) 2226-1988
Sala 2: 15h30

Confirme o horário antes de sair de casa.

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>> Confira o site do filme (em inglês)

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Seminário

Física Quântica Física Quântica e Espiritualidade

A Comunidade Espiritual Unindo Corações promoverá no dia 3 de maio o seminário Física Quântica e Espiritualidade, com o professor Laércio Fonseca, físico formado pela Unicamp, com especialização em Astrofísica e Cosmologia. Ele é autor dos livros: "Introdução à Cosmologia e à Astrofísica" e "Física Quântica e Espiritualidade", entre outros.

Laércio falará sobre a teoria da relatividade de Einstein, fará uma introdução sobre física clássica e quântica, abordará os estados quânticos da consciência e os aspectos fundamentais da física quântica que abrem as portas para a espiritualidade.

Data: 3 de maio
Horário: 15h às 19h
Local: CEUC - Rua Maria Eugênia, 303 - Humaitá, Rio de Janeiro (RJ)


Informações: (21) 2535-0349 | (21) 2246-0813 | unindocoracoes@gmail.com

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>> Saiba mais sobre o seminário
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Curso

Terapia Comunitária Formação em Terapia Comunitária

O Instituto Noos está com inscrições abertas para a 4ª turma do Curso de Formação em Terapia Comunitária, que será realizado no Rio de Janeiro com o professor Adalberto Barreto e a equipe do instituto. O curso é dirigido a profissionais das áreas de saúde, educação e assistência social.

A Terapia Comunitária (TC) é uma proposta nascida na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, desenvolvida pelo Prof. Dr. Adalberto de Paula Barreto, psiquiatra, que hoje está em prática em muitos estados brasileiros e também no exterior. Ela tem se mostrado um excelente recurso para lidar com o sofrimento decorrente da exclusão social, pobreza e violência que atingem comunidades inteiras em nosso país. É um procedimento terapêutico de fácil acesso e viável para grandes grupos. Nas palavras do próprio prof. Adalberto:

"A Terapia Comunitária é um instrumento que nos permite construir redes sociais solidárias de promoção da vida e mobilizar os recursos e as competências dos indivíduos, das famílias e das comunidades. Procura suscitar a dimensão terapêutica do próprio grupo valorizando a herança cultural dos nossos antepassados indígenas, africanos, europeus e orientais, bem como o saber produzido pela experiência de vida de cada um."

1º Módulo: 27 a 30 de maio (fora do Rio de Janeiro, com o prof. Adalberto Barreto).

2º Módulo: 01 a 04 de julho (no Rio de Janeiro, com a equipe do Noos).

3º Módulo: 16 a 19 de setembro (no Rio de Janeiro, com a equipe do Noos).

4º Módulo: 21 a 24 de outubro (fora do Rio de Janeiro, com o prof. Adalberto Barreto).

Informações: (21) 2579-2357 | (21) 3283-9873 | cursos@noos.org.br | www.noos.org.br


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Feira e Seminário de Marketing Sustentável

Unomarketing Unomarketing - Comunicação Consciente

A Feira e Seminário de Marketing Sustentável Unomarketing - Comunicação Consciente é um evento para empresas e profissionais das áreas de Comunicação e Marketing que tenham ações para a promoção da sustentabilidade nas suas atividades empresariais. Os participantes estarão reunidos durante os dias 2, 3 e 4 de junho na Fecomercio, em São Paulo, para ampliar seus horizontes no que diz respeito à articulação de suas ações com clientes e fornecedores para oferecer soluções integradas de comunicação responsável.

O seminário é idealizado por um comitê gestor com profissionais de destaque, como os publicitários Percival Caropreso e Valdir Cimino, Regina Augusto (Meio & Mensagem) e Ismael Rocha (ESPM).

Data: 2 a 4 de junho
Horário: 13h às 19h
Local: Fecomércio: Rua Dr. Plínio Barreto, 285 - Bela Vista, São Paulo (SP)

Informações: (11) 3032-5633 | unomarketing@sators.com.br | www.unomarketing.com.br

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>> Confira a programação completa
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Agenda
Suco de Uva Orgânico

Suco de uva orgânico Produzido pela família Chilanti, na Serra Gaúcha, adepta da agroecologia, este suco de uva orgânico é indicado por seu alto valor medicinal, rico em substâncias imunonutritivas, uma verdadeira panacéia de efeitos terapêuticos junto ao organismo e psiquismo humano. As uvas orgânicas possuem uma quantidade enorme de flavanóides, poderosos antioxidantes.

O suco de uva orgânico, geralmente caro e de difícil acesso, está agora ao seu alcance por um valor menor do que o praticado pelo mercado, graças a um convênio estabelecido entre a ONG Essência Vital e a família Chilanti.

Confira a tabela de preços:

1 litro: R$ 8,00 para soropositivos sócios da Essência Vital.
Caixa com 12 litros: R$ 96,00

1 litro: R$ 8,50 para sócios que não são soropositivos.
Caixa com 12 litros: R$ 102,00

1 litro: R$ 9,00 para soropositivos que não são sócios.
Caixa com 12 litros: R$ 108,00

1 litro: R$ 10,00 para pessoas não soropositivas, nem sócias.
Caixa com 12 litros: R$ 120,00
Para encomendar o suco de uva orgânico, ligue para (21) 3238-5190 ou 9899-9347.


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DVDs do Projeto Vibração Positiva

Dra. Sulimar Salgado Todos os encontros do Projeto Vibração Positiva são gravados em DVD. São dezenas de palestras sobre alimentação, saúde, terapias naturais e qualidade de vida, para que as valiosas informações compartilhadas pelos profissionais de saúde convidados possam chegar ao maior número possível de pessoas.

Confira a resenha desta edição:


Bioenergética e Técnicas Terapêuticas: Saúde, Equilíbrio e Vitalidade
Dra. Sulimar Salgado


Neste encontro do Projeto Vibração Positiva, a psicóloga Sulimar Salgado demonstra como a Bioenergética pode nos auxiliar a restabelecer a saúde integral. Segundo ela, todos nascemos com uma energia vital que mantém nosso equilíbrio. Durante os processos pelos quais passamos, essa energia vai sendo estagnada e bloqueada, abrindo portas para doenças psicossomáticas. Se a mente não está bem, isso se reflete no corpo e vice-versa. "Nós somos o que sentimos. É claro que vamos sempre passar por situações que nos afetem, mas então, como reagir sem adoecer? Esse é um dos trabalhos da Bioenergética", explica.

Sulimar alia esses conhecimentos a conceitos da Gestalt, uma linha da Psicologia que também trabalha a harmonia da mente com o corpo, visando sempre tempo presente. Segundo a Gestalt, não importa o que fizeram conosco no passado, mas o que faremos hoje com isto. "Nós somos o resultado de nossas experiências, mas não devemos nos condicionar a partir delas. Tudo pode mudar se eu me conscientizar de que a transformação é necessária e possível e se eu me responsabilizar por ela", conclui.

Sob a orientação da dra Sulimar, os participantes realizaram um exercício bioenergético de harmonização e trocaram experiências entre si, encerrando o encontro repletos de vibrações positivas!

Valor: R$ 15,00

Para adquirir os DVDs, ligue:
(21) 3238-5190 | (21) 3278-4020 | (21) 9899-9347
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Indicação de Leitura

Consumo consciente Coleção Consumo sustentável e ação
Instituto 5 elementos

O Instituto de Educação e Pesquisa Ambiental 5 Elementos acaba de lançar a coleção Consumo Sustentável e Ação, uma iniciativa de produção de material educativo em prol da sustentabilidade. O primeiro título da coleção Consumo Sustentável, dirigido aos professores, desenvolve a temática da geração e tratamento dos resíduos sólidos propondo rever nossos hábitos de consumo, além de sugestões de atividades educativas que promovem o consumo sustentável.

Os demais cinco títulos são voltados a crianças e jovens e trazem um enredo onde os alunos da Escola da Vida têm a tarefa de pesquisar sobre o ciclo do lixo - Papel, Plástico, Metal, Vidro e Orgânico - para apresentarem na Feira de Ciências com o tema Consumo Sustentável. Dentro deste contexto, os alunos interagem com vários personagens da comunidade que trazem novos conhecimentos e reflexões sobre de onde vem e para onde vai tudo no planeta. A coleção está disponível para download gratuitamente no site do Instituto, que doará a publicação para bibliotecas públicas. As edições impressas também podem ser adquiridas pelo site. A caixa com os seis livros custa R$ 15,00 (mais frete).


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Indicação de CD

Luisa Mandou um Beijo Luisa Mandou um Beijo

Já está à venda o segundo disco da banda Luisa Mandou um Beijo, fruto de três anos de trabalho e repleto de letras intimistas, o doce vocal de Flávia Muniz e belas linhas de trompete. Formada por Flávia Muniz (voz), Fernando Paiva e PP (guitarra), PC (baixo), Schokbrou (trompete) e Cristiano Xavier (bateria), a banda vem conquistando fãs e elogios da crítica.

O disco chama a atenção por refletir um olhar sobre a cidade ao mesmo tempo familiar e original - combina a música indie rock com informações da vasta MPB que vai de Mutantes a bossa nova. O primeiro CD da banda, de 2005, recebeu críticas positivas e foi lançado na Inglaterra, Espanha e Argentina — em coletâneas, o Luisa chegou à Alemanha, Japão, Cingapura, Itália e países da América Latina. Agora, eles lançam o segundo disco após tocar no tradicional festival Humaitá Pra Peixe.

A capa do disco, uma pintura de Vânia Mignone, já anuncia algo das intenções do Luisa: "suas telas tratam de saudade, espera, amor... Temas que aparecem no próprio nome da banda. E estão nas inscrições que ela faz nos quadros, como "não voltou" ou "engasgada com o tempo" - avalia Flávia, em matéria publicada no Jornal O Globo de 27/02/2009.

Lançado pelo selo "Midsummer Madness e volume 1", o álbum tem 14 faixas inéditas e autorais, custa R$ 15,00 e pode ser adquirido em lojas parceiras da distribuidora Tratore e no site da banda, onde há músicas disponíveis para download.

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>> Assista ao videoclipe da música "Mar sem sal"

>> Visite o site da banda

>> Entre em contato com os componentes

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